Caminhadas da Ponte do Rio Pardo, entre Serrana e Altinópolis, ao Recanto Feitosa; Ribeirão Bonitos a Brotas; em Analândia;Altinópolis, Fortaleza de Minas (MG) e São Sebastião do Paraíso.

Confira os relatórios das caminhadas que aconteceram nos dias 23 de maio da Ponte do Rio Pardo, entre Serrana e Altinópolis, ao Recanto Feitosa; Ribeirão Bonitos a Brotas no dia 5 de setembro; em Analândia, no dia 26 de setembro; Altinópolis,  no dia 17 de outubro; Fortaleza de Minas (MG) e São Sebastião do Paraíso no dia 7 de novembro de 2009.

Post assessorado pela Connecct – Assessoria de Comunicação Digital

RELATÓRIO DA CAMINHADA DE SÃO CARLOS A DESCALVADO – DIA 24/01/09

OBJETIVO:  O nosso companheiro Ovídio Mora, além de ter feito o Caminho da Fé, por duas vezes, o Caminho de Frei Galvão e o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, tem feito os trajetos de todas as ramificações do Caminho da Fé, que originariamente ia de Águas da Prata a Aparecida. Assim, sugeriu  que fizéssemos  a extensão do Caminho da Fé, no novo ramal Descalvado a São Carlos, para verificar as condições que o novo trecho oferecia para os peregrinos. Aliás, nós seríamos os primeiros a fazê-lo a pé,  visto que, na inauguração e desde então, essa extensão havia sido percorrida de carro e de bicicleta, tão somente.

REUNIÃO E SAÍDA: Os participantes se reuniram às 5 horas, defronte à casa do Pedro Pires, à Av. Braz Olaia Acosta, n. 161, Jardim Califórnia, próximo ao Ribeirão Shopping. Estavam presentes  Ovídio Mora, Ademir Martins, Octávio Verri, Pedro Pires, Juareztovam Lamin de Carvalho, Fábio Ângelo do Carmo, Maurício Medeiros, Rodrigo Afonso,  Eije Fujie,  Jalmir Duete e o Toninho Mora.  O transporte foi feito por uma “Van”, a qual nos daria apoio durante todo o trajeto da caminhada, uma vez que tinha uma geladeira com gelo., água e comida.

A CHEGADA EM SÃO CARLOS:  Deu-se por volta das 6,15 horas. Dirigimo-nos até a Catedral de São Carlos, no centro da cidade ( altitude de 833 metros) , para algumas fotos. Ao depois, seguindo as setas amarelas, percorremos o trajeto do Caminho da Fé.

TRAJETO : Transportados pela “van”, seguimos pela rua 13 de maio, Rua São Paulo, Marginal da Chaminé, rua José Jorge, Avenida Getúlio Vargas, Viaduto sobre a Rodovia Washington Luiz, adentrando ao Bairro Novo Horizonte ( altitude de 895 metros) . Defronte o “Bar da Leila”, descemos do veículo e , precisamente às 7,09 horas, iniciamos a caminhada a pé, através da rua Alexandre Pedrazzani até o seu final e continuamos pela estrada de terra, passando ao lado da entrada da Fazenda Graúna e seguimos rumo ao Santuário de Aparecida da Babilonia, onde fizemos uma parada e visitamos a igreja.

O SANTUÁRIO: Localizado  a 17 kms do centro  S.Carlos, está construído sobre a serra da Babilonia, onde nasce o ribeirão das Águas Turvas. Quem patrocinou a construção da primitiva capela foi D.Querubina Maria Barbosa, filha de Cândida Barbosa. Conta a história que Ângelo Dias, cuiabano, corneta de um corpo militar, dele desertou antes de 1.842. Veio para a casa de Querubina e aí fez, de barro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, dando-a de presente para D. Cândida, sob a condição desta doar 02 alqueires de suas terras naquele local para patrimônio da santa. A construção foi finalizada por volta de 1.873. Há crença de que a imagem é milagrosa e, desde então, todos os anos, se dirige para o local uma concorrida romaria. Hoje, o local apresenta uma razoável estrutura para recepcionar os romeiros, com banheiros, pontos de água e um restaurante rural que serve refeições aos domingos.

Prosseguindo no caminho, passamos defronte um Spa (altitude 979 metros) e logo atingimos um viaduto sobre a rodovia SP 215, divisa de São Carlos com Descalvado. Ali foi postada uma placa do Caminho da Fé, indicativa que faltavam 21 Kms para o centro de Descalvado. Um pouco à frente, paramos no acesso à Fazenda Cedro.  Na seqüência, fizemos outra parada na Fazenda Santa Rita (Agrindus). No roteiro, cruzamos com a estrada hoje existente, mas que no passado era o leito da estrada de ferro da Fazenda Autora. Também nos deparamos com placas indicativas das entradas para as tradicionais fazendas Santa Fé  e São João do Morro Alto. A chegada a Descalvado deu-se pelo bairro São Sebastião,  passando pela estação ferroviária ( desativada), pela ruas Guerino-Oswaldo e Bezerra Pais até a praça principal, onde pontifica a Igreja Matriz ( altitude de 679 metros) , na qual chegamos por volta das 17 horas, após quase 10 horas de caminhada,  e posamos paras as fotos de praxe, merecedores que éramos após o percurso de 40 (quarenta) quilometros.

 OBSERVAÇÕES SOBRE O TRAJETO: Está situado em local aprazível, sendo mais alto na parte de São Carlos. Em determinados pontos, é possível ver as escarpas das terras altas de Analândia. O caminho segue estradas municipais que servem muitas propriedades rurais, onde são bem diversificadas as culturas. Vimos terras de pastagens com belos exemplares de gado holandês e gado nelore. Vimos culturas de milho, sorgo, café e pouca cana. É uma região em que se tem grande produção de leite, de frangos para corte e criação de cavalos. O padrão de terras varia muito. Ora a terra é bem vermelha, indicando um bom padrão, sendo utilizada por culturas, ora é arenosa, sendo indicada para pastagem. É um trecho bonito, mas é impraticável para pedestres.  Não há como se obter água do Km 25 até o início do trecho urbano de Descalvado, ou seja, cerca de 21 kms. Até mesmo é difícil para os ciclistas, em razão da existência de trechos arenosos que exigem muita água. Somente as sombras ajudam no descanso ao peregrino. Os acessos às propriedades rurais, com sedes distantes, são vedados por porteiras trancadas por grossas correntes.

AS DIFICULDADES QUE TIVEMOS : Como lembrado, fomos os primeiros a fazer esse trecho à pé. Não fosse o tempo nublado e o vento fresco constante, teríamos padecido. A nossa reserva de 20 litros de água, conservada na geladeira, esgotou-se quando ainda faltavam 5 quilometros para chegar a Descalvado. Nota-se que os intervalos de oferta de água no Município de São Carlos são relativamente administráveis, desde que se esteja bem informado dos pontos. Já no município de Descalvado isso é impossível. A solução seria colocar pontos de tomada de água ao lado da estrada, derivando encanamentos das construções que se situem mais próximas.

 ANTES DO RETORNO A RIBEIRÃO PRETO: o Ovídio, que já trabalhara na agência do Banespa da cidade, e o Verri, que é casado com a Teresinha, que é de família de Descalvado, combinaram convidar os companheiros para tomar cerveja no Bar Quatro Cantos, o mais famoso da cidade. Contudo foi impossível adentrar o estabelecimento, visto que estava repleto de palmeirenses, adequadamente vestidos, uma vez que, em Ribeirão Preto, naquela tarde, jogavam Palmeiras X Mogi Mirim. A solução foi ir para uma pastelaria dali não muito distante. O retorno deu-se por volta das 18,00 horas.

Relatório da Caminhada da Ponte do Rio Pardo, entre Serra e Altinópolis, ao Recanto Feitosa.

CHANFLORA:

Seguindo o plano de conhecer os locais diferentes da região, nisso embutida a idéia de se livrar o quanto possível dos canaviais, cogitamos em caminhar, nos Municípios de Altinópolis e Cajuru,  no local conhecido por Reflorestamento da Chanflora, o qual, além de seu objetivo primordial de produzir madeira de eucalipto, para extração da celulose, é um lugar, hoje, muito utilizado para esporte radicais, como rallies automobilísticos, trilhas de motocicletas, rapel, e excursões para visitas às cachoeiras e grutas.

Nas proximidades, provavelmente desde os anos 50, existe uma área reflorestada chamada “Floresta de Cajuru” , situada também no Município de Altinópolis, que pertence ao Governo do Estado.

Antes de iniciar o reflorestamento da Chamflora, por volta do final da década de 70, a área, também conhecida pelos nomes das estações ferroviárias Águas Virtuosas e Fradinhos, principalmente esta última, era dividida em diversas propriedades rurais com os nomes de Morrinhos, Selado, Águas Virtuosas, Madalena, Fradinhos, Barrosa, Mangabeira e Dois Córregos, que somavam cerca de 6.000 alqueires, e pertenciam  a diversos proprietários, de famílias tradicionais de Altinópolis,  os quais, nela, apascentavam o gado, uma vez que a terra não se prestava para o cultivo do café, sempre a principal atividade econômica de Altinópolis, e também para a plantação da cana-de-açúcar, que se iniciava por essa ocasião.

Pouco a pouco, a empresa Champion Celulose, de Mogi Guaçu-SP, foi adquirindo terras na área, iniciando a plantação de eucaliptos. Posteriormente, a área foi vendida para a empresa VCP – Votorantim Celulose e Papeis, com fábrica em Luiz Antonio-SP.  Recentemente, houve negociação entre a International Paper, ex-Champion, e a Votorantim, para troca de ativos, tendo a esta última passado para aquela a fábrica de celulose e papeis de Luiz Antonio-SP e todas as florestas de Altinópolis – São Simão – Santa Rita do Passa Quatro – Luiz Antonio e Guatapará, recebendo a Votorantim, principalmente, a grande área de reflorestamento de Três Lagoas-MS, onde está sendo construída uma das maiores fábricas de celulose e papéis do mundo.

Considerando que o Município de Altinópolis tem  929,426 Kms2, a área da Chamflora, com 135.641 Kms2,  ocupa  cerca de 1/6 do seu  território.

A área conhecida por  “ Fradinhos “  está situada na latitude de 21º 02’S,  longitude de 47º 23’ W.Gr. e altitude de 920 m.

O clima da região é do tipo Aw. É um tipo de clima tropical chuvoso de savana, com temperatura superior a 18º C em todos os meses. A precipitação média anual é de 1.495 mm .

SAÍDA

Deu-se por volta das 5,10 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201).  Seríamos transportados, ao preço de R$ 20,00, ida e volta,  pelo ônibus micro-ônibus .n. 3030, de placas LBM-8382, com  27 lugares, da Empresa de ônibus “Crystaltur”, de Ribeirão Preto, dirigido pelo motorista. Como apoio durante o trajeto da caminhada, teríamos o suporte da camionete Chevrolet – S-10, de placas EIJ-9035, de Sertãozinho-SP, gentilmente cedida pelos sobrinhos do Verri, Raphael e Thiago Bernardi Verri.

VETERANOS

Fizeram-se presentes os seguintes peregrinosrp:  Ademir Martins,  Claudinei Zanella, Fábio Ângelo do Carmo,  Jose Humberto, José Wilson Ricciardi, Josefina Cetrulo, Juvenal Crozariollo, , Octávio Verri Filho, Ovídio Mora,  Ruy Salgado Ribeiro, Lewis, o casal Célia Maria da Silva Oliveira e Feliciano de Oliveira Neto. Estiveram também presentes, e, por terem já participado de duas caminhadas, adquiriram o “status” de peregrinosrp a Célia Mora, o casal Sônia e Luiz Acácio Bersi Vetrano, assim como o casal Edlamar e Émerson Moreira. e  o Dr. Antonio Marcos Borges de Oliveira.

NOVATOS

Fizeram a estréia em nosso grupo      Pedro Vitor R.de Oliveira, neto do Antonio Marcos, o casal Antônio Marcos de Lima e Narcisa Nerci Fernandes, a Marisa Diniz Ignácio Antonio,  o  Renato Rangel, o Pedro Broccheto, o Gustavo de Barros Sicchieri, o casal  Lucinéia  de Lima Francisco Paulino e   Rivael Paulino, de Serrana-SP..

A PARTIDA DA CAMINHADA

Na condição de decano e orientador espiritual, o Juvenal nos reuniu, em círculo, pediu que fizéssemos no silêncio da nossa intimidade uma reflexão e, após os cumprimentos, saímos em caminhada . Era 5,50 horas. Ainda estava escuro, tanto é que o caminho foi iluminado pelos faróis da camionete.

ROTEIRO

Do ponto existente cerca de 1.500 metros da ponte do rio Pardo, na vicinal Serrana-Altinópolis, na entrada de estrada rural, à direita, onde existe uma lixeira, saímos em direção da Fazenda Paredão, e passamos direto pelas indicações das Fazendas Sapé e Joinville. Paramos na sede da Fazenda Paredão, onde foi permitido que as mulher utilizassem o sanitário e, após 8 Kms, alcançamos a floresta, adentrando o seu interior. Fizemos uma parada, no cruzamento deste caminho com a linha do trem, ocasião em que houve a tentativa de reagrupar o pessoal, em vão. Abrimos o garrafão de vinho e saudamos o dia maravilhoso, todos em grande alegria. Assim que atravessamos a linha do trem, dobramos à esquerda e, seguimos em direção à estação, não sem antes contemplarmos um banhado de águas límpidas, que nos deu vontade de entrar de roupa e tudo, em prosseguimento, nos deparamos com a desativada estação das Águas Virtuosas, onde fizemos pausa para que as mulheres fossem novamente ao banheiro e para as fotografias. Depois de andar cerca de 1.000 metros, dobramos à direita e subimos a trilha principal, pedregulhada, adentrando o coração da floresta, onde caminhamos por horas até atingirmos a porteira amarela e, dobrando a direita, continuamos a caminhar, alcançando a região banhado pelo córrego da Prata, onde existem várias placas indicativas das trilhas “leves” ou “pesadas”. O trecho em questão é bastante acidentado, com maior dificuldade para tráfego de veículos. Dalí, caminhamos mais cerca de 3 mil metros e atingimos o Recanto Feitosa.

A LINHA DE TREM DESATIVADA

Como acentuado no início deste trabalho, a área em questão era também conhecida pelos nomes das estações ferroviárias Águas Virtuosas e Fradinhos da Estrada de Ferro São Paulo-Minas, hoje desativada. Durante o trajeto, como dissemos, por diversas vezes, cruzamos e seguimos a ferrovia, em diversos pontos, inclusive passamos( e paramos) defronte a estação “Águas Virtuosas”, o que nos causou um misto de tristeza e nostalgia. Afluiu-nos a lembrança da meninice quando, em nossas cidades, ainda pequenas, ouvíamos o apito do trem, o barulho do desligamento dos vagões e o atrito destes com a linha. A estrada de ferro em questão tinha, originalmente, o seu início em Bento Quirino ( São Simão) e, 1906, já com a denominação de Estrada de Ferro São Paulo e Minas, avançou rumo a São Sebastião do Paraíso, no Estado de Minas Gerais, tendo por estações desse tronco Louzadópolis, Tamanduazinho, Serra Azul, Serrinha ( Ipaúna), Águas Virtuosas, Fradinhos, Mangueiro, Altinópolis, Pio Alves, Cobiça, Antonio Justino, Guardinha, João Honório e São Sebastião do Paraíso. O ramal de Ribeirão Preto, da São Paulo-Minas, foi inaugurado em 1928, pelos novos proprietários da linha, a Usina Metalúrgica Epitácio Pessoa, para transportar minérios entre Ribeirão Preto e Minas Gerais. O ramal se encontrava com a linha-tronco em Serrinha (depois Ipaúna) e, antes,  tinha as estações Ribeirão Preto,  Evangelina, Biagipólis, Capeva. Em 1930, a usina faliu e a ferrovia foi desativada. Embora o tronco tenha sido reativado em 1934, o ramal somente o foi em 1944.  Em 1968, a linha da SPM entre Bento Quirino e Ipaúna foi suprimida e o ramal passou a integrar a linha principal, administrada agora pela Mogiana. Em 1971, a Fepasa incorporou a linha, e extinguiu seus trens de passageiros em 1976. A linha ficou ativa para cargas até os anos 90, quando foi abandonada. Em fins de 2000, o trecho inicial entre Evangelina e Biagípolis foi reativado para cargas, mas o resto continuou no mais completo abandono, como é o caso das estações Águas Virtuosas e Fradinhos, esta última já derrubada. O que resta da linha férrea, hoje, pertence à empresa Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que é uma subsidiária da Vale do Rio Doce, a qual tem sofrido constantes furtos de material ferroviário, sobretudo os trilhos. Cogita essa empresa de restaurar a linha, no trecho Ribeirão Preto a São Sebastião do Paraíso,  para o transporte de cargas.

