Relatório da Caminhada em Cajuru-SP, Santa Cruz da Esperança-SP e Santa Rosa de Viterbo-SP. “Roteiro: Mata da Graciosa; Cachoeira dos Macacos e Usina Hidrelétrica Itaipava.

Confira o relatório da caminhada que aconteceu no dia 17 de março de 2.012.

Novamente os “Peregrinosrp” retornaram às Alterosas. E assim o fazem por muitas razões. As serras, a paisagem deslumbrante, o clima, o povo acolhedor, a comidinha mineira, junto ao fogão de lenha e  aquele doce caseiro, acompanhado do “queijim”. É bom demais!!!

Esta caminhada fora programada para o dia 10 de dezembro de 2.011, porém acabou não acontecendo em razão de imprevistos com o transporte, como informado em relatório anterior. Desta vez, não houve problemas. Um dia agradabilíssimo. Por todo o percurso, belos e interessantes panoramas, como a reserva preservada da exuberante Mata da Graciosa; o espetáculo da maravilhosa Cachoeira dos Macacos (  córrego Alambary), o caudaloso rio Pardo,  a histórica Usina Hidrelétrica “Itaipava” e a pujança das empresas que se seguiram ao desmantelamento daquilo que, no passado foi denominado de  “Complexo Industrial Amália” .

Além da cultura de cana de açúcar, existem, ainda, em certos pontos, antigas construções, remanescentes das grandes colônias e da fábrica de conservas, algumas em ruínas, como um antigo depósito de adubos.  Destaque para a ponte de cimento sobre o Rio Pardo, que, em época passada, prestou-se a dar passagem às grandes composições de trens da linha interna da Fazenda Amália, cujo primeiro proprietário foi Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto Santos Dumont, inventor do avião, tendo a propriedade, ao depois, sido vendida para Francisco Matarazzo, o grande industrial Paulista.Antigo local de confinamento de gado, como a Fazenda Boa Vista e a Fazendinha, onde ficava a antiga fábrica de conservas do Grupo Matarazzo.

O final da caminhada propriamente dita  foi  na PCH Itaipava, que foi construída num dos pontos do Rio Pardo, por volta de 1911 e, gera até hoje, toda a energia consumida pelas indústrias ali próximo estabelecidas.

O almoço e confraternização do grupo ”Peregrinosrp” aconteceu no Restaurante do Bahbá, em Santa Rosa de Viterbo-SP.

SAÍDA : deu–se defronte à UNAERP , às 05:05 horas da manhã de SÁBADO (17-03-2012), com destino à Santa Cruz da Esperança-SP e, depois, a Santa Rosa de Viterbo-SP, sendo o grupo transportado pelo ônibus do Paraguai.

PARTICIPANTES: Desta vez foram 42 (quarenta e dois). Dos peregrinosrp: 1. Antonio Evaldo Alexandre; 2. Elisângela Oliveira Rodrigues; 3 Silvio César Camargo; 4. José Carlos Moreira; 5. Octávio Verri Filho; 6. Sirley Assis de Almeida Alexandre; 7. Themis Aidar; 8. Zuleica Aparecida Carbonaro; 9. Gisele Larosa; 10. Katsuzo Mizuno; 11. Amélia Ângela Larocca; 12. Otto Orsi Guimarães; 13.  Ênio Gonçalves Garducci; 14. Cícero Aparecido Rodrigues; 15.  Claudinei Aparecido Zanella; 16; Alberto Nicolau Antoniazi; 17. Humberto Augusto Martins Neto; 18. Ilva Maria Petri Costa; 19. Jaime Delfino; 20. Luiz Augusto Beltramin Martins; 21. Luiz Olmer Cazarré; 22. Maria Lúcia Salgado Yoshio; 23. Rosana Gomes Caprânica; 24. Feliciano  José de Oliveira Neto;  25. Fábio de Almeida Pinto; 26. Rubens Maximiano Junqueira Rosette; 27. Fabrícia Lopes de Assis e 28.  Tiago Ijanc Peixinho. Pela segunda vez nos prestigiaram: 29.Alfredo Teixeira Murada,  30: Glalcyara Lançoni e 31.Luciana  Bullamah Stoll. Pela vez primeira, e, acreditamos, voltarão outras vezes: 32. Eduardo Manso de Carvalho Andrade; 33. Lúcia Okuda Ferreira, 34. Wilson Donizeti Ferreira, 35.  Maria Luíza Junqueira, 36. Simone Crisley,  37. Valdir Edgard Homem, 38. Vânia da Silva Monteiro, 39. Alfredo Della Santina Júnior, 40 Ezilda dos Anjos Lopes Nozella, 41. Fernanda Brito Crysostomo e 42.,Ricardo Ayres Lopes.

