Caminhadas de São Carlos a Descalvado; FLoresta de Batatais; a Cravinhos, via Bonfim Paulistae em Cajuru.

Confira os relatórios das caminhadas de São Carlos a Descalvado no dia 24 de Janeiro; FLoresta de Batatais no dia 20 de Junho; a Cravinhos, via Bonfim Paulista no dia 27 de Junho  e em Cajuru no dia 29 de Agosto de 2009.

RELATÓRIO DA CAMINHADA DE SÃO CARLOS A DESCALVADO – DIA 24/01/09

OBJETIVO:  O nosso companheiro Ovídio Mora, além de ter feito o Caminho da Fé, por duas vezes, o Caminho de Frei Galvão e o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, tem feito os trajetos de todas as ramificações do Caminho da Fé, que originariamente ia de Águas da Prata a Aparecida. Assim, sugeriu  que fizéssemos  a extensão do Caminho da Fé, no novo ramal Descalvado a São Carlos, para verificar as condições que o novo trecho oferecia para os peregrinos. Aliás, nós seríamos os primeiros a fazê-lo a pé,  visto que, na inauguração e desde então, essa extensão havia sido percorrida de carro e de bicicleta, tão somente.

REUNIÃO E SAÍDA: Os participantes se reuniram às 5 horas, defronte à casa do Pedro Pires, à Av. Braz Olaia Acosta, n. 161, Jardim Califórnia, próximo ao Ribeirão Shopping. Estavam presentes  Ovídio Mora, Ademir Martins, Octávio Verri, Pedro Pires, Juareztovam Lamin de Carvalho, Fábio Ângelo do Carmo, Maurício Medeiros, Rodrigo Afonso,  Eije Fujie,  Jalmir Duete e o Toninho Mora.  O transporte foi feito por uma “Van”, a qual nos daria apoio durante todo o trajeto da caminhada, uma vez que tinha uma geladeira com gelo., água e comida.

 A CHEGADA EM SÃO CARLOS:  Deu-se por volta das 6,15 horas. Dirigimo-nos até a Catedral de São Carlos, no centro da cidade ( altitude de 833 metros) , para algumas fotos. Ao depois, seguindo as setas amarelas, percorremos o trajeto do Caminho da Fé.

TRAJETO : Transportados pela “van”, seguimos pela rua 13 de maio, Rua São Paulo, Marginal da Chaminé, rua José Jorge, Avenida Getúlio Vargas, Viaduto sobre a Rodovia Washington Luiz, adentrando ao Bairro Novo Horizonte ( altitude de 895 metros) . Defronte o “Bar da Leila”, descemos do veículo e , precisamente às 7,09 horas, iniciamos a caminhada a pé, através da rua Alexandre Pedrazzani até o seu final e continuamos pela estrada de terra, passando ao lado da entrada da Fazenda Graúna e seguimos rumo ao Santuário de Aparecida da Babilonia, onde fizemos uma parada e visitamos a igreja.

O SANTUÁRIO: Localizado  a 17 kms do centro  S.Carlos, está construído sobre a serra da Babilonia, onde nasce o ribeirão das Águas Turvas. Quem patrocinou a construção da primitiva capela foi D.Querubina Maria Barbosa, filha de Cândida Barbosa. Conta a história que Ângelo Dias, cuiabano, corneta de um corpo militar, dele desertou antes de 1.842. Veio para a casa de Querubina e aí fez, de barro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, dando-a de presente para D. Cândida, sob a condição desta doar 02 alqueires de suas terras naquele local para patrimônio da santa. A construção foi finalizada por volta de 1.873. Há crença de que a imagem é milagrosa e, desde então, todos os anos, se dirige para o local uma concorrida romaria. Hoje, o local apresenta uma razoável estrutura para recepcionar os romeiros, com banheiros, pontos de água e um restaurante rural que serve refeições aos domingos.

Prosseguindo no caminho, passamos defronte um Spa (altitude 979 metros) e logo atingimos um viaduto sobre a rodovia SP 215, divisa de São Carlos com Descalvado. Ali foi postada uma placa do Caminho da Fé, indicativa que faltavam 21 Kms para o centro de Descalvado. Um pouco à frente, paramos no acesso à Fazenda Cedro.  Na seqüência, fizemos outra parada na Fazenda Santa Rita (Agrindus). No roteiro, cruzamos com a estrada hoje existente, mas que no passado era o leito da estrada de ferro da Fazenda Autora. Também nos deparamos com placas indicativas das entradas para as tradicionais fazendas Santa Fé  e São João do Morro Alto. A chegada a Descalvado deu-se pelo bairro São Sebastião,  passando pela estação ferroviária ( desativada), pela ruas Guerino-Oswaldo e Bezerra Pais até a praça principal, onde pontifica a Igreja Matriz ( altitude de 679 metros) , na qual chegamos por volta das 17 horas, após quase 10 horas de caminhada,  e posamos paras as fotos de praxe, merecedores que éramos após o percurso de 40 (quarenta) quilometros.

 

OBSERVAÇÕES SOBRE O TRAJETO: Está situado em local aprazível, sendo mais alto na parte de São Carlos. Em determinados pontos, é possível ver as escarpas das terras altas de Analândia. O caminho segue estradas municipais que servem muitas propriedades rurais, onde são bem diversificadas as culturas. Vimos terras de pastagens com belos exemplares de gado holandês e gado nelore. Vimos culturas de milho, sorgo, café e pouca cana. É uma região em que se tem grande produção de leite, de frangos para corte e criação de cavalos. O padrão de terras varia muito. Ora a terra é bem vermelha, indicando um bom padrão, sendo utilizada por culturas, ora é arenosa, sendo indicada para pastagem. É um trecho bonito, mas é impraticável para pedestres.  Não há como se obter água do Km 25 até o início do trecho urbano de Descalvado, ou seja, cerca de 21 kms. Até mesmo é difícil para os ciclistas, em razão da existência de trechos arenosos que exigem muita água. Somente as sombras ajudam no descanso ao peregrino. Os acessos às propriedades rurais, com sedes distantes, são vedados por porteiras trancadas por grossas correntes.