No que diz respeito à eventual volta do transporte de passageiros, tem saído, frequentemente, nos jornais a notícia de que os Municípios de Serrana e Altinópolis pretendem reativar a linha férrea.  A Prefeitura de Serrana diz lutar para a reativação dessa linha de Serrana até Itaú de Minas ( MG). Por seu turno, uma entidade chamada “Associação São Paulo/Minas de Preservação Ferroviária estaria fazendo gestões junto aos atuais detentores da linha e poderes públicos, no sentido de estabelecer uma linha turística entre Altinópolis e Guardinha-MG a ser denominada de “Expresso Café com Leite”, numa distância de 30 quilómetros.  No caso de vingar tais projetos, certamente teremos transporte, ao menos nos finais de semana, para aqueles que desejam usufruir das atrações turísticas proporcionadas pela área ocupada pela Chamflora e imediações.

TRILHAS

Na enorme área, como acentuado, se presta, desde há muito, para atividades esportivas, nas modalidades de rallies automobilísticos e trilhas de jeeps, “gaiolas”  e motocicletas, e mesmo a cavalo,  existindo inúmeras trilhas, em todos os quadrantes dessa enorme área, e dos mais diversos terrenos, às quais os usuários deram denominações, atendendo às suas características, tais como  “Precipício”, “Fundão”, “Porteira Amarela”, “Escadaria de Pedra”,  “Barro Preto” e “Pedrona”. Os próprios usuários tem feito a  sinalização desses locais, colocando placas de madeira, indicando se são “leves” ou “pesadas”. Outrossim, é notável o interesse turístico, tendo em vista a proximidade com a gruta e cachoeira de Itambé ( 6Kms), principal atração turística de Altinópolis e a existência nessa área de grutas e túneis escavados nas formações de arenito botucatu.

A CHEGADA AO RECANTO FEITOSA

Em face dessa afluência de jipeiros e turistas, na década de 80, um dos proprietários fronteiriços à área da Chamflora, O sr. Francisco Feitosa, estabeleceu-se com um restaurante, com refeições, petiscos e bebidas, o qual é muito procurado, principalmente aos sábados e domingos. Os serviços de atendimento e cozinha são feitos pela própria família, além do Feitosa, trabalham ali a esposa D. Ivonete e os filhos Leandro, Rodrigo e Adriana. O local  é aprazível e faz parte de uma pequena fazenda, a qual é dividida por  uma grandiosa formação de Arenito Botucatu, com um túnel cavado pela água há milênios que o possibilita ir de uma lado a outro de sua propriedade, onde planta cana e cria um pouco de gado. Quando se está no meio túnel, a impressão que se tem é de uma daquelas grandiosas catedrais góticas da Europa. Quem pergunta ao Feitosa quem foi o arquiteto de sua “catedral”, ele responde: – Foi Deus! Ainda no meio do “túnel”, à direita, tem uma gruta, com minas d´água, cuja profundidade é desconhecida e que parece ter uma rio subterrâneo. Outra característica do Feitosa é prestar homenagens. Em vários pontos externos de seu restaurante, aparecem placas com nomes de alguém. O acesso à gruta-túnel tem o nome de avenida “Princesa Cássia Cunha”, diz ele que o nome foi escolhido em um concurso da AmBev.  Tem outra placa, de madeira, que registra a passagem de um peregrino em direção à Aparecida do Norte. Geralmente ele homenageia as pessoas ou familiares de empresários que com ele fazem parcerias para melhoramentos do local. Logo haverá uma placa na entrada de recém-descoberta gruta, que terá o nome de “Peregrinosrp”, para nos homenagear, como sendo  o primeiro grupo organizado de caminhantes que aportou do “Recanto”, através da floresta. Em conversa com Sr. Francisco e D.Ivonete  o que se percebe é a vontade de servir, e bem, a clientela. Explicou ela que o estabelecimento começou bem humilde e simples e que a atual estrutura foi em decorrência de inúmeras reformas, procedidas à medida das possibilidades financeiras da família. Diz que os planos de expansão existem e que, dentro em breve, terão condições de fornecer pouso, uma vez que tem sido grande a solicitação dos clientes nesse sentido.

No Google Earth, o Recanto Feitosa poderá ser encontrado nas coordenadas 21 10´ 47´´  S – 47 24´56

O ALMOÇO

Depois de um banho, e como havíamos chegado relativamente cedo, em média, às 12 horas, tanto o aperitivo como o almoço foram preguiçosamente traçados.  Latas de cervejas geladíssimas foram postas à mesa, em baldes, e sorvidas com calma, acompanhadas de porções de torresmos e mandiocas fritas. Com a mesma tranqüilidade, aguardávamos a D.Ivonete e seus familiares preparar o pratos do dia. O Sr. Francisco perguntava a cada um de nós se queríamos carne de boi ou de frango. Pouco depois, nos bufês foram postos os frios e os quentes. Foram colocados à nossa disposição 8 tipos de saladas: alface, tomate, cenoura, vagem, jiló, rúcula, chuchu e batata. Nos quentes, além da carne ( boi ou frango ) com ovos fritos, foram disponibilizados frango com molho  e cabotiá, arroz, feijão, macarrão, mandioca frita e farofa de abóbora.

O RETORNO

O ônibus que nos pegaria, chegou ao Recinto Feitosa por volta das 15,30 horas, mas a volta para Ribeirão Preto acabou atrasando em razão de ter o coletivo atolado no areião. Graças ao esforço de todos e de mais alguns homens que por ali estavam, e com a gentil colaboração de um jipeiro, o micro-ônibus se livrou do buraco. Feito isso, adentramos novamente no ônibus e dele descemos apenas quando retornamos à UNAERP, por volta das 18,00 horas.

PÉROLAS

Como o combustível etílico está na moda, para apoio dos caminhantes o Verri arrumou uma camionete a álcool e o Ovídio arrumou um motorista tocado à vinho. Simbiose perfeita!!!!. Organização e isso aí, gente!  2.   A propósito do vinho, que fez o maior sucesso, no campeonato do “vira-copos”, o nosso fotógrafo abstêmio ( e que não toma gelado),  o Ademir,  foi o vice-campeão. Resquício da Espanha!!! 3. Desta vez não teve chabú. O Juvenal conseguiu cantar o “breque da sogra”, quando o povo, já com a barriga cheia, estava quase cochilando, mas como gostaram!!!  4. Durante a caminhada, o Antonio Marcos chamava e chamava a Josefina e nada de ser atendido. – Josefina, Josefina, clamava o doutor, no meio daquele deserto verde, com eco e tudo. Eis que, estranhando aquele insistente chamado a suposta Josefina vira para trás e eis que surge o cavanhaque do Lewis, obrigando o Antonio Marcos a pedir mil perdões pelo engano!!!; 5. Quando o Emerson teve a indisposição – pós-caminhada, os primeiros socorros foram feitos pelo Juvenal, hábil cirurgião de agulhas e linhas na sua sapataria. Logo em seguida veio o Antonio Marcos e “fez o parto”, no que logo o Emerson arribou!!!   6.Na sexta-feira, o Ovídio tratou com o Toninho a ida dele para orientar o motorista no caminho de volta e lembrou que o ônibus não deveria chegar perto do Recanto Feitosa e fazer qualquer manobra, sob pena de afundar no areião. Não deu outra, foi só o Toninho se distrair e o boi foi pro brejo atolando até os bagos!!!.

CUMPRIMENTOS

A todos que participaram do evento, indistintamente, pelo excelente desempenho durante a caminhada e por terem sido pontuais durante a saída de madrugada da UNAERP. Isso dá força ao grupo para que novos passeios sejam programados e realizados.

NOSSA PRÓXIMA CAMINHADA

Estivemos trocando idéias durante os bate-papos no Recanto do Feitosa e tivemos dificuldade em programar outra caminhada para junho, a não ser aquele em que iremos acompanhar, até Cravinhos, no dia 27 de junho – sábado – a saída dos companheiros que farão o “Caminho da Fé”, capitaneados pelo Ovídio. Se houver alguma novidade comunicaremos.

Post assessorado pela Connecct – Assessoria de Comunicação Digital

RELATÓRIO DA CAMINHADA ENTRE RIBEIRÃO BONITO E BROTAS, NO DIA 05/SETEMBR0/2009.

 PREPARAÇÃO: Como é do conhecimento de todos, um grupo de Araraquara e Trabijú fez o “Caminho da Fé” juntamente com alguns dos nossos companheiros  capitaneados pelo Ovídio Mora. Pois bem, disso resultou uma grande amizade, a ponto de alguns membros desse grupo terem caminhado conosco em Cajuru, no último dia 29 de agosto. Nessa ocasião, fizeram o convite para que percorrêssemos, a pé, o trajeto Ribeirão Bonito a Brotas.  Como já havíamos cogitado fazer uma caminhada em Brotas, aceitamos o convite de pronto e marcamos para o sábado seguinte ( 05/setembro), ficando quebrada a nossa regra de que não caminharíamos em vésperas de feriado. Assim é que estabelecemos, através dos companheiros Ovídio Mora e  Ademir Martins, contatos, quase diários, com o casal amigo Bernardete e Sérgio, viabilizando a nossa caminhada. Houve um certo “suspense” sobre as condições do tempo, pois havia previsão de chuvas.  Realmente choveu bem na sexta-feira ( 04), mas uma chuva calma, refrescante, sem vento e com nenhum raio, o que nos deu a tranqüilidade para o passeio do dia seguinte. Não tivemos, previamente, o roteiro a ser cumprido. Sobre o custo, fizemos uma previsão de R$ 30,00, para o transporte, e foi informado que o almoço custaria cerca de R$ 20,00.

SAÍDA: Deu-se por volta das 4,20 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201).  Seríamos transportados, e apoiado em todo o percurso,  pela “van” Renault “máster”, de placas DZV-5853, dirigida pelo proprietário Luiz, o qual demonstrou ser um profissional competente, muito tranqüilo e bastante colaborativo. Acertamos com o transportador que todo o trajeto de ida a Ribeirão Bonito,  de Ribeirão Bonito a Brotas e a volta seria por volta de 350 Kms., ao preço de R1,30 por kms., perfazendo o total de R$ 455,00. Como nós estávamos em 15 pessoas e acabou sendo cobrado de cada um R$ 32,00, tivemos uma arrecadação de R$ 480,00, possibilitando uma “gorjeta” de R$ 25,00 para o motorista.

PARTICIPANTES: Dos peregrinos, marcaram a presença, mais uma vez: Ovídio Mora, Célia Mora, Ademir Martins, Octavio Verri, Fábio Ângelo, Emerson Moreira, Edlamar Moreira, Feliciano de Oliveira, Célia de Oliveira, Ruy Salgado e Ana Lúcia Silva. Pela segunda vez, tivemos o prazer da presença do casal Lucinéia Paolino e Rivael ( Vavá) Paolino, Manoel Penna Barros Cruz e Rodrigo Moreira ( a força jovem).

E tivemos a imensa alegria do reencontro com os nossos anfitriões  Bernardete José Gussi,Sérgio Dakuzaku, Maria Carolina Tirico e o César Sargentini ( Pinduca).

A CHEGADA EM RIBEIRÃO BONITO:  Fizemos o trajeto Ribeirão Preto-São Carlos ( SP-255). Trafegamos um pequeno trecho da Washington Luiz ( SP-310)  e logo adentramos a rodovia que demanda Ribeirão Bonito ( SP-215). Como estava previsto, a chegada deu-se às 6,00 horas na Praça da Matriz, em Ribeirão Bonito, local em  que fomos recepcionados pelos organizadores da caminhada. Em seguida às fotos de praxe, defronte à Igreja dedicada ao Bom Jesus da Cana Verde, dirigimo-nos para a Padaria Bom Jesus, muito bem montada, praticamente uma delicatessen, situada uma quadra abaixo, local onde fizemos um lanche.

Ribeirão Bonito localiza-se na região central do Estado de São Paulo, a 32 kilometros do marco que determina o centro geográfico do Estado. Tem uma área de 472 quilômetros quadrados, e uma população de 11.228 habitantes de acordo com o censo do ano 2000. Faz parte da zona fisiográfica de Araraquara, tendo como limites São Carlos, Brotas, Dourado, Boa Esperança do Sul, Trabiju, Araraquara e Ibaté.

É  sede da comarca a qual pertencem os seguintes municípios: Dourado, Boa Esperança do Sul, Trabijú, além do distrito de Guarapiranga, que pertence a Ribeirão Bonito.

ALTITUDE: 585,2m; LONGITUDE:48º 10’; LATITUDE: 22º 4’.

A respeito de sua história,  tomamos conhecimento que foi fundada pelos irmãos Antônio, Thomaz e Ignácio Alves Costa, como resultado de uma doação de terras para a construção de uma capela ao Senhor Bom Jesus. Consta que no dia 6 de agosto da década de cinqüenta, do século 19, procedendo a uma derrubada de árvores, na região de Ouro Fino, em Minas Gerais, Antônio foi atingido por um tronco e ficou logo doente. Lembrado das palavras dos irmãos de que não seria bom trabalhar no dia 6, dia do Bom Jesus, prometeu que, se salvasse, ofereceria ao Santo, terras de sua propriedade para a construção, em sua honra, de uma capela, o que realmente cumpriu, quando, em 1862 aportaram por estas regiões, dando origem à primeira paróquia. A capela, que anos mais tarde foi destruída para dar lugar á atual imponente igreja matriz, foi batizada de Bom Jesus da Cana Verde.

O povoado, que se origem à volta da capela, cresceu rapidamente, tanto que, a 8 de março de 1882, através da lei provincial nº 16, foi elevado à categoria de freguesia e distrito de paz de Ribeirão Bonito.

Em 5 de março de 1890, pelo decretado nº 24; tornou-se município e, em 10 de setembro de 1892, pela lei nº 103, ficou comarca, que hoje abriga os municípios de Boa Esperança do Sul, Dourado e a sede, Ribeirão Bonito. Uma série progressiva de bons fatos se sucederamr: a Cia. Paulista de Estrada de Ferro inaugura sua estação a 10 de maio de 1894; em 1899 inaugura-se o sistema de abastecimento de água domiciliar; em 1911 instala-se o sistema de iluminação elétrica; em 1913 inaugura-se o sistema de esgoto sanitário.

No que diz respeito à sua geografia, Ribeirão Bonito está situada junto à Serra de Dourado, cuja altitude é estimada em 1.100m (ponto máximo).Do alto dessa serra avistam-se o municípios de São Carlos, Araraquara e Brotas. No coração do município situa-se o Morro Bom Jesus, cuja  altitude é de 600 m. Existe, ainda, o Morro do Passarelli com 715 m de altitude. Estes acidentes decorrem de extensões da Serra Geral.