Observação: O casal Lúcia Okuda e Wilson Donizeti Ferreira é de São Bernardo do Campo. Vieram visitar o filho que cursa engenharia civil, na Ufcar, em São Carlos, e através do Blog ficaram sabendo da caminhada e a ela se juntaram.  Luiz Olmer Cazarré, é de S.Paulo.  Gisele, Fabrícia, Tiago e Valdir vieram de Jaboticabal-SP e Ênio Garducci é de Batatais-SP.

TRAJETO DO ÔNIBUS: O ônibus saiu defronte à UNAERP em Ribeirão Preto-SP, realizando o seguinte trajeto: Av. Costábile Romano, Av. Pres. Kennedy, Rod.Pres.Castelo Branco, Rod. Abrão Assed SP-333, parada no Posto Rio Pardo – Km 17,5 , já no município de Santa Cruz da Esperança-SP,  onde, na  Churrascaria e Lanchonete Maravilha,  fizemos um rápido café da manhã, com  utilização dos toaletes. Retornando à esta Rod., já próximo  à divisa da cidade de Cajuru-SP, adentramos a antiga “Gurita” e a estrada de terra de acesso à Mata da Graciosa,  sendo que o coletivo  acompanhou o grupo durante toda a caminhada, até a Usina Hidrelétrica de Itaipava, em Santa Rosa de Viterbo-SP. Na seqüência, com todos os participantes, rumou  para a cidade de Santa Rosa de Viterbo, onde, na Praça Central, denominada Guido Maestrello, estava  estabelecido  o Restaurante do Bahbá.

PERCURSO DA CAMINHADA: DISTÂNCIA/TEMPO

KM0/MINUTOS 0, – O grupo fez a tradicional “roda” e  a caminhada iniciou-se antes das 07:00HORAS, no início da  Estrada Rural que dá acesso à Mata da Graciosa.

-KM1,7/MINUTOS20’-25’(após o início da caminhada), à esquerda, nos deparamos com  a entrada  para o Sítio São Benedito. Seguimos à direita;

-KM2,6/MIN30’-40’,chegada num entroncamento, seguimos  à esquerda,  por alameda na Mata da Graciosa;

-KM3,8/MIN50’-HORA1:00, ponte sobre Córrego Alambary, já na  Mata da Graciosa. Logo que ultrapassamos a ponte,  entramos  à direita,  numa “picada”, paralela ao Córrego.

-KM4,5/MIN55’-HR1:10 – Caminhamos na “picada”  e, à frente,  adentramos,  à direita e,r numa trilha sinuosa, bem no meio da Mata da Graciosa, logo à frente ultrapassamos um antigo “duto” de concreto,   até que chegamos  na parte de cima da Cachoeira dos Macacos;

-KM4,9/HR1:30’-1:45’,após  o retorno da cabeceira da Cachoeira, de frente ao canavial, seguimos à direita, entre a plantação e a Mata por +/-300M, até um cruzamento e prosseguimos,  à direita, por estrada dentro da Graciosa;

-KM6,3/HR1:50’-2:05’,cruzamento, canavial à esquerda, seguimos à direita por estrada dentro da Graciosa;

-KM6,9/HR1:55’-2:15’,parte de baixo da Cachoeira e fizemos o retorno pelo mesmo caminho;

-KM7,7/HR2:35’-2:55’,retorno ao cruzamento do KM6,3, seguimos à direita por entre a plantação de cana e, trechos da Mata da Graciosa;