AS DIFICULDADES QUE TIVEMOS : Como lembrado, fomos os primeiros a fazer esse trecho à pé. Não fosse o tempo nublado e o vento fresco constante, teríamos padecido. A nossa reserva de 20 litros de água, conservada na geladeira, esgotou-se quando ainda faltavam 5 quilometros para chegar a Descalvado. Nota-se que os intervalos de oferta de água no Município de São Carlos são relativamente administráveis, desde que se esteja bem informado dos pontos. Já no município de Descalvado isso é impossível. A solução seria colocar pontos de tomada de água ao lado da estrada, derivando encanamentos das construções que se situem mais próximas.

 ANTES DO RETORNO A RIBEIRÃO PRETO: o Ovídio, que já trabalhara na agência do Banespa da cidade, e o Verri, que é casado com a Teresinha, que é de família de Descalvado, combinaram convidar os companheiros para tomar cerveja no Bar Quatro Cantos, o mais famoso da cidade. Contudo foi impossível adentrar o estabelecimento, visto que estava repleto de palmeirenses, adequadamente vestidos, uma vez que, em Ribeirão Preto, naquela tarde, jogavam Palmeiras X Mogi Mirim. A solução foi ir para uma pastelaria dali não muito distante. O retorno deu-se por volta das 18,00 horas.

 

RELATÓRIO DA CAMINHADA DO DIA 20 DE JUNHO DE 2009 NA FLORESTA DE BATATAIS

 SAÍDA:  Diferentemente das vezes anteriores, para esta caminhada não foi contratado transporte. Cada um, de per si ou em lotação, procurou dirigir-se ao ponto de saída, ou seja o Sítio do Pica-Pau Amarelo,  situado no município de Brodowski-SP a  1 Km da cidade, em direção a Batatais, e a  21 Kms de Ribeirão Preto, onde nos encontraríamos por volta das 6,30 e ali deixaríamos os carros e ainda retornaríamos para o almoço. Assim é que, com o Verri, foram o Otto Guimarães, o Fábio Ângelo e o Wilson Pomini. Com a Josefina, foram as suas amigas Lúcia e Luzia. Com o Ovídio, foram a Célia Mora, a Sônia Vetrano e o Ademir Martins. Com o Juvenal, foi o Jonas. Em outro carro, foi o Claudinei e o José Humberto. Com o Feliciano, foram a Célia, o Pedro Garcia, a Marilene e a Ana Lúcia.  No carro do Renato Dionísio, foi o Henrique Ravasi  e, finalmente, com o Emerson Moreira, foram a esposa Dila e o sobrinho Rodrigo. Estávamos, pois, em 25 pessoas, sendo que, mais uma vez, tivemos a grata satisfação de ter os “novatos”, Jonas, Pedro Garcia, Rodrigo, Lúcia e Luzia. Depois de sentirmos o local, de ter o proprietário do sítio ido buscar Walter em Brodowski e nos reunido em momento de reflexão e cumprimentos gerais, saímos  para a caminhada por volta das 7,15  horas.

 TRAJETO:  Seguindo a camioneta S-10, da Josefina, dirigida pelo guia Walter, seguimos pelas margens da Rodovia Cândido Portinari, em direção a Batatais.  Não muito distante após o pedágio, entramos em uma estrada de terra, à direta, que dá acesso ao Haras Café, da família Cardoso. Um pouco antes desse haras, onde existe uma porteira amarela, adentramos novamente à direita e adentramos a parte do Horto Florestal situado deste lado direito da Rodovia Cândido Portinari, com plantações de pinus,  a qual bordeamos, através de caminhos ali existentes. Enquanto caminhávamos, notávamos que à esquerda postava-se a floresta e, à direita, plantações de cana-de-açucar e café.  Em determinado trecho, paralelo à estrada vicinal municipal que vem de Batatais, adentramos a floresta e pegando uma estrada batida, acabamos chegando na parte dos fundos do Haras Café.  Novamente seguimos pela estrada à direita da porteira amarela que bordeia a floresta até que atingimos aquela vicinal, a qual passa por uma fábrica que seria de defensivos agrícolas e que, um pouco mais além,  ultrapassando a ponte do córrego da Prata, dá acesso ao sítio Santa Elisa, onde existe o pesque-e-pague do Tiãozinho,. O sítio Santa Elisa surgiu do desdobramento da tradicional fazenda Itatinga, terras que, há 85 anos, são  de propriedade de membros da família Pupin, de Batatais. Dalí nos pusemos novamente em marcha, em direção ao município de Brodowki, passando por diversas propriedades, dentre elas aquela pertencente a José Honório Parceria Alves, que nos conduziu de volta ao Sítio do Pica-Pau amarelo.

Sobre o trajeto, temos a reconhecer que não era bem aquele que, inicialmente, idealizamos fazer. Geralmente o Ovídio e o Verri costumam fazer o reconhecimento do terreno antes da caminhada. Por falta de tempo, eles confiaram no proprietário do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Valentim Adami, que se comprometeu a arrumar um guia que conhecesse bem a região. O que queríamos era andar mais no interior da floresta, conhecer as instalações da sede administrativa do Horto Florestal Estadual e ficar o quanto possível distante de canaviais. Aconteceu que o guia não entendeu bem o espírito da coisa e, a bem da verdade, sequer conhecia o caminho direito, pois nunca ouviu falar na sede do Horto Florestal, o qual, segundo apuramos,  fica na parte da floresta situada à esquerda da Rodovia Cândido Portinari e acabamos adentrando à direita, onde existe apenas a reserva de pinus. Críticas à parte, de qualquer maneira acabamos atingindo o objetivo da caminhada que era  “caminhar”, o que fizemos numa distância aproximada de 22  Kms, nos cálculos do “expert” Ovídio. Claro que devemos ver o lado positivo da coisa e esse é que, em razão do ocorrido, e dada a proximidade do lugar, algum dia, retornaremos ao Horto de Batatais e faremos aquele roteiro inicialmente idealizado.