ROTEIRO:  Após o café, subimos na “van” e rumamos para a saída da cidade, no sentido rodovia SP- 215.   Logo ali começava a estrada de terra que demanda aos lugares conhecidos por Nova Brasília, Serra Alta e Gramado, atingindo, ao final,  a cidade de Brotas. Como está sendo construído um novo trevo de acesso à cidade, o jipe Bandeirante ( Toyota), dirigido pelo Sérgio, e a nossa “van” tiveram que nos deixar no local das obras, onde se iniciava a estrada, mas que não possibilitava o tráfego de veículo, dando uma volta um pouco mais à frente, no sentido Dourado. Nesse momento, por volta das 6,45 horas, começava a clarear e percebíamos que o tempo estaria nublado e com uma temperatura em torno de 22 graus, portanto bastante ideal para a finalidade a qual nos propusemos.  A pista de terra estava seca, bem conservada e apresentava quase nenhum tráfego de veículos. O grupo estava bastante homogêneo no que diz respeito às condições físicas e, assim, o pessoal passou a caminhar praticamente em um único pelotão, com bastante disposição e com um ótimo humor e, pela ordem,  passamos pelas entradas das Fazendas Santa Cruz, São Luiz, Sítio Triângulo, Pesque e Pague Tuiuiú. Notamos que o padrão de terra variou durante o trajeto. Na região da cidade, próxima à entrada, a terra é vermelha, depois pegamos uma grande parte de terra arenosa. Notamos que também no município de Ribeirão Bonito se planta cana, mas não na sua totalidade. Observamos que ele é relativamente acidentado, decorrente de extensões da Serra Geral, como mencionado acima, dificultando, de certa forma a mecanização agrícola, a não ser nas partes inferiores das encostas, o que faz com que haja ainda remanescentes florestais nos aclives e a manutenção de pastos, possibilitando uma paisagem agradável aos olhos.A estrada, enquanto estivemos no Município de Ribeirão Bonito, apresentou-se toda sombreada, visto que, nas margens, restaram muitas árvores e plantas. Enquanto caminhávamos, vislumbrávamos as propriedades com áreas de mato e de pastagens, com gado vacum e cavalar, que nos evocava aqueles bons momentos, em 2007, quando fizemos o “Caminho da Fé”, como se estivéssemos em trechos da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Além das pastagens e dos canaviais, víamos também  laranjais.  Em determinada altura do percurso, atingimos um bairro rural, com uma dezena de casas, conhecido por Nova Brasília, sobre o qual se alega ter sido, no passado, um quilombo. Neste local, o grupo se fartou de amoras, dada a quantidade de amoreiras ali existentes e que estavam bem ao lado da estrada. Indo à frente, chegamos em uma encruzilhada, onde havia seta indicativa, para a pista da direita, o Hotel Fazenda “Serra da Cachoeira”. Fomos nesse sentido, passando por fazenda de gado e, após uma descida, apresentou-se um acentuado aclive que contornou um morro, possibilitando-nos  ver, à direita, uma ampla mata e o barulho de uma cachoeira. Estávamos prestes a chegar ao Hotel Fazenda “Serra da Cachoeira”, cuja entrada alcançamos logo depois de passar sobre a ponte do ribeirão da Pedra. Adentramos o local e ali soubemos que era de propriedade de Cinthia Pessa, pessoa esta que conhecíamos de Ribeirão Preto, onde exercera a profissão de dentista e cuja filha Bel, fora amiga de nossa filha Marina. Vindo ao nosso encontro, a proprietária mostrou-se bastante solícita e atendeu ao nosso pedido de usar as instalações sanitárias. Ao depois, permitiu que conhecêssemos as instalações de sua pousada e indicou a trilha que nos levou a conhecer a bela cachoeira, distante cerca de 30 metros da sede. Explicou-nos que a sua propriedade, no passado, fazia parte de uma outra bem maior, denominada Fazenda Serra Alta, de propriedade de seu avô Stéfano Pessa,  e que fora grande produtora de café. Além da pousada, na propriedade, está sendo feito, experimentalmente, o plantio de alimentos orgânicos, com curso ministrado por técnicos do Senar. Deixando o local, reiniciamos a caminhada passando pela fazenda Rancho Fundo e também pelo Sítio São Sebastião, de propriedade de Zezinho Garcia. Este produtor rural estava na estrada e veio ao nosso encontro. Estávamos o Verri, o Manoel Barros Cruz, o Sérgio e o motorista da “van”, Sr. Luiz. Elogiamos o seu laranjal e confessamos que quase tivemos o impulso de pegar algumas laranjas no pé. Disse-nos que não havia problema que se pegasse uma ou outra. Explicou que a variedade da fruta era a “valência”, a qual, apesar de aparentar estar madura, ainda está muito ácida e que a colheita só se dará em novembro. Como estávamos ficando para trás do grupo, eu e o Manuel apressamo-nos, deixando ali os dois motoristas de apoio, os quais permaneceram mais tempo conversando com o sitiante e, depois, nos disseram ter recebido uma verdadeira aula de produção de laranjas. Um pouco além, passamos pela Fazenda Água Boa, sobre a qual o Zezinho Garcia nos informara pertencer a uma empresária do bairro do Brás, em São Paulo. Realmente, uma bela propriedade, com vários piquetes, bem cercados, e com um excelente pasto de braquiária, bem verde, contendo uma bezerrada nutrida. Também verificamos que ali existe engorda de bois em confinamento. Em seguida,  passamos defronte a outra bela propriedade rural, de nome Fazenda Bela Vista do Gramado, pertencente a Ernesto Zarzur, onde, em um coqueiro observamos três graciosas araras, comendo coquinhos, sendo duas de peito amarelo e uma de peito vermelho.Esta parece ter sido uma das últimas propriedades do município de Ribeirão Bonito, uma vez que assim que ultrapassamos o ribeirão Rastera, já nos deparamos com a entrada da Fazenda Shangri-Lá, no Município de Brotas. Nesta parte, a estrada era bem larga, com aplicação de cascalho  e apresentando um trânsito um pouco maior de veículos, sendo que o terreno era mais plano e que a área já está sendo ocupada pela cana-de-açucar. Tanto é que, logo à frente, nos deparamos com um triminhão Scania, da empresa sucro-alcooleira Paraíso Bioenergia, de Brotas, carregado de cana, que estava  encalhado e que havia 2 grandes tratores Case, MXM-180, tentando tirá-lo do buraco feito no solo arenoso, sem qualquer sucesso.Mais à frente, cruzamos com um caminhão transportando uma motoniveladora, certamente utilizada para o desencalhe.  Prosseguindo a caminhada, por um longo tempo, caminhamos tendo, à esquerda, um eucaliptal até que novamente ultrapassamos o córrego Rastera, próximo à Fazenda Santa Luzia, em cujas terras, situada à esquerda da estrada, podemos verificar uma grande extensão de pasto. Á direita, a terra, em grande extensão, à perder de vista, já estava ocupada por cana-de-açúcar recentemente cortada. Enfrentamos, a seguir, uma longa subida e, por fim, chegamos à rodovia SP-225 ( Itirapina-Jaú), na periferia de Brotas.

ALMOÇO:  O relógio marcava 13,00 horas e tínhamos percorrido cerca de 27 Kms. O tempo não estava totalmente aberto, mas estava muito quente. Subimos na “van” e nos dirigimos para o Posto Ruff, conhecido como Posto do Cássio, situado na rodovia SP-255, sentido Itirapina-Jaú, bem defronte à entrada de Brotas, e onde está a Churrascaria Nossa Senhora Aparecida, arrendada por paranaenses. Ali nos refrescamos, sendo que alguns tomaram uma chuveirada e fomos almoçar. Perguntamos, e ficamos sabendo que tínhamos três opções de preços e comida. 1. Apenas buffet = R$ 13,90;  2. Mini-rodízio= buffet+8 tipos de carnes, ao preço de R$ 15,90;  3. Rodízio completo= buffet+ 10 tipos de carne e queijo no espeto, ao preço de R$ 19,90; Qualquer dessas opções significava comida demais, a saber: Somente o buffet tinha, como saladas: alface, tomate, pepino, repolho, beterraba, maionese, ervilha, chuchu e acelga; de quentes: salchicha, arroz à grega; arroz branco, feijão, carne assada; carne cozida com batata; peixe ( piramutaba); sobremesa: pudim e doce de abóbora; Sorvemos uma supergelada cerveja e a maioria fez a 2ª. Opção e acertou porque passou tanta carne, mais do que os 8 tipos e pagamos os R$ 15,90.

VISITA A BROTAS:  Finalizado o almoço, por volta das 15 horas, novamente subimos na “van” e nos dirigimos para a cidade de Brotas, na qual adentramos pela avenida marginal ao rio Jacaré-Pepira, indo direto para o “Parque dos Saltos”. Graças à sua geografia ( com destacadas “cuestas basálticas”) , a esse rio e ao parque, Brotas transformou-se em um respeitável centro turístico, com grande afluência de público em ocasiões tais como férias, feriados prolongados e finais de semana. Em diversos locais, na zona rural, são praticados esportes radicais, tais como rapel, escalada, arvorismo. No rio Jacaré-Pipira, onde foi desenvolvido um notável programa de preservação das matas ciliares e de despoluição de suas águas, pratica-se o “rafting” e o “bóia-cross”, atividades náuticas muito apreciadas. O Parque dos Saltos foi idealizado e concebido no local, um pouco abaixo do centro, onde existe notável cachoeira, no passado, utilizada para produção de energia elétrica, sendo que, nos dias de hoje, fizeram notáveis investimentos, tais como mirantes, reforma da Casa de Máquinas, Ponte Pênsil, escadas de acesso.

O rio Jacaré-Pepira  pertence à bacia do rio Tietê, nascendo na divisa dos municípios de Brotas e São Pedro na Serra de Itaqueri a uma altitude de 960 metros sobre o nível do mar.Quando banha a cidade de Brotas está a 661 metros e desemboca no rio Tietê, na divisa dos municípios de Itaju e Ibitinga, na altitude de 450 metros. Tem aproximadamente 174 quilômetros de extensão e, nesse relativo comprimento, tem uma queda de 510 metros, sendo, portanto, cheio de corredeiras e cachoeiras.

BROTAS:  O nome vem das origens da fundadora de Brotas. Sendo Dona Francisca Ribeiro dos Reis descendente de portugueses católicos e devota de Nossa Senhora das Brotas, teria prestado uma homenagem à Santa, dando seu nome à cidade. Na Capela de Santa Cruz existe uma imagem do século XIX da referida Santa.

Por volta de 1839, foi construída uma capela dando origem à primitiva povoação local. O território inicialmente, pertencia à sesmarias da região de Araraquara e era cortado pelas trilhas de expansão de Minas para o interior do Estado.
Os primeiros a se fixarem na região foram famílias mineiras.
Brotas tornou-se distrito de Araraquara em 1841, sendo em 1853 transferido para Rio Claro e tornou-se município em 22 de agosto de 1859. O aniversário da cidade é comemorado no dia 03 de maio, por ocasião de uma antiga comemoração católica, a de Santa Cruz.
Brotas teve sua fase de maior desenvolvimento, na década de vinte e trinta, época da expansão do café para o interior paulista. Viveu em função desta atividade econômica até sua crise definitiva. É marcante a presença de imigrantes italianos e seus descendentes que tiveram influência nos rumos políticos da cidade.
A crise do café trouxe um período de estagnação econômica ao município que na época perdeu população para os grandes centros urbanos. A taxa anual de crescimento da população tornou-se positiva à partir da década de oitenta.
Atualmente, o município ainda possui uma economia predominantemente agrícola., onde destaca-se também a agroindústria da cana, que hoje gera a maior parte da mão-de-obra.
Considerando-se a tradição agropecuária e os recursos naturais do município, cachoeiras, matas preservadas e serras, a atual administração municipal junto com a população tem desenvolvido uma economia turística, com base no ecoturismo (turismo rural, turismo aventura, como caminhadas, esportes de aventura e várias atividades praticadas junto à natureza ), que visa uma alternativa de desenvolvimento sustentável para o município.

 O RETORNO: Por volta das 16,00 horas, nos postávamos defronte a Igreja Matriz dedicada à Santa Cruz, onde posamos para a tradicional foto. Em seguida, por sugestão do Manuel Barros, fomos para uma sorveteria estabelecida na rua principal, com o nome de “Bejupri”, onde nos refrescamos com deliciosos gelados. Saímos dali para a volta às 16,40 horas, pegando a rodovia SP-225, no sentido Itirapina/Via Washington Luiz. Percebemos nesse trajeto que a rodovia SP-225, já está duplicada de Brotas até a Washington Luiz, e que passa por um lindo cenário na região de Itirapina, com um relevo apresentando formações de arenito bastante interessantes. Atingimos a região de São Carlos, em uma viagem super tranqüila e chegamos a Ribeirão Preto às 18,40 horas, completando, assim, uma agradável jornada..