-KM11,2/HR3:15’-3:50’, entroncamento com, ruínas de um antigo Depósito de Adubos à direita, canavial ao redor; prosseguimos  à esquerda, rumo à Usina Itaipava;

-KM12,8/HR3:35’-4:10’,pequeno trecho com mata, alguns “Flamboyant”, local da antiga Colônia Alambary, uma das seções pertencente à Fazenda/Usina Amália; +/- 500M seguindo à frente, passagem por entre grande Bambuzal e, ponte sobre pequeno Córrego;

-KM15,1/HR4:00’-4:50’,ponte de cimento, denominada “Álvaro” sobre o Rio Pardo, divisa dos municípios de Cajuru-SP e, Santa Rosa de Viterbo-SP. Seguimos em frente;

-KM16,8/HR4:20’-5:10’,outro grande Bambuzal, passagem em pequena ponte sobre o Ribeirão Águas Claras; mais à frente à direita, entrada à Fazenda Boa Vista, outra ex-seção da Fazenda/Usina Amália, antigo local de confinamento de gado, mas que hoje pertence ao Grupo Diné ( Nelson Afif Cury-Usina Santa Rita);

-KM22/HR4:20’-5:10’,ponto com entroncamento à direita, entrada para  a “Fazendinha”, outra grande ex-seção da Amália, local  de antiga fábrica de conservas do Grupo Matarazzo,  que produzia amido de milho, doces, derivados da polpa de tomate; Seguimos em frente;

KM23,6/HR5:45’-6:55’, pontos de dois entroncamentos à esquerda, sendo o primeiro entrada à Usina Hidrelétrica Itaipava e, o segundo à Estação de Tratamento de Efluentes da Fábrica de Papeis Artivinco;

-KM24,6/HR6:00’-7:00’, Usina Hidrelétrica Itaipava, final do roteiro.

ALMOÇO/CONFRATERNIZAÇÃO/ CUSTO: O almoço aconteceu no Restaurante do Bahbá, localizado à Praça Guido Maestrello,  no centro de Santa Rosa de Viterbo, de propriedade do Sr. João Luiz Campos tendo, na cozinha, Marli Aparecida Marques Souza  e, como garçonetes, Raquel, Cláudia e Tauane. Como o local é acanhado, sem muito espaço, foi formada uma grande mesa do lado externo do estabelecimento.  Com relação aos frios, foram eles servidos no sistema “buffet”, sobre uma mesa, constando de alface, tomate,  cenoura e chuchu. Os quentes consistiram em: arroz,branco, feijão,  lazanha, peixe ao molho,   carne de panela com batatas, frango grelhado, bife de carne de boi. De sobremesa, foram ofertados uma deliciosa paçoca e café. O custo foi de R$ 15,00, per capita, fora a bebida.

O RETORNO à Ribeirão Preto-SP, partindo do centro de Santa Rosa de Viterbo, deu-se por volta das 14:30Horas, tendo o ônibus percorrido o  trecho urbano, até a Rod. Conde Francisco Matarazzo Jr. SP-253. E, depois,  por esta Rodovia, passando por  São Simão-SP, atingiu  a Via  Anhangüera SP-330,  passando por Cravinhos-SP e  retornando à UNAERP, em Ribeirão Preto-SP.

CURIOSIDADES  –  Os  membros do grupo “peregrinosrp”, como já acentuado em outras ocasiões, se preocupam em caminhar, em ver a natureza e, também,  conhecer a história dos locais por onde caminham.