 FLORESTA   -Localizada no município de Batatais e com a área de .1.353 hectares, foi criado pelo Decreto Estadual 13.498, de 1.943. Essa floresta tem o nome oficial de Horto Florestal Estadual de Batatais.  Apresenta relevo de colinas amplas, com altitude média de 880 rnetros, e inverno seco.Sua vegetação é constituída, principalmente,  por pinus e eucalipto, mas contém fragmentos de floresta estacional semidecidual, onde se encontram espécies como o óleo-de-copaíba (Copaifera langsdorffi), a canela (Ocotea spp), o jequitibá (Cariniana estrellensis) e o cedro (Cedrela fissilis). A floresta sofre ameaças constantes da Poluição, invasões  ( de posseiros e animais e também de caçadores a procura de animais silvestres.
No seu interior existem duas nascentes formadoras dos córregos da Prata e da Estiva, que contribuem para o abastecimento do município de Batatais
Endereço:CP 68 – Batatais – SP – CEP 14.300-000 – fone 016 761-2327, tendo por
responsável o engenheiro agrônomo Marcelo Zanata. Uma das observações que fizemos durante a caminhada é que não tem sido feitas as roçadas e elaboração de aceiros, tão necessários nesta época do ano para se evitar eventuais queimadas da vegetação da floresta. Logo que adentramos a parte da floresta, próxima ao lado direito da Rodovia Cândido Portinari, que demanda a Batatais, percebemos que uma parte foi atingida por fogo.

SITIO DO PICA PAU AMARELO: – É um local de lazer, situado no município de Brodowski, distante 1  Km da cidade, rodovia Cândido Portinari em sentido a Batatais, cujo acesso se dá através do último retorno antes do pedágio. Está distante 21 Kms de Ribeirão Preto. Ali existe um pesque-e-pague, piscina, pousada e restaurante, sendo o seu proprietário Valentim Adami.  No retorno, por volta das 12, 30 horas, ficamos no recinto do restaurante, com vista para o pesque-e-pague, e enquanto aguardávamos o almoço, sorvíamos umas latinhas de Skol e refrigerantes, ouvindo as apreciadas músicas caipiras executadas pela dupla sertaneja Chique & Zé Viola, de Brodowski. O almoço foi servido por volta das 13,30 horas, composto por peixe “tilápia” empanado com fritas, salada, maionese, arroz e feijão gordo. Tudo muito saboroso e em quantidade generosa. Enquanto comíamos, ouvíamos as músicas sertanejas e ainda o acompanhamento com o berrante, executado pelo talentoso Juvenal, que ainda mais uma vez aproveitou-se da oportunidade para cantar o “breque da sogra”, como, aliás, tem feito habitualmente em nossas caminhadas.

PÉROLAS: –  Otto: Tendo combinado com o Verri para com este pegar uma carona às 5,45 em local próximo à sua casa, na hora aprazada, o Otto não apareceu. Ao atender o celular, ainda dormindo,o companheiro desculpou-se alegando que o despertador falhara consigo. Com cerca de 15 minutos de atraso, o retardatário acabou comparecendo às pressas. Quando já estava no meio da floresta, recebeu um telefonema da Cristina, sua mulher, alegando que estava trancada no interior da residência porque as duas chaves haviam sido levadas por ele. Reclamava ela, ainda, que os gatos haviam fugido e que teria de arrebentar o portão para que pudesse sair de casa.

Ovídio: Quem estranhou que o nosso mentor estivesse vestindo calça moleton, corte feminino, quando da parada no pesque-e-pague, não faz a menor idéia do que ele  passou com um desarranjo intestinal, próximo à fábrica de defensivos agrícolas. Não fosse a assistência prestada pelo Juvenal e pelo Ademir e a roupa emprestada pela roupa Célia, o “guru” estaria em maus lençóis.

Emerson: Este companheiro ficou tão impressionado com a “eficiência” do guia Valter, que fez questão de acompanhá-lo na camionete, ocasião em que lhe fez três perguntas: 1. Quem lhe ensinara os caminhos da floresta? 2. A escola era pública ou privada e se ele freqüentou mesmo as aulas? 3. Se tinha medo de cachorros; 4. Se acredita que terá futuro em tal atividade.

RETORNO:  Já refeitas as energias com o lauto almoço musical, do mesmo modo que foi, o pessoal retornou às suas residências por volta das 15,00 horas.

PROXIMA CAMINHADA – O grupo de caminhantes de Ribeirão Preto “PEREGRINOSRP” é o único da cidade e foi constituído por peregrinos, principalmente  do CAMINHO DA FÉ e do CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA. O nosso mentor é OVIDIO MORA, companheiro de primeira hora, sempre pronto a guiar novos companheiros, incentivar-nos à peregrinação e a preservar o espírito que nos leva a essa atividade. Pois bem, neste próximo sábado – dia 27 de junho, o companheiro em tela e mais outros 08 (oito) peregrinos ( provavelmente irão outros)  iniciarão, aqui em RIBEIRÃO, a peregrinação de 22 dias, aproximadamente, até APARECIDA.  Nesse sentido, estamos convocando os companheiros para percorrermos o primeiro trecho, até CRAVINHOS, de aproximadamente 22 Kms, para darmos um grande apoio para esses peregrinos e demonstrarmos a força do nosso grupo, que está pleiteando junto à organização do caminho a extensão do trajeto até esta cidade. A saída será às 6,00 horas, da esquina da rua Manoel Moquenco Pardal com Av. Costábile Romano, com chegada prevista em Cravinhos por volta das 12, 30 horas, quando retornaremos após as despedidas, através de ônibus de linha. Nestes próximos dias, estaremos divulgando novas informações sobre o evento, o qual, acreditamos, merecerá a participação de todos.