PÉROLAS:   1. Já pela 2ª vez, sendo, portanto, reincidente, o peregrinorp Otto Guimarães não comparece para embarque, sem dar, ademais, qualquer satisfação. Pura e simplesmente não acorda,  não aparece e tudo fica por isso mesmo. Contudo, mal sabe ele que tem dado uma sorte danada. Quando da primeira vez, por ocasião da caminhada de Cássia dos Coqueiros ao sítio da Josefina, graças à sua ausência, foi possível levar, no banco que sobrou, a geladeira com água, uma vez que a “van” não tinha espaço para tanto. Agora aconteceu fato semelhante. Foram relacionados, para embarque, 16 caminhantes. Contudo, quando fomos verificar, a “van” só poderia levar 15 passageiros. E o Otto não aparecia. Ao invés de ficarmos preocupados e chateados com o retardatário, aguardamos o período de tolerância, por respeito à regra, e demos graças a Deus que o Otto não deu as caras…Boa Otto, parece que, em seu sono profundo, você percebe as coisas!!!!;  2. O César Sargentini, o “Pinduca”, de Araraquara, e que foi um dos anfitriões da caminhada, é um grande cozinheiro, sabendo fazer pães como ninguém e, além de ser um excelente “gourmand” , fala francês. Pois bem, quando estávamos numa encruzilhada,  e em dúvida sobre qual direção tomar, se seguir na linha reta ou dobrar à direita, comandou o “Pinduca”: – “ Frères: “Toute à droit, à droit”, deixando todos de “bouche ouverte”!!!. 3. Os peregrinosrp não tem um uniforme e, geralmente, os seus membros não se preocupam muito com o modo de se vestir, combinando blusa com calça e coisa desse jaez. Procuram, sim,  vestir-se de forma a se sentirem bem, considerando a dureza da jornada, as condições do tempo e coisas tais. Desta vez, porém, o casal Dila e Emerson esnobaram. Da cabeça aos pés estavam impecáveis, esbanjando elegância. É brincadeira, gente!!!.; 4. Em certo trecho da caminhada, apareceu um belo laranjal, com os frutos chamando a atenção. O Verri comentou, em voz alta, que até dava vontade de pegar umas laranjas, no que, de pronto, a Bernardete, com aquela franqueza que lhe é peculiar,   o advertiu: – Oia, Verri, isso aí tem dono!!!       E foi só dobrar uma curva, há poucos metros adiante,  e, lá,  estava o dono, o Zezinho Garcia!!! Como diz o vulgo: -Que língua!!!  5. O Ovídio sempre leva consigo o pedômetro, que marca os passos e, por conseguinte, a quilometragem. Quem foi com ele, desta última vez que fizeram o “Caminho da Fé”, conta que ele ficou meio desacreditado porque se andava muito e ele parecia sempre falar que faltavam menos quilômetros, e o destino nunca chegava, a ponto da esposa e companheira, Célia, um dia, “explodir” e, ao ser informada que faltava tanto, gritar:   –  Cê Jura!!!!.  Agora, toda vez que se pergunta a quilometragem e o Ovídio responde,  e o pessoal, principalmente aquele de Trabiju, retruca:  – Cê jura!!!!; 6. Como o tênis lhe estava incomodando, a Lucinéia o tirou, passando a caminhar descalça. O piso arenoso estava lisinho e ela estava se sentido muito bem, até o ponto em que atingimos a estrada de Brotas, larga, mais movimentada e…. cheia de pedras.  Preocupados, perguntamos a ela se as pedras não lhe estavam machucando e ela, tranqüila, respondeu: Que nada, elas estão massageando os meus pés!!!  Na lata!!!.  7. Como é do conhecimento de todos, existem turistas do mundo inteiro que vêm ao Brasil, para a prática do “Birdwatching, ou seja, contemplar pássaros. Mutatis , mutandis, foi o que foi visto, quando atingimos a área da Fazenda Bela Vista do Gramado, ainda em Ribeirão Bonito, pois, ali, encostados na cerca, estava um punhado de gente estranha, vestidos à la “Indiana Jones” ( nós) , se deslumbrando, como se nunca haviam visto, três araras se deliciando com os frutos de um coqueiro. Coisa de gringo!!!  8. Ao contemplar aquele baita triminhão encalhado, sendo puxado por dois tremendos tratores, sem sair do lugar, o Verri entendeu de dar uma de “consultor”, talvez embalado por aquela experiência do encalhe do micro-ônibus, obtida no “Feitosa”.  Desta forma, aproximou-se dos “home”, que já estavam “por aqui” e indagou se queriam “u´a mãozinha” . Só pelo olhar, percebeu que a proposta não fora aceita. E olha que o Verri estava bem intencionado, uma vez que, além da “mãozinha”, iria propor que o caminhão fosse puxado pelo Jipe “Toyota”do Sergio!!!; 9. Ao chegarmos defronte a Igreja de Brotas, para a fotografia de praxe, nos deparamos com uma “kombi” de aluguel estacionada bem à frente da porta de entrada, o que não seria um “fundo” ideal. Logo o Verri prontificou-se a dar um jeito. Adentrou ao templo  e, por mais que procurasse pelo motorista, o qual,  julgava o Verri,  estar carregando algum objeto ou mesmo as flores que estavam sendo utilizadas na decoração para um casamento, não o encontrava. Viu, ao lado da nave, um casal ensaiando, ele no teclado, ela no canto, e dele se aproximou, indagando se sabiam o paradeiro do “chato da Kombi que estacionara bem defronte à porta da Igreja”. No que o músico respondeu: – É minha, vou já retirá-la!!!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Ao Sérgio, à Bernardete, à Carolina e ao César Pinduca, pelo convite, pela escolha do trajeto, por todos considerado magnífico,  e pela companhia que nos fizeram durante a caminhada. Nosso muito obrigado!!! Temos a certeza que estaremos juntos em outras empreitadas.

NOSSA PRÓXIMA CAMINHADA:  Estamos fazendo as primeiras consultas para tornar viável a caminhada marcada para o dia 26 de setembro,  em ANALÂNDIA-SP, distante de Ribeirão Preto cerca de 136 Kms. Situada na região geomorfológica de Corumbataí/São Pedro, Analândia tem sido um dos mais procurados destinos turísticos da região central do Estado de São Paulo, tendo como principais atrações os “Morros do Cuscuzeiro e do Camelo” , muito utilizados em esportes radicais, como rapel, parapente e escalada; o Grande Canyon e cachoeiras, com destaque para a “Cachoeira da Bocaina”. Via e-mail, estamos entrando em contato com o Departamento de Turismo local, para que nos forneça um roteiro, no próprio município, e que, na distância de 25 Kms, abranja o maior número dessas atrações turísticas, para que possamos cumpri-lo em cerca de 7 horas e, depois, pararmos para o almoço e retorno, como de costume.  Esperamos que essa escolha seja do agrado de todos. Em princípio, cogitamos em sair de Ribeirão Preto, às 4,00 ( quatro) horas, com o retorno por volta das 18,30 horas. De qualquer forma, no decorrer dos dias, daremos maiores informações, para a adesão dos companheiros peregrinosrp e eventuais convidados, possibilitando, assim, a definição do meio de  transporte adequado e o seu preço.

RELATÓRIO DA  CAMINHADA EM ANALÂNDIA, NO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2009.

A ESCOLHA DE ANALÂNDIA  – Para caminhar, os “PEREGRINOSRP” procuram lugares diferenciados.  A geomorfologia desse município tem esse perfil, pois abrange parte Depressão Periférica Paulista e sua passagem para o Planalto Ocidental. Na área ocorrem as escarpas da “zona das cuestas basálticas” que contribuem substancialmente para a existência de diversos cenários naturais dotados de beleza cênica, como as próprias escarpas e relevos residuais, cachoeiras, rios, morros e cavernas, aproveitadas no turismo convencional. A região conta com diversos panoramas naturais de extrema beleza.

Desta forma, várias práticas esportivas tem curso ali, tais como: cannyioning/cascading; trekking/caminhada;escalada; biking; espeologia ( exploração de cavernas) e arvorismo.

SAÍDA DE RIBEIRÃO PRETO:  Saímos defronte à UNAERP por volta das 4,20 horas ( em face dos 15 minutos de tolerância no horário ). Como sói acontecer, ocorreu o atraso do participante Jocelino Facioli e a ausência para embarque de Rafael Antonio da Silva Júnior ( convidado do Ademir).

A bordo do ônibus n. 4000, da empresa  Karol Transporte, de placas BXB 9986, dirigido pelo motorista Fonseca, rumamos para São Carlos, pela Rodovia Antonio Machado Sant´Ana – SP-255). Ali, adentramos a  Rodovia Washington Luiz ( SP-310), em direção ao Posto Castelo.

PARTICIPANTES: Estiveram presentes os “peregrinosrp”Ovídio Mora,. Célia Mora, Sônia Vetrano, Claudinei Zanella, Rita Zanella, Feliciano Oliveira,  Célia de Oliveira, Sílvio Juraski, Octávio Verri. Ademir Martins,Lewis Clementino, Edlamar Moreira, Emerson Moreira,Rodrigo Moreira, Otto Guimarães, Alexandre Verri, Fábio do Carmo, Pedro Pires, José Wilson Ricciardi, José Humberto Lopes, Renato Dionísio, Ruy Salgado,  Henrique Ravasi,   Juvenal Crozariollo e Regina Lúcia Nogueira de Oliveira.

Deram-nos, ainda,  o prazer da companhia os convidados: Rosana Gomes Caprânica,    Nívia Andréa Gomes, Renato de Souza Prado Filho, Ana Cláudia Soriani do Nascimento Prado,  Bartira  Pardi Moreira, Luiz Donega Miranda Neto, Kleber Alexander Correia, João Jonas da Silva Neto,Francisco Javier Alvarez, Liyoko  Okino, Mônica Mayumi Okino Yoshikai,  Tiago Fernandes,Ana Bluannyta Félix Batista, Daniel Federico Rigo, Sônia Spessoto, Luiz Augusto Beltramin Martins e Jocelino Faccioli.

CHEGADA AO POSTO CASTELO  – Chegamos ao Posto Castelo às 5,55 horas. Ali seria o início da caminhada e, portanto, fizemos o uso dos banheiros e tomamos um café. Aguardamos cerca de 15 minutos a chegada do grupo de Trabiju/Araraquara, constituído por Sérgio H.  Dakazaku, Bernardete José Gussi, esposa do Sérgio, Maria Carolina Tirico Felizatti, Sérgio Sargentini ( Pinduca)  e Juraci Mitie Utikawa Fava. Houve este pequeno atraso em razão de ter o Sérgio julgado que fôssemos encontrá-los em um Posto à frente, da Rede Graal. Avisado ele veio ao nosso encontro com o seu potente jipe Toyota – Bandeirante – 1991 (está novo), com o qual, pela terceira vez, ia nos dar o necessário apoio durante a caminhada.

INÍCIO DA CAMINHADA  – Um pouco antes do início da caminhada o convidado Daniel Federico Rigo, competente médico e proprietário da loja de equipamentos “Paraventuras”, de Ribeirão Preto, fez a gentileza de  brindar a todos com isotônicos, nos sabores limão e abacaxi/hortelã, fabricados pela Coca-Cola, bebida restauradora esta que muito contribuiu para o nosso desempenho da caminhada, com certeza.

Logo após, como tem sido da tradição do grupo, o peregrinorp Juvenal Crozariollo convocou-nos para um “momento de meditação”, seguido de um cumprimento geral, cada um desejando ao companheiro uma feliz caminhada.

O TRAJETO;   KM 0 ( zero)    POSTO CASTELO ( Via Washington Luiz)  – altitude de 875 metros . O Posto Castelo está localizado no  km 222 da SP 310,  da rodovia Washington Luís, no município de São Carlos, sentido Rio Claro.  Saímos, por volta das 6,15 horas,  do Posto, atravessamos as pistas da auto-estrada e adentramos na antiga estrada São Carlos-Analândia, de terra.

Assim que adentramos a estrada de terra, tivemos a alegria de reencontrar  as companheiras Bernardete e Maria Carolina ( Carol), que o Sérgio havia  deixado ali antes de chegar ao Posto Castelo.

Neste trecho de início do trajeto, já percebemos que o solo era arenoso, sendo que a estrada era conservada e com pedra britada. Estava um pouco frio, com alguma neblina, e notamos, também,  que a estrada era arborizada e rodeada de pastagens, com criações bovinas de corte da raça Zebu e para produção de leite da raça holandesa. Um pouco mais à frente, iniciamos uma longa subida e deparamo-nos, à esquerda, com uma grande plantação de goiabeiras. Segundo um tratorista que conosco cruzou, fora plantado pela antiga empresa Hero, de São Carlos, que fabricava goiabada. Nesta parte, percebemos que a paisagem era muito bonita, a ponto de vislumbrarmos, à distância,  casas construídas nas “cuestas”, para deleite de seus moradores.E continuávamos a subir, passando por plantações de café, por fazenda de criações de frango, como aquelas do “Rei Frango”. Passamos, igualmente, nas entradas da Faz. Santa Cândida, do Sítio São João, da Família Zucolotti, Fazenda Bom Jesus. Vimos a entrada da Estância Brahman Staf ( www.brahmanstaf.com.br), criadora de gado da raça Brahman , bem como do Sítio N.S. Aparecida. O local ali é conhecido como o Alto da Serra de Analândia, muito embora seja ainda município de São Carlos.

KM 7,3          ACAMPAMENTO DO ENSINO ADVENTISTA – altitude de 979 metros.   Chegamos neste local, precisamente às 8,00 horas. Uma parte do grupo seguiu, mas a maioria ali fez uma parada. É um local de notável vista panorâmica.

Continuando a caminhada, passamos defronte a Cabanha Bico-Doce, que vende matrizes de ovinos da raça Sta. Inês.

KM 10,5      FAZENDA SANTA CLARA –  Fizemos outra parada na entrada desta fazenda, onde usufruímos da sombra de uma frondosa Paineira, ocasião em que, muito animado, o companheiro Juvenal deu um de seus costumeiros shows, cantando os breques “anúncio de jornal”, “Malvina” e “Pombo Correio”.

KM 14  –    CANNYON e  CACHOEIRA DA BOCAINA   –  altitude de 958  metros

A CACHOEIRA DA BOCAINA, esta incrustada na Serra do Cuscuzeiro. Vale pela beleza das paredes em arenito. Queda de 45m com piscina natural, e está imersa no meio da mata, para ali chegar existe uma trilha de mais ou menos 15 minutos até embaixo. Muito procurada para a prática de rapel e cascading.

Quando ali chegamos, vimos que o acesso era vedado por uma porteira e que parecia não ter ninguém para nos atender, uma vez que pretendíamos ali adentrar. Chamamos por diversas vezes e, assim, apareceu um cidadão, o qual informou que a taxa de acesso era de R$ 3,00, por pessoa. O companheiro Claudinei negociou e ele deixou por R$ 2,00. Por uma “picada”, fomos em direção à cachoeira, não sem antes nos utilizarmos de um banheiro ali existente,  e, logo nos deparamos com duas placas, uma indicando para a “cabeceira da cachoeira” e a outra indicando “trilha decendo embaicho ( sic)”. Seguimos esta última e percebemos que estava precária em sua conservação. Não conseguimos atingir a parte debaixo da cachoeira. Apenas o companheiro Renato Dionísio até ali chegou, conseguindo uma boa filmagem e fotos, mas retornou dizendo que apenas um filete d´água despencava. Retornamos e nos dirigimos para a cabeceira da cachoeira. Percebemos que realmente não era muita a água que por ali descia, mas que a visão panorâmica era esplêndida para o vale existente embaixo.Já durante a caminhada percebíamos que, nesse vale, havia uma plantação muito grande, a qual pretendíamos descobrir se era de eucalipto ou de laranja. Com o potente binóculo do companheiro Feliciano, pudemos notar que era uma grande plantação de laranja. De fato, quando chegamos ao local de almoço, ficamos sabendo que essa grande plantação foi feita pela empresa Coinbra/Frutesp, substituindo o Cerrado.

Nas laterais da cachoeira da Bocaina, está a GARGANTA DO CÂNION DO FEIJÃO, um precipício de mais de 80 metros que é formado por um paredão de arenito vermelho e negro com 12 Km de extensão.

Depois dessa visão da cachoeira e do Cannyon, pusemo-nos a caminho e enfrentamos outro “subidão”, a ponto de chegarmos à altitude de 1.100 metros, consoante a verificação feita pelo companheiro César Sargentini ( Pinduca) em seu GPS. Nesta parte vimos vários exemplares de Araucária, arvore própria de lugares de grande altitude. Passamos na entrada do Sítio Santana, de propriedade da família Garbuio, descemos e em uma curva vimos uma bela lagoa. Nas imediações nos deparamos com uma criação de búfalos. Passamos defronte à entrada da Fazenda Água Fria, cuja placa indicava o endereço:  Estrada Municipal “Orlando Tendolini” – Km 10, a significar que estávamos a 10 Kms. de Analândia.  No Km 7, passamos defronte à entrada da Fazenda Calegória. Em seguida, vimos a placa da Fazenda São Pedro e do Sítio Flamboyant. Numa curva, vimos que ali era a entrada da Fazenda Santa Lúcia do Serro, de propriedade de Sérgio Gabriel Seixas. Em seguida, veio a Fazenda Chapultepec. Nesta parte, num platô, chegamos a caminhar no meio de um canavial. Nesta área, observamos, a terra é vermelha, adequada à cultura.

Em seguida, começamos a descer, numa estrada sinuosa e, assim, nos deparamos com um cenário fantástico, tendo por atrações principais os morros do cuscuzeiro e do Camelo.

KM 20,5    MORROS DO CUSCUZEIRO E DO CAMELO  – altitude de 822 metros

No sentido São Carlos-Analândia, passa-se, por primeiro, pelo Morro do Camelo, em cujo sopé não tem qualquer infra-estrutura. O que se percebe é que tem um acesso e é  usado e liberado apenas como mirante, de onde se tem uma vista linda da cidade. Quando por ali passamos, vimos três placas. Uma indicava que ali era o Morro do Camelo. Outra pedia para não se fazer fogueira. A outra para que não se jogasse lixo.

MORRO DO CUSCUZEIRO:  Com forma semelhante à tradicional panela de fazer cuscuz, o Pico tem 75 metros de altura, o equivalente a um prédio de 27 andares. Seu acesso é controlado para evitar a degradação ambiental e a prática de esportes radicais por pessoas despreparadas.
Na fazenda vizinha ao Pico, consta existir a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que acabamos não visitando.