ASCENSÃO E QUEDA DOS MATARAZZO – A maior parte do roteiro, como acentuado, foi percorrida nas terras pertencentes à antiga Fazenda Amália, da Família Matarazzo.  Percorremos as antigas seções “Cachoeira”, “Alambary”, “Boa Vista” e “Fazendinha” e chegamos à Usina Hidrelétrica ( hoje PCH ) “Itaipava”. Passamos pelo antigo “Complexo Industrial Amália” e chegamos à cidade.  Poderoso industrial como era,   no início do século 20, o patriarca Conde Francesco Matarazzo, proprietário da Fazenda Amália, em Santa Rosa de Viterbo-SP, objetivando expandir a produção açucareira da Usina Amália, que adquirira dos herdeiros de Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, inventor do avião,  passou adquirir terras  além do rio Pardo, no município de Cajuru-SP, pagando um preço bem maior que o de mercado, o que fazia o sitiante praticamente não ter como recusar a venda, até quase nos limites do então Distrito de Santa Cruz da Esperança ( emancipou-se de Cajuru em 1.993). Cada sítio adquirido ou grupo deles era transformado em “seção”. Assim, passaram a existir as seções da Cachoeira, o Alambary, Banco, Bebedouro, Corvo Branco, São Lourenço, Boa Vista,  Fazendinha, Graciosa, São José, entre outras, situadas nos municípios de Santa Rosa de Viterbo, São Simão, Tambaú e Cajurú, num total de aproximadamente 11 mil alqueires.  E , com o  decorrer do tempo, a “Amália” foi se tornando maior do que a própria cidade de Santa Rosa, que  dela dependia para criação de empregos, arrecadação, sendo que  os cordéis da vida política eram manuseados pela  família Matarazzo e seus  principais auxiliares.  E, partindo da indústria açucareira, a Amália transformou em um “Complexo Industrial”, com fábricas de conservas alimentícias, de papel, de ácidos cítricos e de sabonetes.  Respaldada no seu prestígio, a família Matarazzo, não apenas no período de vida do patriarca, mas também de seu filho, o conde Chiquinho – que passou a gerir os negócios a partir de 1.937, diversificava sempre as suas atividades( conta-se que chegou a ter 365 empresas esparramadas por todo o país, uma para cada dia do ano) , sempre se valendo de benefícios fiscais e de crédito oficial.  Quando faleceu o conde Chiquinho, a sucessão entre os seus filhos foi tumultuada e a herdeira Maria Pia, que assumiu a Administração do Grupo se viu às voltas com um rosário de dificuldades,  principalmente com os seus  maiores  credores o BNDS e a Coopersucar, que culminou com o pedido de concordata em 1.983. Desde então, o grupo entrou em queda livre.  A maior parte das terras foram vendidas ou dadas em pagamento de dívidas. A Usina de Açúcar foi inicialmente arrendada para o grupo Diné ( Nelson Afif Cury) e, no presente, desde 09/abril/1998 e por 17 anos,  está arrendada para o Grupo Biagi ( Usina da Pedra) , com o nome de Ibirá ( árvore frondosa, em tupi-guarani). A Fermenta, que produzia ácidos cítricos ( acidulantes),  hoje pertence à  empresa inglesa Tate & Lyle. A fábrica de papel foi alienada à Artivinco,  grupo de Itatiba-SP e foram desativadas as fábricas de conservas alimentícias,da Fazendinha,  e a fábrica de sabonete.  Consta que a empresa “Agro Industrial Amália”, que ainda deve muito para a Fazenda Nacional, principalmente, teria ainda uma boa parte das terras, bem como a PCH  “Itaipava”, porém em nome de empresas, sendo uma delas denominada CANAMORE, cujos “controladores”, no papel,  seriam   de  paraísos fiscais. Aludida empresa teria sido aquela que firmou o contrato de arrendamento com o grupo Biagi e que teria alienado a PCH Itaipava para uma empresa denominada Grandwiew Ltda.

A MATA DA GRACIOSA: É uma área florestal de preservação permanente inserida na área que pertencera aos Matarazzo e, hoje, parte dela  compõe a “Fazenda Cachoeira”, de propriedade de Ferrúcio Vicentini.   Contém espécies vegetais próprias de terras de ótima qualidade, como perobas, pau-óleo e jequitibás. A fauna é rica de jaguatirica, lobos, veados, lagarto-tiú, irara, paca, quatis capivara, pássaros das mais variadas espécies, como gaviões, tucanos, periquitos e jaós.