 

RELATÓRIO DA CAMINHADA DO DIA 27 DE JUNHO DE 2009, DE RIBEIRÃO PRETO A CRAVINHOS

SAÍDA:  Esta caminhada teve por objetivo  acompanhar até Cravinhos, um grupo de peregrinos que demandava a APARECIDA, conduzido pelo nosso companheiro OVIDIO MORA, bem como demonstrar a viabilidade de estender o “Caminho da Fé”, de Cravinhos até Bonfim Paulista. Assim, nos encontramos às 7,00 horas, na esquina da rua Antonio Manoel Moquenco Pardal com a Avenida Costábile Romano, no bairro de Ribeirânia, de onde partimos em um grupo de 29 pessoas, a saber:  Dos peregrinosrp estavam Ovídio Mora, Ademir Martins, Octávio Verri, José Humberto, Fábio, Jalmir, Otto Guimarães, Renato Dionísio, Henrique Ravasi, Juvenal Crozariollo, Josefina Cetrulo, Célia Mora, Célia Oliveira, Edlamar Moreira, Rodrigo ( sobrinho da Edlamar), Sônia Vetrano, Lucia Macri, Luzia, Ruy Salgado e Wilson Pomini. Os “novatos” eram Ailton Torres, ex-diretor regional da CPFL, Oscar Secani, empresário, Manoel Penna, empresário – Santa Emília Motos  e Márcio Teixeira Marques, funcionário do 9º Cartório Cível do Fórum Estadual.   Além dos citados Ovídio Mora, Célia Mora, Ademir Martins e Josefina Cetrulo, compunham o grupo que se dirigiria a Aparecida, Sérgio H. Dakuzaku (condutor do apoio), Bernardete José Gussi (esposa do Sérgio), que são da cidade de Trabiju-SP e, mais, César Sargentini, Juraci Mitie Utikawa Fava e Maria Carolina Tirico Felizatti, ( de Araraquara). O companheiro Fábio Ângelo do Carmo juntar-se-á ao grupo no dia  04 de julho – sábado, a partir de Águas da Prata-SP.

TRAJETO ATÉ BONFIM:  Seguidos pelo jipe Toyota, dirigida pelo  Sérgio, que fará o apoio aos peregrinos até Aparecida,  seguimos pelas avenidas Costábile Romano e Presidente Kennedy em demanda ao bairro City, onde adentramos pela Av. Alzira Couto Machado. Na seqüência, seguimos pela Av. Áurea Braghetto Machado até atingirmos a rua Orestes Lopes de Camargo. Pegamos a esquerda, em direção ao viaduto que passa sob o Anel Viário e atingimos os Condomínios Residenciais Guaporé I, II e III. Ao término do asfalto, seguimos em estrada de terra margeando canavial e roça de milho colhido, em local alto, panorâmico, e, ao começarmos descer, deparamo-nos com plantações de tomates, berinjela, milho, jiló, nas terras, que seriam arrendadas, das Fazendas Pedra Ramada e Limeirinha, de propriedade de Maurício Velludo. Atravessamos um córrego, subimos, vislumbramos a placa do Condomínio Embaixador. Viramos à esquerda e, depois, à direita e subimos até a parte detrás da Industria 3-M. Dali, seguimos reto até o Bairro Santa Genebra, de Bonfim, passando defronte à Estância Santa Lúcia, das Irmãs Ursulinas e onde estão fazendo um loteamento que seria de policiais. Subimos uma rua alfaltada até a rua Cel. José Silva até a rua Padre Canuto Amarantes. Depois de um muro extenso, viramos à direita e atingimos o SANTUÁRIO DA PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS DO BONFIM.

O DISTRITO DE BONFIM PAULISTA:  Em 1.894, o fazendeiro Francisco Rodrigues dos Santos Bonfim doou para a Cia. Mogiana de Estradas de Ferro o terreno necessário para a construção de um viaduto-passagem da linha ferroviária que demandava a Ribeirão Preto. Aí surgiu um povoado  que, primitivamente, era denominado de “Chave do Viaduto” e que, no ano seguinte, passou a chamar-se Vila Bonfim, Em 1.944, passou a chamar-se Gaturamo ( espécie de ave de bela plumagem colorida e mavioso canto), o que perdurou até 1.953, quando o vilarejo recebeu o nome de Bonfim Paulista. Como as terras são das mais férteis do mundo, da segunda metade do século 19 até meados do século 20, grandes fazendeiros, inclusive a rainha do café, Iria Alves da Cunha Junqueira, tinham vastíssimos cafezais e casas grandes nas fazendas, fazendo borbulhar a vida na então vila Bonfim  para comerciantes, industriais ( charque, macarrão, carroças, sabão, cerveja e refrigerante )  e prestadores de serviços. Em 1904, Villa Bonfim contava com 3 escolas, uma pública e duas particulares, 1 jornal, denominado “Progresso”, 25 armazéns, 10 lojas de tecidos, 3 alfaiates, 3 famácias, 2 sapatarias, 2 cervejarias, 2 oficiais de ferreiros, 2 funileiros, 2 salões de barbeiros, 3 médicos, 1 agência de correio, 1 delegado e um cabo, além do hotel e inúmeras pensões. Tinha vida própria e só não foi elevada a cidade por razões políticas. Hoje, Bonfim Paulista é praticamente um bairro de Ribeirão Preto, não estando longe de ser ligado urbanisticamente em face dos inúmeros loteamentos que estão surgindo a cada dia.