Segundo informações que obtivemos, hoje,  a área do Cuscuzeiro é praticamente um “campo escola” para escaladores. Possui uma excelente estrutura para camping e alimentação, uma caminhada de aproximadamente 20 ou 30 minutos nos leva até o pé do morro, uma escalada de pouco mais de 40 minutos nos leva ao topo. O  Cuscuzeiro possue inúmeras vias de escalada, algumas ideais para iniciantes no esporte. Do alto temos uma visão panorâmica de 360º, a região toda é lindíssima, um colírio para os olhos. Mesmo para quem não escala o Rappel da parte mais alta até o pé do morro (52 metros) é emocionante.

Depois de concluir aquela descida sinuosa, deparamo-nos com a entrada do sítio conhecido por . “PROJETO PEDRA VIVA”, uma iniciativa privada, da família Calchi, a qual administra o entorno do Cuscuzeiro e oferece uma infra-estrutura para a recepção dos visitantes. Recepciona como um “portal do Cuscuzeiro”, com uma área toda ajardinada e arborizada, onde existe uma Lanchonete e um Restaurante, recepção, banheiros com chuveiros. Paga-se uma taxa de R$5,00 para  se ter acesso à trilha dentro da propriedade. Mas, só para visitar, não existe taxa.

Quando se vê um sítio de tamanha beleza e que enche os olhos e, ainda, proporciona oportunidades de lazer, a primeira coisa que nos ocorre é imaginar como isso poderá ser protegido para as vindouras gerações. Pesquisando, verificamos que toda a área, por apresentar as nascentes dos córregos que formam o  rio Corumbataí, está protegida, ao menos por lei, pela

A APA CORUMBATAÍ, BOTUCATU E TEJUPÁ.      APA´S são áreas submetidas ao planejamento e à gestão ambiental e se destinam à compatibilização de atividades humanas com a preservação da vida silvestre, a proteção dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população local. Estas áreas podem ser declaradas tanto em propriedades públicas, como em propriedades particulares. Nelas, as atividades econômicas são permitidas dentro dos parâmetros determinados em lei. Assim, a APA CORUMBATAÍ, BOTUCATU e TEJUPÁ está subdivida em três perímetros:  Perímetro Corumbataí, com a área de 272.692,09 há; Perímetro Botucatu, com a área de 218.306,00 há. e Perímetro Tejupá, com a área de 158.258,70 há. Foi ela criada em 1.983, através do Decreto Estadual 20.960, e representa uma ampliação da APA Piracicaba-Juqueri-Mirim, por acrescentar porções dos municípios de Descalvado, Pirassununga e a totalidade de Águas de S.Pedro. Inclui, ainda, áreas de mananciais dos municípios de Itirapina, Brotas, Mineiros do Tietê, Dois Córregos, Torrinha, São Carlos, Analândia, S.Pedro e Charqueada. Ademais, consta que a Apa Corumbataí, Botucatu e Tejupá foi criada para proteger as “cuestas basálticas”, os remanescentes de vegetação do Cerrado e Mata Atlântica e das áreas de recarga do Aqüífero Guarani. Ainda, como unidade de uso sustentável tem sua base econômica centrada, principalmente no reflorestamento, na pecuária e agricultura e, recentemente, se tornado um novo pólo de citricultura.

KM 23,5CIDADE DE ANALÂNDIA – Assim que deixamos a área do Cuscuzeiro, a estrada municipal nos conduziu à cidade, a todo momento, virávamos para trás e vibrávamos com a paisagem daquele entorno, onde pontificavam aqueles dois magníficos morros. Nesse sentido, conversávamos com o Ovídio que, desde há muito, aquela paisagem merecia um cuidado melhor. Que os governos estaduais deveriam ter  se preocupado com aquele magnífica área e constituído ali um Parque Estadual e que apenas a APA ( Área de Preservação Ambiental) não seria suficiente para o controle dos impactos que ela poderia sofrer por ação dos particulares, uma vez que nem todos são como aquela família que cuida do entorno do Cuscuzeiro e a fiscalização é muito falha. Passamos a entrada da Estância Bela Vista e, ao chegamos a Analândia, percebemos se tratar de uma cidade pequena, porém simpática, com vocação para o turismo, tanto é que percebemos  uma série de construções utilizadas nesse sentido. Seguindo as setas, dobramos sempre à direita, passamos defronte à Fábrica de Refrigerantes “Aliança”, vislumbramos abaixo, à esquerda, um sinuoso e pitoresco córrego e, seguindo em frente, e depois de ultrapassarmos a ponte do rio Estrela, adentramos à estrada que nos conduziria à antiga estação ferroviária “Annápolis” e ao local do nosso almoço.

KM 24,5ESTAÇÃO “ANNÁPOLIS”-  A estação foi inaugurada pela Cia. Rio-Clarense em 1884, num ponto isolado, com o nome de Cuzcuzeiro, mas  logo tomou o nome da cidade, Annapolis. Rapidamente a cidade cresceu e, em 1897, tornou-se município, separando-se de Rio Claro. Estação da “Secção Rio Claro” da Paulista em 1892, em 1916 passou a fazer parte do trecho preterido da linha que viria a se tornar o ramal de Anápolis em 1922. A partir de 1941, tornou-se ponta de linha do ramal, com a supressão do trecho entre essa estação e a de Visconde do Rio Claro, no tronco. Em 1944, o nome foi alterado para Analândia, por determinação do CNG. Está a cerca de um quilômetro dos limites da zona urbana, e para ser alcançada, toma-se uma estrada de terra aberta sobre o leito da antiga ferrovia. Ao lado da estação, ainda existem as casas da antiga vila ferroviária. Depois da desativação em 01/09/1966, o prédio da estação foi vendido para um proprietário, que ali denominou  “Fazenda São Domingos”, o qual decidiu conservá-lo, mesmo usando-o como moradia. No jardim, ainda está a antiga casa do chefe da estação, e a seu lado, trilhos com um vagão que foi utilizado no ramal. A estação ainda mostra o dístico “Annapolis“. Uma placa indicando “Analândia”, fornece as seguintes distâncias:  S.Paulo – 221 Kms; Rio Claro – 41 Kms;  S.Carlos 37 Kms. e Pirassununga – 28 Kms.

Prosseguindo passamos defronte à entrada do Sítio Jequitibá e  demos uma descansadinha defronte a entrada do Sítio Roncador, onde o Fábio adentrou para alívio de suas necessidades.  A propósito, neste último, teriam sido feitas as filmagens da série “Mudando de Vida”, da TV-Record, onde as atrizes Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro desempenharam as funções próprias de mulheres da roça, cuidando dos animais, das plantações, da casa, etc. Mudando de Vida foi um reality show brasileiro,baseado no programa americano The Simple Life que é exibido desde 2003 nos Estados Unidos, protagonizado por Paris Hilton e Nicole Richie. O programa mostra as duas socialites em situações diferentes das que estão acostumadas a fazer durante uma temporada de 40 dias em  Analândia.

O Sítio Roncador é de propriedade da família Paiuta, com quem Karina e Ticiane conviveram. Como não podiam levar dinheiro, as duas tiveram que trabalhar em diversos empregos diferentes. Nestes empregos, elas executaram tarefas que iam de tirar leite das vacas até entregar marmitas. Também trabalharam numa fábrica de refrigerantes, tiraram mel de colméias e fizeram inseminação artificial em vacas. Consta, mais que, durante o programa, as atrizes deram duas festas: uma rave de entrada pública feita com a colaboração de amigos conhecidos na cidade e uma festa de bodas de ouro para o casal Osmar e Dulce Paiuta que contou com a participação de uma dupla sertaneja local.Assim que deixamos a frente do sítio Roncador, tivemos uma última “subidinha”, na qual sofremos um bocado, mesmo porque, além de extenuado, levávamos, às costas, a mochila “pesadíssima”, da Carol, que parecia estar nela levando pedras.

KM 27,5   CACHOEIRA DO ESCORREGA – LOCAL DO ALMOÇO  – altitude de 670 metros.  Aportamos no Camping-restaurante, por volta das 13,30/14,00 horas

Os primeiros caminhantes a chegar no local foram o Ricciardi, o José Humberto e o Jocelino, isto por volta das 12,30 horas. Depois disso foram chegando os demais, uns transportados pelo veículo de apoio, outros por suas próprias forças, até que, por últimos, por volta das 14,20 horas, chegaram o Verri, o Fábio, o Renato, o Ademir e a Carol.

Á medida em que iam chegando, os caminhantes logo se dirigiam às corredeiras do córrego Estrela, que é um dos caudatários do rio Corumbataí, para “aquele” banho restaurador. E realmente o local é especial. Existem três estágios ( ou mais) de quedas d´águas, onde se pode ficar debaixo, massageando as costas e submergindo a cabeça com a força das águas.

Depois desse banho, os caminhantes desfrutaram cervejinhas bem geladas, refrigerantes e se fartaram com um lauto almoço. O local é constituído por um amplo salão avarandado, com cozinha e, na parte externa, banheiros. Na varanda havia um fogão à lenha, desses antigos, esmaltado de branco, onde o proprietário do local,Sr. Pedro Minhoco, dispôs duas panelas de ferro, uma com arroz e outra com feijão. Em uma mesa, ao lado, foram colocadas a farofa e as saladas: rúcula, alface, tomate, cenoura e beterraba.  Para cada comensal, dizia ele: “Aqui, tudo é servido à moda brasileira!!!”. Perguntava ele o que cada um queria comer: carne de boi ou de frango.  Com a escolha, pegava-se o arroz, o feijão, a farofa e a salada e logo vinha, em uma pequena travessa de metal um belo bife, de acordo com a escolha. Para o controle da bebida, Minhoco pôs sobre a mesa um livro, onde cada um anotava a sua bebida, que se podia pegar em um freezer, no salão. Ao final, aquela pessoa que almoçou pagou R$ 15,00, sendo R$ 12,00 do almoço propriamente dito e R$ 3,00, por usufruir do local ( cachoeiras ). Vale destacar que durante o almoço houve ampla e calorosa confraternização entre todos os caminhantes, sendo que este Pero Vaz que Caminha ficou extremamente emocionado quando os companheiros lembraram do seu aniversário, acontecido no dia 21 de setembro último ( início da Primavera) e lhe cantaram o “Parabéns pra Você”.

APÓS O ALMOÇO – Por volta das 17 horas, adentramos o ônibus, e demos uma passada rápida no centro de ANALÂNDIA, onde ò grupo se concentrou, para fotos,  junto ao  CORETO da praça João Toniolo, bem como defronte à Igreja Matriz de Sant´Ana. Ali nos despedimos dos nossos queridos amigos de Trabiju e Araraquara, na certeza de um reencontro breve.

AGRADECIMENTO ESPECIAL  –  Mais uma vez o agradecimento especial vai para o Sérgio H. Dakuzaku ( Poneis) . Não fosse o suporte por ele oferecido, alguns de nós e a maioria de nossos convidados não teriam condições de participarem de mais essa caminhada. Depois é de ressaltar a sua paciência e voluntariedade, oferecendo a água tão necessária bem como o abrigo em seu já famoso Jipe Toyota-Bandeirante. Obrigado, Sérgio!!!!

Agradecemos, também, ao companheirismo proporcionado pelos nossos convidados acima nomeados. Muitos deles nos acompanharam, com tal competência,  como se fossem, desde há muito, um verdadeiro “peregrinorp”. Outros foram bravos, deram de si o melhor e também nos impressionaram muito. Esperamos contar com as suas presenças nas nossas próximas caminhadas.

RETORNO A RIBEIRÃO PRETO – Por volta das 17,30 horas, já no ônibus, rumamos para Pirassununga, pela SP-225, e, ali, atingimos a VIA ANHANGUERA ( SP-330) que nos conduziu de retorno a Ribeirão Preto, onde chegamos às 19,10 horas. O custo do transporte, que anteriormente fora informado ser R$ 30,00, acabou ficando por R$ 25,00 em razão do número de adesões.

PÉROLAS:     1.Ainda estávamos de saída, em Ribeirão, e já preocupávamos com o Jocelino, que pela primeira vez participaria de uma nossa excursão. Fora ele convidado para aquela de Ribeirão Bonito/Brotas e ele ficara na lista de espera, sem embarcar. O tempo de tolerância se escoara e, ele, nada. De repente, eis que pára um “Pálio” e dele surge o Jocelino, todo espavorido e completamente despojado de vestimentas adequadas, mas cheio de explicações.  Sem mochila, nem cajado, sequer um chapéu, vestindo tênis, camiseta e calça ‘jeans”, pura e simplesmente!!!!; 2.É por todos sabido que o Ruy foi diretor da Embratel e a Dra. Liyoko é médica. Em tese, pode-se imaginar que os seus campos de conhecimento seriam diversos. Que nada! Caminhavam juntos, ali na altura da Cabanha Bico Doce quando “ferraram” uma discussão científica, de alto nível,  em torno de escrever um livro ( peguei o bonde andando), a ponto da Mônica, filha da Liyoko,  sair de perto e apressar o passo e eu sequer entender direito do que estariam falando!!! 3.Se existem duas coisas que cachorro detesta são carteiros e caminhantes. Desta vez a coisa sobrou pro Ruy. Fazia a sua parte quando, de repente, surgiu um vira-lata. Acostumado com cães, o companheiro chegou até a brincar com o visitante, o qual, no entanto, lhe ferrou uma dentada na perna. Nisso apareceu o dono, dizendo que o cão era vacinado, mas, por via das dúvidas, o companheiro, que está bem, quando chegou a Ribeirão, apressou-se em programar a aplicação de quatro doses de vacinas. As más línguas, no entanto,  estão curiosas por saber sobre o atual estado de saúde do “canis stradalis”!!!! 4.Já é por demais conhecido o “humor cáustico” do companheiro Otto. Na caminhada ele estava tinindo. Não havia situação fática que ele não demonstrasse o cumprimento de sua língua. Ai, se o casal Célia e Feliciano tivesse um gravador!!!! 5.A maioria dos caminhantes, durante o trajeto, mostrava-se ávida para ver a cachoeira da Bocaina, mas quem se excedeu no propósito foi o Renato, o único que, correndo o risco de despencar na arruinada trilha,  acabou por fotografá-la e filmá-la na parte de baixo. Mas, ao mesmo tempo,  teve um companheiro que sequer viu a cachoeira, mas, em compensação, saiu satisfeito e aliviado do precário banheiro que ali encontrou!!! 6. Após mostrarem competência e bravura, caminhando cerca de 20 Kms, as “novatas” Rosana e Nívea, em razão de uma indicação equivocada, simplesmente “se perderam”, no entorno do Cuscuzeiro. Adentraram uma porteira, foram em direção do sopé do morro e, quando deram pelo erro, voltaram,  percorrendo, a mais, cerca de 2 Kms.Extenuadas, ao retornarem à estrada, para o primeiro veículo que viram, simplesmente gritaram: Tttaaaxxiii!!!!  E nesse “vou de táxi”, chegaram ao Escorrega pela bagatela de R$ 25,00.É mole!!!!!!  7. A propósito do Cuscuzeiro, ao se deparar com o cenário, o Jonas, que caminhava ao lado do Ruy e do Francisco Javier,  ficou tão extasiado  que desabou roçando o seu cuscuzeiro no chão!!!!8. Ao se cansarem na descida da serra, as caminhantes Ana Cláudia, Rita, Liyoko e Mônica foram conduzidas ao Projeto Pedra Viva pelo veículo de apoio e, dali, resolveram caminhar até a cidade os 3 kms faltantes. Julgavam que, na cidade, o ônibus as estaria esperando para conduzir ao Escorrega. Ledo engano. Curtiram uma espera e, ao virem parar um “Fiesta” azul, cujo motorista lhes ofereceu carona, ficaram surpresas e aliviadas.Por sorte, simplesmente era o marido da cozinheira do restaurante do Escorrega!!!!! 9.Assim que chegou na entrada do Sítio Roncador, o Fábio, que caminhava ao lado do Verri e do Renato, sentiu um ronco no estômago e se apressou em adentrar àquela propriedade. Voltou alegre e deslumbrado, ao que o Verri lhe perguntou se as condições sanitárias ali eram perfeitas. Mas a razão desse deslumbramento era outro. O proprietário Osmar Paiuta lhe informara que, ali, teriam sido filmados os episódios da série “Mudando de Vida”, da Rede Record,  interpretados pela Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, versão cabocla daquele programa americano “The Simple Life”, chegando a lhe mostrar uma das personagens a porquinha “Baby”,  O sr. Osmar, quase já na casa dos oitenta, acrescentara que o filho ficara “apaixonado” pelas artistas, que certamente tomaram uns “banhos de cachoeira”, à la vontè. Aliviado, o nosso companheiro, saiu dali sonhando com  as atrizes na cachoeira.  Chuá!!! Chuá!!! Chuá!!! 10. Nesse momento em que estava defronte o sítio Roncador, este Pero Vaz que Caminha,  ao ver que a Carol estava cansada, deu uma de bom samaritano e pediu-lhe que a deixasse levar. Carol se recusava a tirá-la, o que fez o bom companheiro Ademir, me entregando a dita cuja. Ao colocá-la em minhas costas, eu que já estava “no prego”, senti-me como um Atlas carregando o globo terrestre e quase arriei. Pudera  a nossa amiga estava com aproximadamente 12 Kgs  na mochila, treinando para o Caminho de Santiago. Hhhaaa, se eu soubesse!!!!! 11.No Escorrega, conversando numa boa, junto ao fogão de lenha  e com uma cervejinha na mão, estavam o Ruy, o Claudinei, o Pinduca e o Sérgio Poneis. Estavam discutindo a situação do Zelaya na embaixada brasileira, quando deles se aproximou o Pedro Minhoco e deixou sobre a mesa um prato de filezinhos em tiras, para fazer a “boquinha”. Mais do que depressa um deles apressou-se em colocar farofa e espetar uns palitos. Ao fazê-lo, com a necessária delicadeza, o prato entornou, cuspindo os filezinhos ao chão, para alegria do cãozinho “Cipó”, o qual, obviamente já estava na espera!!!! 12.A propósito do despojamento do Jocelino, assim que chegou  ao Escorrega, o Verri foi interpelado pelos “porta-bandeiras” José Humberto e José Wilson ( o Claudinei está temporariamente fora desse grupo, por solidariedade à esposa Rita) , os quais, em todas as caminhadas, são os primeiros a chegar.  Disseram: – “OOhh, Verri, onde você arrumou esse cara?”  Acrescentaram: “Acredite você que ele chegou à nossa frente, sem chapéu, protetor, botina, cajado e, sem mentira alguma, com duas latas de cerveja, uma em cada mão, compradas no Pedra Viva,  e fumando como um turco!!!” 13. Em viagens de “busão”, sempre tem um que atrasa o dito cujo. O Ovídio estava todo apressado, dizendo que o contrato previa o retorno para Ribeirão Preto às 17 horas e o  estreante Tiago não aparecia.  Preocupado, este escriba dirigiu-se ao banheiro e… nada!. Voltou ao restaurante e… nada! Até que lembrou em descer à cachoeira. Pois ali estava o retardatário todo “zen”, na maior contemplação. . Hare baba!!!!!

PRÓXIMA CAMINHADA:   Estaremos divulgando, até o final da semana, o local e a data da próxima caminhada. Faltam alguns detalhes para a definição. Tendo em vista o intenso calor que tem feito, estamos mais rigorosos nas escolhas, optando por locais que ofereçam caminhos sombreados.

RELATÓRIO DA CAMINHADA DE ALTINÓPOLIS ( GRUTA DO ITAMBÉ) A CAJURU ( RECANTO FEITOSA), NO DIA 17 DE OUTUBRO DE 2.009.

PREPARAÇÃO: Os “peregrinosrp” mesclam o conhecimento cultural da região com caminhadas. O objetivo seria conhecer as obras de Bassano Vaccarini realizadas em Altinópolis, na Praça das Esculturas, bem como conhecer um outro trajeto para acesso ao Recanto Feitosa, agora partindo da Gruta de Itambé, distante 8 Kms. da cidade. Como tem geralmente acontecido, o companheiro Ovídio fez uma verificação prévia do roteiro, detalhando-o, para maior segurança de todos. Para marcar a nossa presença no Recanto Feitosa, elaboramos uma placa para lembrar a nossa primeira caminhada até ali, partindo da ponte do rio Pardo, na estrada Serrana/Altinópolis, no dia 23 de maio de 2.009. Dada a época do ano, houve um certo “suspense” sobre as condições do tempo, pois havia previsão de chuvas.  Sobre o custo, fizemos uma previsão de R$ 20,00, para o transporte, e foi informado que o almoço custaria cerca de R$ 12,00.

SAÍDA DE RIBEIRÃO PRETO: Deu-se, no sábado – 17 de outubro de 2.009, por volta das 5,20 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201).  Fomos transportados e apoiados, em todo o percurso, pelo ônibus utilizado no transporte rural, dirigido pelo proprietário Luiz do Valle, o “Paraguai”.

PARTICIPANTES: Foram 35 caminhantes. Dos peregrinos, marcaram a presença, mais uma vez: Ovídio Aparecido Mora, Célia Palma de Oliveira Mora,  Octavio Verri Filho, Fábio Ângelo do Carmo, Feliciano J. de Oliveira Neto,  Ruy Salgado, Ana Lúcia Silva, Manoel Penna Barros Cruz, Alexandre Mezzavilla Verri, Claudinei Fernando Zanella, Rita Iara de Oliveira Zanella, Henrique Ravasi, José Humberto Lopes, Juareztovan Lamin de Carvalho, Juvenal Crozariollo, Lúcia Márcia Macri, Luzia Dias Taguatinga, Maurício Madeira de Carvalho, Otto Orsi Guimarães, Regina Lúcia Nogueira de Oliveira, Renato Luiz Dionísio, Sônia Palma de Oliveira Vetrano, Wilson Pomini. Pela segunda vez, já fazendo jus a ser peregrino na próxima, estiveram Marilene Silva Garcia, Pedro Luiz Peixoto Garcia, Jocelino Faccioli, Luiz Augusto Beltramin Martins, Rosana Gomes Caprânica, Luiz Donegá Miranda Neto. Pela vez primeira, como convidados, nos deram a honra da companhia os casais Keila Zacharias e Ricardo Figueiredo; Sandra Regina Costa Ântico e Danilo Fabiano Fantinato, bem como Ana Cláudia Arruda Costa e Luciana Maioli Castilho.

A CHEGADA EM ALTINÓPOLIS:  Fizemos o trajeto Ribeirão Preto-Serrana ( SP- 333) e Serrana-Altinópolis ( estrada vicinal) . Como estava previsto, assim que chegamos a Altinópolis, às 6,20 horas, nos dirigimos à PRAÇA DAS ESCULTURAS, onde tivemos a oportunidade de conhecer as obras de Bassano Vaccarini,  em cimento, homenageando a mulher, em seus vários perfis: mãe, amante, trabalhadora, pessoa agregadora e solidária, etc. Logo em seguida, rumamos para a  PRAÇA PRINCIPAL, onde fomos fotografados defronte aos templos católico e presbiteriano. Antes, tomamos um café numa padaria próxima.  Dali, ainda de ônibus, chegamos à GRUTA DO ITAMBÉ, que dista 8 Kms. da cidade, na altura do Km 32, da Rodovia Serrana-Altinópolis.

HISTÓRIA DE ALTINÓPOLIS

1.865                      –  Arraial de Nossa Senhora da Piedade

 

1.875                      – Freguezia de Nossa Senhora da Piedade de Matto Grosso de Batataes

1.875 A  1.918       – Distrito de Matto Grosso de Batataes ( pertencente a Batatais )

1.918                      – Altinópolis ( em homenagem a Altino Arantes) – emancipação política

1.965                                                            – Instalação da Comarca

A tradição relata haver o Capitão Diogo Garcia da Cruz adquirido terras no Arraial de Nossa Senhora da Piedade, onde, desde logo, afazendou seus filhos Joaquim, João e Antonio, respectivamente, nas plagas que receberiam, mais tarde, as denominações de Jaborandi, Congonhal ou São João e Fortaleza.

Assim proprietários da Fazenda Fortaleza,  O Major Antonio Garcia de Figueiredo e sua mulher Maria Tereza de Figueiredo, no dia 28 de abril de 1.866, doaram 42 alqueires de terra à Nossa Senhora da Piedade para que fosse  possível a elevação do Arraial a Freguezia, o que aconteceu, em 1.875, em decorrência dessa doação.

Foi o doador do patrimônio, nessa sua Fazenda Fortaleza, que plantou as primeiras mudas de café, produto agrícola que, até hoje, é a mola mestra da economia de Altinópolis.

A estrada de ferro S.Paulo-Minas chegou ao município de  Altinópolis em 1906 com as estações Águas Virtuosas, Fradinhos, Mangueiro, Altinópolis (1907) e Congonhal ( 1909), impulsionando a sua economia. Cessou a sua atividade, já com o nome de FEPASA, em 1.972.

A chegada dos imigrantes também foi decisiva para impulsionar o desenvolvimento do município, destacando-se a  colônia italiana e a Síria-libanesa.

O Município, em sua parte alta, é grande produtor de café de ótima bebida. Em sua parte baixa, é produtor de cana-de-açúcar, laranja e de madeira de eucalipto para a produção de papel.

GRUTA E CACHOEIRA DO ITAMBÉ 

A Gruta do Itambé possui uma fachada de 28 m de altura e uns 350 m de galerias. Como todas as outras grutas da região, a do Itambé também tem uma formação de arenito – o que faz com que seja mais facilmente corroída pelo tempo e pelos “destruidores” da natureza.

Esta gruta em particular, tornou-se a mais famosa da região por conta de uma lenda religiosa: contam os altinopolenses que em certa época apareceu por lá uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Sem que ninguém soubesse como ou por quê, por três vezes consecutivas a imagem foi retirada da gruta,  reaparecendo depois de alguns dias, novamente dentro dela. A população da cidade, espantada com a ocorrência, considerou o fato um milagre e ergueu um pequeno altar em sua entrada para homenagear a santa.

Adentramos a gruta, vimos o pequeno altar, dirigimo-nos para o fundo, até onde pudemos e observamos que, dali, pode-se ter uma bela visão do contraste entre a escuridão do interior e a luminosidade da abertura de entrada. Logo em seguida da visita à gruta, dirigimo-nos à cachoeira, distante cerca de 100 metros, através de escada e corrimão no meio da floresta nativa. Embora alta, a queda tinha pouca água e percebe-se que o remansoso lago já fora bem maior. O represamento de água do córrego certamente tem tido impacto negativo nessa cachoeira. De qualquer forma é uma excelente ducha.

CAMINHADA PROPRIAMENTE DITA

Da gruta, por volta das 8,20 horas, saímos em caminhada até estrada municipal, passando pelo Sítio do Sr. Wilson Pereira,com terreno  plano, passando por um cerrado bem fechado, por uma porteira que tivemos de pulá-la, pois estava fechada  e pasto com dezenas de exemplares bovinos                                                                                                                                                         2,0 km                 2,0 km

A estradinha que dá acesso para a gruta fica na altura do Km 32 da rodovia Serrana/Altinópolis.  Enquanto caminhávamos, o ônibus teve de  voltar, portanto, cerca de 5 km para pegar a estrada municipal para as Fazendas das Águas Virtuosas e Cambuy, onde existe um trevo à margem do asfalto, sinalizado,  do lado esquerdo de quem vem de Altinópolis para Serrana – altura do Km 27.

Quando atingimos a estrada municipal, passamos a caminhar em floresta de eucalipto dos dois lados, até porteira à esquerda, curva à direita. Ultrapassamos a 1ª. Ponte, do córrego FRADINHOS, e a 2ª ponte, do córrego AGUA LIMPA, ocasião em que começou o grande  laranjal da Fazenda Cambuy.

Foi um trecho agradável, bastante sombreado, chão arenoso sem pedras

Dois córregos com águas límpidas                                                                        1,5 km                                                                                      3,5 km

Pela estrada municipal, até entrada da Fazenda Cambuy,laranjal à esquerda e à direita, cerca viva da planta “Sansão doCampo.”

O relógio já estava próximo às 10 horas. O sol estava forte.A cerca viva estava podada, sem sombra.O ônibus não aparecia e o pessoal já estava com sede. Então, o ônibus apareceu  e fizemos uma parada na entrada da Fazenda Cambu, onde foram distribuídos os isotônicos ofertados pela Loja “Paraventuras”. Além disso foram reabastecidos os cantis.A Fazenda Cambuy, de propriedade de Paulo Zucchi Rodas, que reside em Ribeirão Preto, mas é de família tradicional, e experiente em citricultura,  de Monte Azul Paulista,  tem uma grande plantação de laranjas, cerca de 265.000 pés.

0,5Km                                                                                            4,0 m

Continuando reto, laranjal à esquerda e cana à direita, até mata-burros, onde se entra à esquerda para acompanhar a linha  de trem (começo da floresta de eucalíptus)

2,5 km                                                                                     6,5 km

 Até o mata-burros, foi um trecho bastante longo e árduo, que judiou muito dos caminhantes, principalmente em razão da subida, de falta de árvores e o sol estar forte.O trecho que acompanha o antigo leito da ferrovia é um pouco mais sobreado dada a plantação de eucaliptos.

Até cruzamento já conhecido, antena parabólica e bananeiras , floresta dos dois lados

Diferentemente da vez anterior que estivemos neste trecho, atingimos o cruzamento vindo da esquerda. De outra feita, viemos pela direita,após passar defronte a antiga estação “Águas Virtuosas”

2,5 km                                                                                         9,0 km

 Grande subida reta no meio da floresta, até cruzamento largo, muita pedra .

Outro trecho de subida, bastante árduo, embora sombreado. Muita pedra no caminho,colocada para firmar o terreno muito arenoso.  Exige firmeza no passo e muita atenção para não torcer o pé. Nesta parte companheiros apresentaram-se cansados. Houve casos de torção, câimbra, dores no joelho, tendo alguns adentrado o veículo de apoio.                                                                                                                                                                                                                                                  3,0 km                                                                                        12,0 km

Porteira amarela, ao fundo, e primeira placa do Feitosa, de 7,3 km, vira à direita, floresta, seguindo em terreno pedregoso até a ponte do Córrego PRATINHA

Trecho com subidas e descidas, também com pedras, sombreado, visão das águas cristalinas do córrego.                                                                                                        

3,0                                                                                              15,0

Subidas, curvas à direita e à esquerda,  longo trecho, parte pedregoso, parte arenoso , ao final, dobra-se à direita, adentrando o portal do Recanto Feitosa

Trecho final, a partir do córrego Pratinha, com subidas árduas e pedregosas, até encontrar terreno arenoso, com curvas de níveis. Nesta parte só restavam 08 ( oito) caminhantes, sendo que os demais já se encontravam no ônibus. O tempo começou a mudar, ouvindo-se trovões à distância. Alguns pingos começaram a cair, mas sem precipitações.                  5,5                                                      20,5 km

REFLORESTAMENTO CHANFLORA

É um lugar, hoje, muito utilizado para esporte radicais, como rallies automobilísticos, trilhas de motocicletas, rapel, e excursões para visitas às cachoeiras e grutas.

Trata-se de uma área de  reflorestamento,  com eucalipto, destinada à produção de celulose e papel e que foi realizado em solos de baixa fertilidade  – neossolos quartzarênicos – ( areião,  mesmo! ) e tem ocupado extensas áreas anteriormente cobertas pela vegetação de cerrado.