NO SANTUÁRIO:   Em área de 10.000 metros quadrados, que foi  doada por Francisco Rodrigues dos Santos Bonfim, no dia 10 de fevereiro de 1.894, foi celebrada Missa Campal diante de um cruzeiro, não muito distante da nostálgica capelinha dedicada ao Senhor Bom Jesus do Bonfim. A paróquia foi criada no dia 20 de dezembro de 1.898, por Decreto de D. Antonio Cândido de Alvarenga, Bispo Diocesano de São Paulo, tendo sido o seu primeiro pároco, Padre Francisco Curti. A primeira ampliação foi concluída em 1.906. Nova ampliação foi feita em 1.925 e, em 1932, a benfeitora Anita Junqueira fez a doação do altar-mor e da pintura do padroeiro no teto. Bonita, maior e artística, a suave capelinha de alto do outeiro torna-se matriz . Hoje, no complexo do Santuário, existem a casa paroquial,  o salão de estudos religiosos e o recinto de festas e quermesses, grandemente utilizado na comemoração do dia do padroeiro e outras festividades religiosas. Depois da utilização dos banheiros e das orações feitas no interior do templo, o grupo se reuniu nas escadarias para fotos, ocasião em que o Verri fez uma pequena preleção sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido por Ovídio Mora e Ailton Torres para a extensão do Caminho da Fé até Bonfim Paulista, o que tornaria o santuário em tela ponto inicial do ramal de Ribeirão Preto.

TRAJETO DE BONFIM ATÉ CRAVINHOS  – A partir do Santuário, sempre seguindo as setas amarelas indicativas do Caminho da Fé,  descemos para o centro de Bonfim, onde estava situada a antiga estação de trem. . Dobramos à esquerda,  em direção à estrada de Araraquara. Passamos pela ponte do Ribeirão Preto e, na primeira rotatória, adentramos o Bairro D. Fernando por onde caminhamos até o viaduto da Estrada de Araraquara, atingindo as terras da Fazenda Brejinho, onde, logo à esquerda, vimos uma barragem de contenção de enchentes e, mais à frente um poste quase caindo, sustentado, apenas, pelo fio.  Em seguida à passagem mais uma vez do Ribeirão Preto, em ponte que está sendo reconstruída, passamos pela Estância dos Kirillos, pelo Sitio Primavera, pelo Sítio Ceres, de Carlos Benedini, sendo que logo passamos  pela ponte do córrego que procede da represa da Fazenda Buenópolis. Também passamos defronte a fazenda de  Hugo Benedini. Em seguida, mais uma vez passamos por outra ponte do Ribeirão Preto, em local que esse córrego desce com muita força, em corredeira,  e logo atingimos a Fazenda Cantagalo, que hoje pertence a  Roberto Meirelles, mas onde, em meados do século 19, foi plantado o primeiro café no município de Cravinhos, quando pertencia à família Paula Machado, Ness local,  nos deparamos com um magnífico paredão de pedras sobrepostas, que fazia parte do antigo e enorme terreiro de café. Aí também havia cortadores de cana, transportados em dois ônibus. Em seguida, passamos pelos fundos da antiga e tradicional Fazenda Buenópolis, cujo nome está relacionado com a tradicional família paulistana Cunha Bueno, que a formou. Ali havia a estação Buenópolis, da Cia. Mogiana. Atualmente, é propriedade da família Coimbra ( Café Pelé)  e seguindo por alameda de frondosos eucaliptos atingimos a estação de tratamento de esgoto de Cravinhos. Seguindo as setas contornamos as Cohabs e atingimos a Avenida Pedro Amoroso ( do Cemitério) e, logo atingimos  a IGREJA SANTA LUZIA, onde foi implantado  o portal do Caminho da Fé.

CRAVINHOS:  A origem da cidade de Cravinhos segue o padrão de quase todas as demais cidades. Ocupação de terras pelos pioneiros e povoamento em torno da estação ferroviária . Em 1.876, a família dos Pereira Barreto, tradicionais cafeicultores de Resende-RJ, adquire a fazenda “Cravinhos”, de 800 alqueires, do “entrante” mineiro Antonio Caetano. Em 1.881, para levantar o traçado da Cia. Mogiana chegou nessa fazenda o Eng. Santos Lopes. Pereira Barreto criou a primeira olaria e determinou fosse erigido o primeiro prédio de Cravinhos. Além disso, o  fazendeiro Luiz Barreto ajudou a construir a ferrovia e construiu, às suas expensas, a estação e, em 23 de novembro de 1.883, passou a correr o primeiro trem. O primeiro negócio da cidade pertencia a Jaquim Feliciano Dias da Costa, que explorava hotel e armazém, num prédio espaçoso, todo de madeira, coberto de telhas, de propriedade da família Pereira Barreto. Em 1.886, foi criado o distrito policial. Zeca Barreto foi nomeado inspetor de quarteirão, tendo sido a primeira autoridade cravinhense. O nome da cidade deriva da existência, em grande quantidade, de cravinas, isto é, cravos pequenos, nas imediações da casa de Antonio Caetano. A fundação da paróquia dedicada a São José deu-se no dia 18 de março de 1.898. Religiosa e politicamente, Cravinhos estava ligado a Ribeirão Preto. A lei estadual n. 511, de 22 de julho de 1.897 criou o município de Cravinhos, desmembrando-o de Ribeirão Preto.

 A IGREJA SANTA LUZIA:  Com o crescimento da cidade no sentido da Av. Pedro Amoroso, fazia-se necessário que a cidade tivesse outra paróquia além daquela primeira dedicada à São José. A paróquia de Santa Luzia, que abrange cerca de 18.000 fiéis,  foi criada no dia 13 de dezembro de 2.000 e foi a escolhida para sediar o  “Portal do Caminho da fé”.