Antes de iniciar o reflorestamento da Chamflora, por volta do final da década de 70, a área, conhecida pelos nomes das estações ferroviárias Águas Virtuosas e Fradinhos, principalmente esta última, pertencia a diversos proprietários, de famílias tradicionais de Altinópolis,  os quais, nela, apascentavam o gado, uma vez que a terra não se prestava para o cultivo do café, sempre a principal atividade econômica de Altinópolis, e também para a plantação da cana-de-açúcar, que se iniciava por essa ocasião.

Pouco a pouco, a empresa Champion Celulose, de Mogi Guaçu-SP, foi adquirindo terras na área, iniciando a plantação de eucaliptos. Posteriormente, a área foi vendida para a empresa VCP – Votorantim Celulose e Papeis, com fábrica em Luiz Antonio-SP.  Recentemente, houve negociação entre a International Paper, ex-Champion, e a Votorantim, para troca de ativos, tendo  esta última passado para aquela a fábrica de celulose e papeis de Luiz Antonio-SP e todas as florestas de Altinópolis – São Simão – Santa Rita do Passa Quatro – Luiz Antonio e Guatapará, recebendo a Votorantim, principalmente, a grande área de reflorestamento de Três Lagoas-MS, onde está sendo construída uma das maiores fábricas de celulose e papéis do mundo.

Considerando que o Município de Altinópolis tem  929,426 Kms2, a área da Chamflora ocupa  cerca de 1/6 do seu  território.                                                                                      

CHEGADA AO FEITOSA E ALMOÇO: O relógio marcava 14,00 horas, quando chegaram os caminhantes Sandra Ântico Costa, Juareztovan Lamin de Carvalho, Octávio Verri Filho, Pedro Luiz Peixoto Garcia e Danilo Fantinato.  Antes já haviam chegado Claudinei Zanella, Ruy Salgado, Renato Dionísio e Luiz Augusto Beltramin Martins. Foram os que concluíram os 20,5 Kms. Como ressaltado, por uma razão ou outra, desta vez a grande maioria dos participantes acabou chegando de ônibus. Houve, de um modo geral, um cansaço provocado pela alta temperatura. Provavelmente contribuiu para isso termos saído além das 8,00 da manhã da Gruta do Itambé, prolongando no tempo a caminhada. Ali nos refrescamos, sendo que alguns tomaram uma chuveirada e fomos almoçar. Como entrada, tínhamos alface, tomate, pepino, giló, beterraba, batata, cenoura; de quentes: arroz feijão, farofa, legumes cozidos, sendo que se podia, ainda optar por carne de boi ou de frango, com ovos fritos.  Como não poderia deixar de ser, antes do almoço, sorvemos uma boa cervejinha. Enquanto almoçávamos, desabou uma pesada chuva, tendo refrescado o ambiente.

O RECANTO FEITOSA

Em face da afluência de jipeiros e turista, na década de 80, um dos proprietários fronteiriços à área da Chamflora, O sr.Francisco Feitosa, estabeleceu-se com um restaurante, com refeições, petiscos e bebidas, o qual é muito procurado, principalmente aos sábados e domingos. Os serviços de atendimento e cozinha é feito pela própria família, além do Feitosa, trabalham ali a esposa D. Ivonete e os filhos Leandro e , Rodrigo, bem como a nora  Adriana. O local  é aprazível e faz parte de uma pequena fazenda, a qual é dividida por  uma grandiosa formação de Arenito Botucatu, com um túnel cavado pela água há milênios que o possibilita ir de uma lado a outro de sua propriedade, onde planta cana e cria um pouco de gado. Quando se está no meio túnel, a impressão que se tem é de uma daquelas grandiosas catedrais góticas da Europa. Quem pergunta ao Feitosa quem foi o arquiteto de sua “catedral”, ele responde: – Foi Deus! Ainda no meio do “túnel”, à direita, tem uma gruta, com minas d´água, cuja profundidade é desconhecida e que parece ter uma rio subterrâneo. Outra característica do Feitosa é prestar homenagens. Em vários pontos externos de seu restaurante, aparecem placas com nomes de alguém. O acesso à gruta-túnel tem o nome de avenida “Princesa Cássia Cunha”, diz ele que o nome foi escolhido em um concurso da AmBev.  Tem outra placa, de madeira, que registra a passagem de um peregrino em direção à Aparecida do Norte. Geralmente ele homenageia as pessoas ou familiares de empresários que com ele fazem parcerias para melhoramentos do local. Em conversa com Sr. Francisco e D.Ivonete  o que se percebe é a vontade de servir, e bem, a clientela. Explicou ela que o estabelecimento começou bem humilde e simples e que a atual estrutura foi em decorrência de inúmeras reformas, procedidas à medida das possibilidades financeiras da família. Diz que os planos de expansão existem e que, dentro em breve, terão condições de fornecer pouso, uma vez que tem sido grande a solicitação dos clientes nesse sentido.

A INAUGURAÇÃO DA PLACA

 Quando estivemos, pela vez primeira, em seu restaurante, no dia 23 de maio passado, o Sr. Feitosa solicitou-nos uma placa para marcar a visita. Aproveitamos a oportunidade, desta feita, para elaborá-la e afixá-la no interior do restaurante, deixando ali a nossa marca.

 O RETORNO: Por volta das 16,20 horas, quando ainda chovia, adentramos o ônibus e, tomando a  estrada municipal que dá acesso à cidade de Cajuru, percorremos os 15 kms até a SP-333, através da qual chegamos a Ribeirão Preto por volta das 18,00 horas, como havíamos programado.

PÉROLAS: 1. Desta vez, tivemos alguns “acontecimentos” antecipados. No feriado do dia 12, o Verri e o Ovídio marcaram encontro com funcionários da Prefeitura de Altinópolis para demarcarem o roteiro. No veículo do Verri, foram pouco além do rio Pardo e não mais. Deu “pane” e passaram o maior sufoco com a “tempestade” de terra e vento. Voltaram de “guincho”, após duas horas na estrada. Novamente tentaram ver o trajeto, no dia seguinte, mas só chegaram ver o roteiro da gruta até o sítio de Wilson Pereira. Assim o Ovídio, na quarta-feira ( dia 14) retornou para a demarcação final  e, ao desviar o seu “Gol” e uma árvore que caíra no caminho, encalhou-o. Isto aconteceu às 9,30 horas e o veículo só foi retirado do buraco às 14,00 horas. Que uruca!!!!! ; 2.

Ao confirmar a sua presença na caminhada, dias antes, um dos “desgarrados” e peregrino de primeira hora, o Maurício Madeira de Carvalho, esnobou, dizendo que “nos daria a honra de sua presença e que o Ademir e o Pedro iriam morrer de inveja”, ao vê-lo. Cientes disso, o Ademir e o Pedro sequer fizeram a suas adesões, provavelmente para não “obnubilar” tão ilustre presença!!!. 3. Na cachoeira do Itambé, a diferença ficou por conta do Otto, que tomou “aquela” ducha de quase 60 metros de altura. Enganou-se quem pensava que ele ia “esfriar” a cabeça, pois continuou o mesmo!!!! 4.Defronte a entrada da Fazenda Cambuy, o Verri resolveu passar o protetor solar. Deu um aperto mais forte no tubo e saiu uma quantidade exagerada de massa. Fez uma distribuição geral pelo corpo e exagerou no rosto, no que o povo, maldosamente, achou que parecia uma gueixa ou o Michael Jackson. Tô fora, meu!!!! 5..Se o Ricciardi estivesse nesta caminhada não iria acreditar  que presenciaria,  um pouco além da ponte do córrego Pratinha,  um de seus mais valentes competidores sentado literalmente “à beira da estrada”, aguardando o ônibus. Prometi que não revelaria o seu nome!!!! 6. Mas o mancebo não ficou sozinho no coletivo, que, por sinal, chegou abarrotado de gente no Feitosa, e gente muito boa!!!! 7. A desculpa de alguns foi a de que o Ovídio, que torceu o pé no trajeto e, portanto, estava no ônibus, “aterrorizou” alguns retardatários, dizendo que se continuassem iriam atrasar o almoço. Naquela altura do campeonato, quase 14 horas, o argumento foi decisivo e fulminante!!! 8. A única mulher que chegou ao Feitosa com as próprias pernas, foi a “novata” Sandra Ântico Costa e o fez de forma humilhante para os oito homens sobreviventes, pois não é que, ao ver a placa indicando que faltavam 1,2 Kms. para chegar ao Feitosa, ela disparou correndo, à la Maria Zeferina Baldaia!!!! Foi assustador!!! .

PRESTAÇÃO DE CONTAS:
Arrecadação…………………………………………………………………….700,00

-pago ônibus……………………………………………………….   330,00

-pago almoço e conta do motorista. ……………………………  17,00

-pago combustível.p/Ovídio – viagem Altinópolis……………… 50,00

-pago água………………………………………………………….     20,00

-restituição Ovídio – gorjeta de peões p/ desencalhe………… 20,00

-pago placa ( Digitalart)……………………………………………   25,00

-pago Tiago – arte da placa e cartaz…………………………….   20,00

TOTAL DAS DESPESAS …………………………………………..482,00

SALDO EM CAIXA………………………………………………………………….218,00   

 

FOTOS    

Algumas fotos tiradas pelos  caminhantes  Rosana Caprânica e Renato Dionísio  já podem ser vistas aqui  e aqui.

NOSSA PRÓXIMA CAMINHADA:  Ainda nesta semana estaremos confirmando a data,  o local e os custos da nossa próxima caminhada.

RELATÓRIO DA CAMINHADA DA BITACA DO ZÉ ( MUNICÍPIO DE FORTALEZA DE MINAS) AO HOTEL FAZENDA TERMÓPOLIS ( MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO), NO DIA 07 DE NOVEMBRO DE 2.009.

PREPARAÇÃO: Os “peregrinosrp” sempre procuram locais novos e de boa paisagem para as suas jornadas. Nesse sentido acatou a sugestão do companheiro Lewis Clementino da Silva para uma caminhada na região de São Sebastião do Paraíso. O levantamento foi feito pelo próprio Lewis, tendo demonstrado competência na escolha do trajeto.   Sobre o custo, fizemos uma previsão de R$ 20,00, para o transporte, o almoço custaria cerca de R$ 20,00 e a utilização, na chegada,  das dependências do Hotel Fazenda Termópolis custaria mais R$ 15,00.

SAÍDA DE RIBEIRÃO PRETO: Deu-se, no sábado – 07 de novembro de 2.009, por volta das 4,20 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201).  Fomos transportados e apoiados, em todo o percurso, pelo ônibus utilizado no transporte rural, dirigido pelo proprietário Luiz do Valle, o “Paraguai”.

PARTICIPANTES: Foram 31 caminhantes. Dos peregrinos, marcaram a presença, mais uma vez: Ovídio Aparecido Mora, Octavio Verri Filho, Pedro Pires,   Ruy Salgado,  Claudinei Fernando Zanella, Rita Iara de Oliveira Zanella, Henrique Ravasi, José Humberto Lopes, Renato Luiz Dionísio, Rosana Gomes Caprânica,  Antonio Marcos Borges de Oliveira, Silvio Juraski,   Lewis Clementino da Silva, Edlamar Reis Moreira, Emerson Moreira. Pela segunda vez, já fazendo jus a ser peregrinorp, na próxima, tivemos as companhias de Kleber Alexander Correia, Oscar Secani, Bartira Pardi Moreira e Luciana Maioli Castilho. Pela vez primeira, como convidados, nos deram a honra da companhia o casal Maria Rita Ribeiro Guicho e Nivaldo Hernandes Dias, os irmãos Daniela Dizerto Lellis e Pérsio Dizerto Lellis, Sérgio Palma de Oliveira, Amanda Constantino e Marcos Donizeti Ivo.

De São Sebastião do Paraíso, tivemos a grata alegria de contar com a agradável companhia dos caminhantes Tomás Martins, Alípio Mumic Filho, Luiz Fernando Marques, Clayton  Bruno da Silva e João Carlos Ferreira.

A CHEGADA EM SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO:  Fizemos o trajeto Ribeirão Preto-Serrana-Cajuru ( SP- 333) , Cajuru-Altinópolis ( SP-338), Altinópolis-Santo Antonio da Alegria-Divisa de Minas Gerais ( SP-351) e atingimos São Sebastião do Paraíso ( MG-050).  . Como estava previsto, assim que chegamos a São Sebastião do Paraíso, às 6,20 horas, fizemos uma parada no POSTO DO TREVO, situado na MG-o50, em direção a Passos, onde utilizamos os banheiros,  tomamos café e encontramos o pessoal de São Sebastião do Paraíso que caminharia conosco.Por volta das 6,50 horas, novamente adentramos o ônibus e rumamos, ainda pela MG-050 para a BITACA DO ZÉ, um armazém rural, distante 16 Kms, já no Município de Fortaleza de Minas.

HISTÓRIA DE FORTALEZA DE MINAS

Com área de 218 quilômetros quadrados, está incluído entre os mais novos municípios mineiros, com menos de 25 anos de emancipação. Situado na Microrregião Econômica Mogiana Mineira, Sul de Minas, figura entre os maiores produtores de milho de sua região, tendo também na indústria extrativa do níquel outra atividade econômica promissora. A cidade, a uma latitude de 855 metros, está distante 350 km de Belo Horizonte, à qual se liga pela MG-050. Surgiu na região do município de Jacuí, que, no passado, foi uma das mais prósperas zonas mineradoras das Gerais. Na medida em que exauriam as lavras e os garimpos, os garimpeiros se transformavam em fazendeiros. Para o trabalho duro da lavoura daquela época, todo ele braçal, era generalizado o emprego da mão-de-obra escrava. Fortaleza de Minas se situa onde teria existido um quilombo. Ali teria morrido um preto velho, ao qual a crendice popular atribui dons milagrosos. A cruz que marcava o local da morte do escravo foi substituída por uma capela, surgindo, posteriormente, o povoado de Santa Cruz das Areias. Em 1891, o arraial foi elevado a distrito e anexado ao município de São Sebastião do Paraíso. Dez anos depois, o distrito foi transferido para o município de Jacuí. Somente em 1962, Santa Cruz das Areias se emancipou, com a denominação atual. A serra da Fortaleza, próxima à cidade, inspirou o nome desta, sendo acrescentado o “de Minas” para diferenciá-la da capital do Ceará. A poucos quilômetros de Fortaleza de Minas há um rio volumoso, pequenas cachoeiras e belas formações rochosas, cercado por linda paisagem.

CAMINHADA PROPRIAMENTE DITA:

Por volta das 7,00, nos reunimos na “Bitaca do Zé”, que, como acentuado,  está estabelecida às margens da rodovia MG-050, na zona rural do Município de Fortaleza de Minas, estando distante 16 Kms. de São Sebastião do Paraíso, cerca  de 02 Kms.além do pedágio de Pratápolis. Esse comércio só iria abrir as portas por volta das 7,30 horas. Na ausência do Juvenal, o Verri comandou a roda de meditação e de saudação para uma boa caminhada, como é de praxe no grupo. Ali, enquanto nos preparávamos para a jornada, brincavam três cachorros, dois pequenos e um grande, malhado, sendo que este nos seguiu durante os 18 Kms., até Termópolis e, como descreveremos proximamente, deu o que falar.

Pusemo-nos a caminhar numa estrada municipal do Município de Fortaleza de Minas, muito bem conservada e que foi implantada num espigão, de forma que, ao olharmos para a esquerda víamos um vale repleto de propriedades rurais ao pé da Serra da Fortaleza ou do Chapadão. Ao olharmos para a direita, víamos outro vale com propriedades rurais e, ao longe, a cidade de São Sebastião do Paraíso.

No  km 1,5,  fizemos uma visita à Pousada  Água Azul. Fica no meio de um bosque, com boas instalações. O que nos chamou a atenção foi que as piscinas foram construídas sobre minas d´água, sendo o piso constituído por pedras de rio e, portanto, a água aflui, em borbulhas. Ao lado das piscinas existe a “Fonte Dr. Urias”, com uma placa indicativa dos elementos minerais que contém aquela água. O que percebemos, ao tomá-la, foi que era muito leve.

POUSADA ÁGUA AZUL  Em 1950, o Dr. Urias Soares, um médico da região, adquiriu essas terras procurando desde aquela época preservar seus entornos, fontes, matas nativas e ciliares. No local conhecido como Passa-Sete (nome do riacho que corta a fazenda), Dr. Urias construiu duas piscinas, tornando-se um clube e ali as pessoas pagavam uma taxa e passavam o dia. O local ficou conhecido por muito tempo como “Piscinas Fortaleza”, em razão do nome da cidade.

Para nossa felicidade, em 1997, os filhos do médico investiram na infra-estrutura e montaram a Pousada Água Azul, onde os turistas podem desfrutar de um local de rara beleza para descanso e uso das piscinas de águas minerais. A vazão das águas somada às várias nascentes chega a ser de 222.884 litros/hora. A análises físico-químicas classificam-nas como subtermais, bicarbonatadas, cálcio-magnésio-sódicas e radioativas.

A temperatura da água é de 27,5 ºC. Enquanto nos entregamos a esse banho acalentador, somos cercados por 30 alqueires de mata nativa, que nos deixa naturalmente embalados e encantados pela sinfonia dos mais diferentes pássaros.

Neste trecho, passamos pelas entradas dos Sítios  “São José”,  “São Lázaro”, “Recanto do Sonho” e “Santa Maria” .

Embora dividido em propriedades, o vale, ao pé da Serra, é bastante arborizado, deixando claro que as áreas de preservação permanente (APP) são mantidas intactas.

Percebemos, também, que no entorno da estrada se planta muito milho, tem um pouco de plantações de café e também muita pastagem, com garrotes da raça “nelore”

Ainda neste trecho, passamos por uma propriedade que apresentava uma plantação de uvas de mesa. Segundo informou um dos nossos amigos de S.Sebastião, Alípio Mumic, estão sendo implantadas nessa região culturas de frutas, tais como pêssego, figo e uva, com excelente resultado. Disse, mais, que seriam fruticultores da região de Atibaia que estariam adquirindo terras ali.

No Km 08 – Fizemos uma parada técnica, sob uma árvore frondosa, junto à  Escola de Primeiro Grau Rural Municipal “José Dias”. Ali, um detalhe chamou-nos a atenção. Os tambores de lixo, azuis, eram patrocinados pela Votorantim Metais Níquel S.A. Vejamos a razão disso.

Sobre a denominação da Serra, que acompanhamos, pelo espigão, e, quase ao final da caminhada, a transpusemos, com muito suor, percebemos que os habitantes de Fortaleza de Minas a denominam de Fortaleza, mesmo porque é a razão do nome da cidade. Os habitantes de São Sebastião a denominam de Chapadão. Ainda os habitantes de Fortaleza de Minas denominam os vales existentes em ambas vertentes de vale do Chapadão I e vale do Chapadão 2. No vale do Chapadão I, isto é, na vertente oposta daquela que caminhamos está a cidade de Fortaleza de Minas e, mais, a maior mina produtora de níquel do Brasil.

A Mineração Serra de Fortaleza (MSF) está localizada a 5 km da sede do município de

Fortaleza de Minas. É uma mina de níquel pertencente a Mineração Serra da Fortaleza SA, que é uma sociedade anônima de capital fechado que até 31 de dezembro de 2003 fazia parte do Grupo Rio Tinto( australiana) e,hoje,  é subsidiária da Votorantim Metais Níquel S.A.  Iniciou suas atividades de lavra e processamento do minério de níquel, em 1998. Para a implantação do complexo industrial formado pelas minas subterrânea e a céu aberto, pelas usinas de concentração e fundição, além da fábrica de ácido sulfúrico, foi realizado um investimento de aproximadamente US$ 264 milhões de dólares.Com uma reserva estimada em 5,7 milhões de toneladas de minério de níquel, a MSF tem uma capacidade instalada para processar 550.000 t/ano de minério bruto. A produção estimada em 150.000 t/ano, faz com que a empresa seja, atualmente, a maior produtora de níquel do Brasil.

No km 13, nos apresentou a figueira milenar e a opção de visita à imagem de N.S.Aparecida (3º maior do Brasil), ao calvário e ao mirante. A subida ao mirante tem um percurso de 20 minutos e uma distância de 300 mts e, dali, se tem uma visão privilegiada, pois é a parte mais alta , da qual se pode ver São Sebastião do Paraíso e o  Vale.

No Km 18 –  CHEGADA AO HOTEL FAZENDA TERMÓPOLIS, PISCINA E ALMOÇO  – por volta das 12,00 horas, atingimos, ao final da caminhada, chegando ao HOTEL FAZENDA TERMÓPOLIS, onde usufruímos de suas piscinas e almoçamos. As águas cristalinas que abastecem a piscina, que é enorme, provêm de minas distantes poucos metros. O chão também é constituído por pedras de rio, ótimo para massagear os pés. Os ladrões são em forma de quedas livres, que proporcionam restauradoras massagens. Existe um grande “tobogan” que pode também ser utilizado por “marmanjos”. O sol estava esplêndido e todos se mostravam bastante alegres, tendo havido um grande entrosamento entre os “peregrinos” e os caminhantes de São Sebastião do Paraíso. Ali na piscina tivemos o prazer de encontrar Andréia Colózio Candiani, responsável pela bem elaborada revista NOVA SHOW, distribuída na região de São Sebastião do Paraíso, a qual fez questão de tirar foto em nossa companhia, prometendo publicá-la. Tivemos a oportunidade de conhecer o casal Vilma Campos Marques e Gabriel Marques, pais de Luiz Fernando Marques, que conosco caminhou, e é esposo de Gilca Benedini, sobrinha do “peregrino” Antonio Marcos. Ficamos na piscina até por volta das 2,00 horas, quando começou mudar o tempo e tínhamos que nos dirigir para o local do almoço, que ia até essa hora, No almoço, tivemos à disposição, de entrada, salada de tomate, alface, couve-flor e maionese. Como pratos quentes: frango assado ( peito e coxas), peito de frango grelhado, batata frita, macarronada al sugo, arroz e feijoada.       

TERMÓPOLIS

Em um maravilhoso vale, rústico mais de grande beleza, foi construído o Hotel Termópolis em estilo colonial (Década de 1920). Procurado por um público interessado em suas águas termais minerais, não só pelos banhos de imersão a 30ºC, mas também por suas ações terapêuticas no tratamento de diversas doenças:

– Reumatismo

– Cálculos Renais

– Distúrbios Gastro-intestinais e

– Eczemas entre outras.

As nascentes das águas termais minerais provenientes do subsolo, quando afloram à superfície trazem consigo, em dissolução diversos sais minerais resultado do seu contato ao passar pelas rochas. Esse manancial hidrotermal alimentado por diversas nascentes, tem uma vazão aproximada de 400 mil l/h, mantém suas piscinas (3 azulejadas e 2 naturais) com água corrente, dispensando todo e qualquer Tratamento Químico

O RETORNO: Por volta das 16,00 horas, quando começou a chover, adentramos o ônibus e, tomando a  estrada asfaltada Jacui-São Sebastião do Paraíso, dirigimo-nos para o ponto de partida, na Bitaca do Zé, e, dali, pelas mesmas rodovias que havíamos percorrido pela manhã, retornamos para Ribeirão Preto, onde chegamos às 18,50 horas, dentro do horário previsto.

PÉROLAS: 1. Êta mundinho!!! Logo cedo, assim que deixamos o Posto do Trevo, o Antonio Marcos estava sentado, sozinho, no segundo banco do ônibus, lado do motorista, quando, ao seu lado, veio sentar-se um dos companheiros de S.Sebastião do Paraíso, o Luiz Fernando Marques. Puxaram conversa. Luiz Fernando disse que a esposa também era de Ribeirão, mas de família de Batatais. Igualzinho o Antonio Marcos, o qual, curioso, perguntou: – Quem é ela?  Ao que Luiz Fernando respondeu: A Gilca Benedini. O Antonio Marcos, surpreso, respondeu e perguntou: Ela é minha sobrinha, eu que fiz os dois partos dela!!! Você não está me reconhecendo? Aí o Luiz Fernando, quase caindo do banco, retrucou: Não!!!, você é o Dr. Antonio Marcos??? E seguiu-se “aquela” troca de afetos e um imediato telefonema para Gilca, que havia deixado o Luiz Fernando no Posto e também não reconhecera o “titio”. Pudera, depois das “plásticas” vê se que o companheiro está irreconhecível. Já nem parece “tio” e sim “primo”!!!!;  2. Qu´é café? Em certo trecho da caminhada, onde havia um cafezal, caminhavam despreocupados, a Daniela, o Pérsio e o Oscar. Na dúvida se era uma plantação de café ou de laranja, dada a distância, Daniela apontou a garrafa d´água na direção do Oscar e perguntou, rápido: – Será qu´é café? No que o Oscar, entendendo mal, e que naquele momento contemplava e estava pra lá de Bagdá, respondeu: Não, obrigado!!! ; 3. Tô no busão!!! No meio do caminho, o “novato” Sérgio Palma de Oliveira se aboletou no ônibus. A quem entrava para pegar água, virava ele e dizia: – Amigo, faça como eu. Tô na boa e com água fresca ao lado, quer mais!!!!        4. Deu mole! Quando a gente vê uma bananeira dando cacho, na estrada, fica-se em dúvida se quem plantou quer alimentar o viajante ou se quer tentá-lo. Na dúvida, o Marcos Ivo não se fez de rogado. Cortou um desses cachos, comeu as maduras e mandou para o ônibus as verdes restantes!!!! 5. Toc toc: Quando a turma chegou debaixo da copa da figueira milenar, o Lewis, seguindo a tradição do lugar, pediu para que todos encostassem os ouvidos no tronco da árvores para ouvir o pulsar do seu interior. Espertamente, o Ravasi correu  para o lado oposto em que estavam os “crentes” e passou a bater, tendo alguns gritado:  Estou ouvindo, estou ouvindo!!!! 6. Fuerza, Renato!!! – Assim que o Ademir parou de caminhar e o Ravasi passou a “esquecer” a câmera em casa, o Renato Dionísio passou a ser o fotógrafo n. 1 do grupo, fazendo o maior sucesso. Ocorre que, na subida do estágio da N.Senhora para o Calvário, o Renato “amarelou”. Como não poderia faltar fotos, o Ravasi passou a insuflar o Verri para que, com palavras de incentivo, destravasse o nosso “Sebastião Salgado”, o que acabou dando certo;  7. Tchibum!!  Depois que foi mordido por um cachorro em Analândia, o Ruy Salgado não deixou por menos e passou a caminhar, não com apenas um, mas com dois bastões. Devidamente equipado, subiu até o Calvário como um rojão. Na volta, eis que quis dar um de bom samaritano e emprestou um dos bastões para a Daniela. Não deu outra. Faltou maior apoio e foi ao chão. Ainda bem que caiu com a parte mais macia!!! 8. Alma penada – Já na sua terceira caminhada, a Rosana jurou que, desta vez,  ela chegaria com as suas duas pernas. Não deu outra, mas a que preço. Quando lhe perguntavam se ela estava bem, respondia: – Nem sinto mais o meu corpo, sou apenas uma alma vagando!!!   9. Clone da maratonista suíça: De sua parte, a Daniela Lellis, em sua primeira caminhada, insistiu que chegaria, por si só, ao final. Que chegou, chegou, mas estava mais para a suíça Gabrielle Andersen-Scheiss, aquela da maratona de Los Angeles, em 1.884, do que para a Maria Zeferina!!!  10.  Vou de moto-taxi – Nessa parte, a “novata” Maria Rita Guicho foi mais prática, chegou de moto-taxi, com direito a capacete e tudo!!!; 11. Dog Delivery- Dissemos, no começo, que um cachorro grande e malhado seguiu-nos da Bitaca do Zé até Termópolis, numa distância de 18kms. Cáspita!!!, pois não é que, durante o trajeto,  lhe deram para comer restos de sanduíches, bananas, doces. E, ele, nada bobinho, foi indo, indo. No final da contas já o chamavam de “lulu”, “peregrino”, “durso”, “malhado”, os cambau. E ele, todo dengoso, fazia-se de santo, aproveitando-se também das águas cristalinas do riacho, tomando uns belos banhos. E com essas e outras, apareceram os seus “protetores”, tais como o Oscar, o Pedro, o Claudinei, o Émerson, os quais começaram a insistir que levássemos o “mascote” de volta para casa. Foram feitas as ponderações, no sentido de que ele voltaria por si só para casa e, mais, que perderíamos muito tempo e que isso custaria dinheiro. Não teve jeito! Queriam fazer um plebiscito no ônibus. Para evitar dissidências, o Verri e o Ovídio concordaram, sob aplausos gerais e, assim, o Oscar conduziu o seu “fiel” para dentro do ônibus, o qual, pelo asfalto, rumou para São Sebastião do Paraíso ( 10 Kms). Ali, pegamos a MG-050 e, depois de 17 Kms, e o pagamento de pedágio ( R$ 7,00) chegamos com o “folgado” na Bitaca do Zé. Tendo à frente o Lewis, descemos e fomos comunicar ao Sr. Zé Vicente, dono da Bitaca, a boa nova, ou seja, a chegada de seu cão. Ao que ele, olhando de esguelho para fora, disse: – Meu??. Nem o conheço!!! E, assim, cabisbaixos,  tornamos  a voltar 17 Kms + pedágio, brincadeira!!!!

PRESTAÇÃO DE CONTAS:

 ENTRADA
Arrecadação : 24 x 20,00………………………..R$ 480,00

480,00

SAÍDA

 

Pago transporte  (10 km  x 1,50/km)………..R$  615,00

Pago pedágios………………………………….. .R$     21,00

Pago águas……………………………………….. R$      6,00          642,00

 

DÉFICIT DA VIAGEM                                                         -162,00

Saldo de caixa anterior,……………………….                              218,00

SALDO EM CAIXA ATUAL                                                             56,00

EXPLICAÇÃO SOBRE O DÉFICIT

 Pela primeira vez, aconteceu uma situação inédita. Tivemos 13 ( treze) desistências de pessoas que haviam confirmado a presença.

A viagem para a devolução do cachorro na “Bitaca do Zé” custou a bagatela de R$ 65,00  ( 34Kms X 1,50 = R$ 51,00 + R$ 14,00 ( pedágios).

 FOTOS

 Algumas fotos tiradas pelos  caminhantes  Rosana Caprânica e Renato Dionísio podem ser vistas aqui  e aqui.

 ENCERRAMENTO DA TEMPORADA DE 2.009:  Com esta caminhada, cujo relatório é apresentado, e para a qual concorreu a valiosa colaboração do companheiro LEWIS CLEMENTINO DA SILVA, a quem agradecemos,  encerramos, com chave de ouro,  o ano “peregrinosrp-2009”, sendo que retornaremos às nossas atividades na segunda quinzena do mês de fevereiro de 2.010, após reunião convocada para institucionalizar o grupo, criando-se um grupo gestor,  e para a elaboração de um calendário semestral ou anual.

AGRADECIMENTO: Cumpre-nos agradecer, sensibilizados, a colaboração e participação de todos aqueles que conosco caminharam no ano de 2.009, restando a certeza de que continuarão fazendo isso em 2.010, contribuindo, assim, para a consolidação do grupo.

FELIZ   2010

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