 PÉROLAS: –  Otto: Durante o trajeto de Bonfim a Cravinhos, na altura da fazenda de Hugo Benedini, o Pomini, o Verri e o Márcio alcançaram o Otto, que estava escolhendo cana para chupar. De posse de uma,  o Otto passou a descascá-la com o canivete, dando uns pedaços para os demais, até que chegaram os quatro num canavial da Fazenda Cantagalo, onde havia uma turma de cortadores de cana, dois ônibus, sanitários e mesinhas e cadeiras para as refeições. Os quatro mais do que depressa sentaram nas mesinhas. Otto continuou a cortar a cana e chupar, oferecendo pedaços ao companheiros. Nesse momento chegou o chefe da turma e, dirigindo-se ao Otto disse que ele não entendia de cana e lhe ofereceu uma outra, mais bonita e limpa, no capricho. Acrescentou que era da espécie 413, e, com água na boca, o Otto continuou a cortar, chupar e… oferecer aos amigos, que não rejeitavam um só pedaço. Aí o Otto, feliz e interessado,  perguntou: – O meu, essa cana que vocês estão cortando é para fazer garapa? O capataz, mais do que depressa, respondeu: – Não, é para dar para os animais! . Baixou um silêncio total!!!!

Ademir e Bernardete:  Educado e muito solidário, o Ademir, uma vez que o esposo Sérgio estava no veículo de apoio, resolveu caminhar, fazendo companhia para a Bernardete. Quem, de longe, os visse, sem distinguir se eram homem ou mulher, pensariam que era o “Tico” e o “Teco”, tamanha a semelhança de porte e do modo de vestir, estilo “legião estrangeira” .

Juvenal: O “Juva” continua desconsolado. Em certo pedaço do trajeito, entre Bonfim e Cravinhos, durante uma parada, ele fincou a sua bengalinha ( que diz ter tomado de um anãozinho) na terra para amarrar o tênis e comer um lanche. Dando uma de Verri ( distraído) , acabou indo embora deixando ali o precioso apoio. Rogou para os companheiros que o auxiliassem na busca, mas até agora nada !!!

Ainda a Bernardete:  Assim que o grupo deixou o Santuário em Bonfim Paulista, a companheira reclamou do excesso de paradas, das fotografias, de ter levantado às 3,00 horas da manhã em Trabiju para encontrar os peregrinos, dizendo que poderiam ter vindo direto para Bonfim, ao invés de irem até Ribeirão Preto. Estava uma matracolina, pois não parava de falar. Aí o Ademir disse que era porque ela estava com dor de garganta e que a guela só melhoraria quando ela parasse de falar, o que estava acontecendo desde que saíra de Ribeirão Preto. É de se imaginar como está a orelha do pobre Ademir!

César:  Um dos membros da turma de Trabiju e Araraquara, o César quer chegar a Aparecida, mas está preocupado. Mas teve uma primeira vitória. Ao chegar em Cravinhos e ser parabenizado por ter vencido os 24 Kms desde Ribeirão Preto, logo se apressou em dizer, quase sem fôlego,  que aquilo era já o primeiro milagre de N. S. Aparecida, pois não acreditava que, gordinho daquele jeito, pudesse estar ali.

Verri:  Nas proximidades da Fazenda Brejinho, um pouco antes da ponte do Ribeirão Preto ( que estava em reforma) o Verri foi alertado por latidos de filhotes de cachorros, que procediam de um carrascal. Também havia um cheiro danado de carniça e logo pensou que a mãe tivesse morrido deixando os rebentos. Adentrando o mato, Verri percebeu que o mal cheiro vinha de um couro de gado recém abatido no “pereira” e que havia 3 filhotes abandonados, sendo que quando muito tinham 1 mês de idade. Sensibilizado, por primeiro, deu graças a Deus que a mulher e a sogra não estavam ali porque senão os levariam para casa ( somando-se ao dois já existentes). Ao depois, retirou o sanduíche de presunto e queijo que portava ( e que o Ademir costuma ficar de olho) e, picando-o, pôs à disposição dos cachorrinhos, para matar a fome. Quando chegou em casa e contou o fato para a Teresinha, ela queria buscar os filhotes, de qualquer maneira!!!

 RETORNO:   Depois das fotos no portal e das despedidas aos nossos companheiros OVIDIO, CÉLIA, ADEMIR E JOSEFINA, retornamos aos nossos lares, por volta das 14,00 horas.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:      Ao Sérgio H. Dakuzaku (condutor do apoio), à Bernardete José Gussi e, mais, ao César Sargentini, Juraci Mitie Utikawa Fava e Maria Carolina Tirico Felizatti, pelo companheirismo, desejando-lhes uma feliz peregrinação e que retornem bem ao seus lares. Agradecemos, ainda, a companhia agradável  do Ailton Torres, do Manoel Penna, do Oscar Secani e do Márcio, esperando que voltem a caminhar conosco.

PROXIMAS CAMINHADAS –  Durante o período em que os companheiros Ovídio, Ademir, Célia, Josefina e Fábio estiverem peregrinando, até o dia 19 de julho, o grupo “peregrinosrp”,  não marcará nenhuma caminhada. Nada impede, no entanto, que algum de seus membros resolva organizar uma caminhada e convidar os demais. Já na primeira semana de agosto, teremos uma excelente caminhada em Cajuru, conhecendo a famosa fazenda Sampaio Moreira, a Mata da Graciosa, o cachoeira do Alambary e terminando com um almoço em um sítio ecológico.  Na terceira semana de agosto, faremos outra caminhada de Santa Rita do Passa Quatro a São Simão, pela floresta, nos moldes daquela que fizemos ao Recanto do Feitosa.

RELATÓRIO DA CAMINHADA EM CAJURU, NO DIA 29/AGOSTO/2009

SAÍDA: Deu-se por volta das 5,20 horas, defronte à UNAERP (avenida Costábile Romano, 2201).  Seríamos transportados pelo ônibus de transporte rural, 42 lugares, dirigido pelo proprietário Luiz do Valle ( Paraguai), de Serrana. Por sinal foi bastante adequado o meio de transporte contratado, tendo em vista que andaríamos por estradas rurais, nem sempre adequadamente conservadas. Depois, muitos dos participantes tiveram o prazer de se sentirem “bóias-frias”, atendendo  certamente, a uma antiga “fantasia”.

PARTICIPANTES: Dos peregrinos, marcaram a presença, mais uma vez: Ovídio Mora, Célia Mora, Ademir Martins,Octávio Verri,José Humberto,Otto Guimarães,Fábio Ângelo,Juareztovam Lamin de Carvalho,Juvenal Crozariollo,Sônia Palma Vetrano, Maria Amélia Bulhões,Lúcia Márcia Macri, Renato Dionísio,Henrique Ravasi,Pedro Pires,Emerson Moreira,Edlamar Moreira, ,Alexandre Verri,Lewis Clementino da Silva, Silvio Jurasky,Ana Lúcia Silva e Josefina Cetrulo Pela primeira vez, deram-nos o prazer da companhia: Marlene de Carvalho ( esposa do Juarez), Rita Zanella ( esposa do Claudinei), Regina Lúcia Nogueira de Oliveira ( cunhada do Ovídio), Paula Regina Ferreira ( que, por sinal, foi a grande revelação feminina  dentre as novatas, eis que fez todo o trajeto sem se valer do apoio), Aglair Torraca e Fábio Cordeiro de Lima.

E tivemos a imensa alegria de receber os visitantes de Trabiju: Bernadete José Gussi,Sérgio Dakuzaku e Maria Carolina Tirico.

A CHEGADA EM CAJURU: Como estava previsto, a chegada deu-se às 6,15 horas no Largo São Bento, onde pontifica a Igreja Matriz dedicada a esse santo, local em  que fomos recepcionados pelos organizadores da caminhada Reciere Morgado Júnior, Ademir Barbosa, pela esposa e a irmã deste, Márcia e Ademilde, bem como pelo caminhante Roberto Wagner os quais percorreram conosco todo o trajeto até o seu final.

ROTEIRO: A denominação “Trilha Guarani” dada ao nosso passeio decorre do fato de estar Cajuru localizada dentro da área de afloramento do nosso tesouro “Aqüífero Guarani”. E é sempre bom lembrar disso, para a consciência de sua preservação.

O inicio de nossa caminhada deu-se no Largo São Bento. Saímos rumo a  Santa Rosa de Viterbo, pela vicinal asfaltada Candido Jose Garcia. Logo  no Km 1, após o Cemitério,  pegamos uma estrada, à esquerda, em direção ao sítio da família Pontes, onde encontramos o córrego Cajuru, . A partir deste ponto, passamos a acompanhar, á esquerda, o antigo e desativado leito da Mogiana e, pela nossa direita, a bela paisagem do vale do córrego Cajuru, ainda com matas preservadas e um belo paredão de rocha com aproximadamente 70 metros.

Mais à frente, no sítio de uma empresária de Ribeirão Preto, de nome Carolina, atravessamos a vau, com a água nas canelas, o rio Cubatão (que nasce em Minas Gerais, na serra de Monte Santo, a 1.080 metros de altitude, possuíndo dezenas de cachoeiras pelo seu percurso e desaguando no rio Pardo). Por sinal o momento dessa travessia foi antológico. Foi a surpresa da caminhada. O Júnior e o Ademir amarraram uma corda, de um lado ao outro do rio. Todos tiraram os seus calçados e, em fila indiana, foi feita a transposição do rio, sobre uma laje de pedra, em uma água límpida.  No outro lado do rio, já eram as terras da seção Itaóca, da antiga Fazenda Sampaio Moreira ( Santa Carlota) onde, no passado, havia a estação Itaóca, da estrada de ferro Mogiana. Essa tradicional fazenda sempre primou pelo espírito conservacionista de seus proprietário, Silvio e José Sampaio Moreira. Nos dias atuais essa fazenda foi subdividida em várias outras, com  os nomes de Santa Helena da Itaóca, Riacho Grande e Santa Cecília ( onde está a sede). Passamos pela sede da fazenda Santa Helena da Itaóca, onde observamos que, apesar do plantio de cana, ainda há  um certo equilíbrio ecológico, uma vez que são mantidas áreas de florestas e de pastagens. Inclusive passamos pelo interior de uma matinha, com uma excelente sombra. Prosseguindo, adentramos nas terras da Fazenda Riacho Grande, quase todas plantada com cana e onde fomos visitar a antiga “Usininha”, um mini usina hidrelétrica construída na década de 20 do século passado aproveitando a queda natural de uma das cachoeiras do rio Cubatão, para geração de energia, e que, até hoje está em perfeito funcionamento, tendo sido nela feito grande investimento e  a constituição da  Companhia Hidrelétrica Riacho Grande, possibilitando a geração de energia para a venda à CPFL. Porque estávamos sem apoio a algum tempo, um pouco antes de chegarmos a esse ponto, deparamo-nos com o Ovídio, à pé, com um corote na mão, vindo em nossa direção, oferecendo o precioso líquido. Estávamos dele necessitados e o companheiro demonstrou sua solidariedade, como sempre.

Dali, transpusemos novamente o rio Cubatão e fomos em direção da região rural conhecida por Limeira ou dos Moretini, onde existem vários sítios, dentre eles aquele de Paulinho do Carmo, primo do Ademir Martins e antigo funcionário do Banespa de Cajuru, hoje aposentado, o qual, juntamente com sua esposa Genialda, gentilmente, nos ofereceram um lauto lanche, com sanduíches, leite, refrigerantes, bolachinhas, frutas, o que se constituiu em outra agradável surpresa.

Saindo dali, prosseguimos na caminhada em direção à estrada Cajuru-Santa Rosa, onde, na altura da Fazenda São Francisco ( Ferrucio Vicentini), adentramos à esquerda e, através de uma larga estrada de terra, rumamos para os lados da Graciosa, para ver a Cachoeira do Alambary, onde além de termos visto uma bela paisagem e o local da queda d´água, pudemos transpor um  Aqueduto, construído, no final do século 19,  pelo então proprietário da área  – Fazenda Amália ( posteriormente adquirida pelos Mattarazzo) tio do nosso Santos Dumont, e era  usado para transportar água colhida no alto da cachoeira e utilizada para irrigar   plantações de tomate e outros usos.

Dado o adiantado da hora, após o percurso percorrido de cerca de 20 quilometros, subimos no ônibus, vimos a mata da Graciosa, de longe, e dirigimo-nos para o local do almoço. No caminho, adentramos o sítio de Valmir Barbosa, irmão do Ademir, local em que existe um alambique artesanal e pudemos degustar e adquirir uma caninha de qualidade.Em seguida,  seguimos rumo ao sitio “Paraíso Ecológico”, de propriedade da Sra. Mariana Barão ( D. Marianinha )  onde nos confraternizamos, tomando umas cervejinhas,  e  saboreamos um delicioso almoço preparado pela competente cozinheira Wilma, cujo menu foi:  salada de rúcula, alface e tomate; arroz, feijão grosso, farofa e mandioca cozida; pernil e frango ao molho. De sobremesa foi servido manjar branco com cobertura de ameixa. A par de restaurarmos as nossas forças, tivemos neste lugar o prazer de sentir o espírito conservacionista de sua proprietária, de observar as plantas e os pássaros, como também a confortável residência.

O RETORNO: Saímos do local do almoço por volta das 16,30 horas. Fomos até a cidade para levar os nossos anfitriões, bem como a Josefina, que deixara o seu veículo estacionado no Largo de São Bento. Chegamos de volta à UNAERP, às 17,50 horas.

PÉROLAS:   1. O Verri e o Ademir Martins, na ida para Cajuru, sentaram-se nos primeiros bancos do ônibus. Na estrada, o Verri viu que o Ademir estaria encabulado com o barulho que fazia o motor do coletivo e só prestando atenção no motorista. Pouco tempo depois, Ademir comentou: – Caramba, será que esse ônibus só tem duas marchas, a que vai para frente e aquela de ré ? Um barulho danado e o homem não muda a marcha!!!;   2. Preocupados com o trânsito e a nossa segurança, o Juninho solicitou à Guarda Municipal de Cajuru que estivesse presente por ocasião de nossa saída do Largo em direção à Avenida do Cemitério. Assim é que, à frente seguia uma viatura e havia três motociclistas, inclusive uma mulher, interditando as ruas transversais no momento em que passávamos, os quais, gentilmente, nos acompanharam até a saída do asfalto. Sempre crítico do status quo e do poder, o Otto, que por sinal é de Cajuru, logo pôs a boca no trombone: -Enquanto aqui temos todo esse aparato, estão furtando a Igreja e a Caixa Econômica!!!( recentemente aconteceram esses furtos); 3. O Fábio Cordeiro Lima foi o estreante “revelação”. Não obstante o seu porte peso-pesado, completou o trajeto numa boa. Todavia, é ele daquelas pessoas que costuma suar um bocado. No espaço que mediou da Usininha até o sítio do Paulinho, onde fizemos um lanche, o Fábio suou tanto que quase ensopou o Juvenal, que lhe fazia companhia. 4. Por falar no Juvenal, gostou ele tanto da caninha “Pálea”, aquela produzida no alambique que visitamos, que, à hora do almoço, sempre dava uma desaparecida, para uma “bicadinha” na branquinha que deixara no ônibus. Numa dessas, ao ser surpreendido pelo Verri, justificou-se dizendo que estava ajeitando a rolha porque parecia estar vazando!!! 5. Na ocasião em que procurávamos ver a queda da cachoeira Alambary, sem conseguir, em virtude do perigoso precipício, a nos recomendar ficássemos dele distante, o Ovídio, na ânsia de tirar uma foto, e achando que a mochila que portava nas costas era um para-quedas, pôs-se em situação de tamanho risco que o Verri agarrou-o por trás, suplicando, pelo amor de Deus, que recuasse; 6. O longo período de 02 meses de “férias” dos peregrinosrp fez “estragos” nas condições físicas do Verri e do Pedro. Com efeito, logo após sair o grupo da “Usininha”, em direção ao sítio do Paulinho do Carmo, houve a necessidade de transpor uma cerca e o Verri sequer conseguiu levantar a perna. Ao andar, pela terra, com grande aclive, onde recentemente havia sido colhido a cana, não podia ele ver uma árvore que logo se sentava. O Pedro, por sua vez, ao chegar no sítio de D. Marianinha, já no recinto do almoço, “desabou” ao chão, ali ficando até a hora do retorno. Quem os viu!!!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Sem dúvida, o maior agradecimento é dirigido aos anfitriões e ecologistas Reciere Morgado Júnior e Ademir Barbosa. Ao depois, agradecemos a colaboração da Guarda Municipal de Cajuru, que nos deram bastante segurança. Igualmente, agradecemos, sensibilizados, a D. Marianinha Barão que, tão gentilmente, prontificou-se a nos receber para o almoço em sua propriedade. Nesse sentido também agradecemos a gentileza do casal Paulinho do Carmo e Genialda pelo substancioso lanche que nos ofereceram.

NOSSA PRÓXIMA CAMINHADA:  Como já informado,  será no dia 05 de setembro,  próximo sábado, num trajeto de aproximadamente 26 quilómetros da cidade de Ribeirão Bonito-SP até Brotas-SP.  Em assim sendo, sairemos às 04 ( quatro) horas , defronte à UNAERP, sendo que maiores informações serão fornecidas no decorrer da semana.

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