A CACHOEIRA DO ALAMBARY: o córrego Alambary corta a Mata da Graciosa e, em um de seus trechos, despenca em cachoeira.  O nome que lhe deram é “Cachoeira dos Macacos” e tem aproximadamente 30 metros de altura, formando o basalto uma espécie de “escada”. No caminho de acesso à cachoeira, como observamos, existe um “duto” de concreto, em forma de um “u”, que fazia uma tomada de água em trecho do córrego Alambary um pouco acima de se precipitar na cachoeira. Ao que consta foi mandado construir pelo conde Chiquinho Matarazzo, na década de 40, do século passado, para irrigação  da plantação de cana nas áreas abaixo.

A PONTE DO RIO PARDO: este rio faz a divisa entre Cajuru/Santa Cruz da Esperança e Santa Rosa de Viterbo. Com a expansão dos canaviais para o lado de Cajuru do rio, a travessia passou a ser feita por balsas e carros de boi, inicialmente, e depois por uma ponte flutuante,  até que, no de 1.952,  foi construída a atual ponte de concreto, a que foi dado o nome de “”Alvaro”, tendo sido estendida a rede de  linhas da ferrovia interna.  Pudemos reparar na passagem da ponte que, do lado de Santa Rosa de Viterbo, ainda existe um trilho remanescente.

FÁBRICA DE CONSERVAS E DE AMIDO DE MILHO DA FAZENDINHA – No percurso da caminhada, deparamo-nos com a entrada para a seção “Fazendinha”, onde sabíamos ter existido ali a fábrica de conservas, principalmente de massa de tomate e amido de milho. Uma parte do grupo adentrou o ônibus e fomos verificar o local das instalações. Não passamos da entrada, impedidos por um vigilante. Pudemos observar a existência de um armazém em bom estado de conservação, utilizado como depósito de açúcar, bem como um prédio em ruínas à sua esquerda. Ao fundo, pontificava uma chaminé.

 

USINA HIDRELÉTRICA ITAIPAVA:  A construção da barragem no rio Pardo para a implantação da usina de força foi iniciada em 1.909. A usina teria sido concluída em 1.911, por iniciativa de Henrique Santos Dumont, e sua energia foi logo utilizada na Fazenda Amália. O chefe da construção foi o Engenheiro Armando Salles de Oliveira, que viria ser o governador do estado de São Paulo.Apenas a partir de 1.915 que a energia beneficiou Santa Rosa de Viterbo.Em 19/02/ 1.929, uma grande enchente destruiu a barragem e inundou a usina, deixando faltar energia por 2 meses.

Nos dias de hoje, a Usina hidrelétrica Itaipava, com 3,88 MW de potência instalada, está  caracterizada como Pequena Central Hidrelétrica (  PCH) ,  nos termos da Resolução no 394, de 4 de dezembro de 1998, e é explorada pela empresa Grandview do Brasil Ltda., com sede à Avenida Brigadeiro Faria Lima, no 2.601, conjunto 4422, em São Paulo. A energia elétrica está sendo adquirida pela CPFL. Depois de visitarmos a Usina Hidrelétrica Itaipava, adentramos o ônibus e partimos em direção a Santa Rosa de Viterbo. Um pouco além, passamos por dentro do que foi o “Complexo Industrial Amália” e onde, hoje existem empresas distintas como:

USINA IBIRÁ – Com o nome de Usina Amália, surgiu o primeiro engenho em 1.901 por obra de Henrique Santos Dumont ( irmão de Alberto Santos Dumont) que lhe deu o nome da mulher.As primeiras moendas foram adquiridas em Barra do Piraí-RJ.  Elas, ao depois, foram vendidas ao Cel. Francisco Schimidt que, em 1.906, instalou o “Engenho Central”, em Sertãozinho-SP. Os equipamentos e a produção foram crescendo à medida que os Matarazzo adquiriam novas terras, a partir da compra que o patriarca Francesco fizera dos herdeiros de Dumont, em 1.920. o impulso foi dado principalmente por Francisco Matarazzo Jr, o conde Chiquinho, que acabou contraído muitas dívidas. Com a morte deste, em 1977, a direção foi assumida pela filha Maria Pia, que acabou por requerer duas concordatas nos anos 80. A usina, então, foi arrendada, pela primeira vez, pelo grupo Diné ( Nelson Afif Cury), e, desde 9 de abril de 1.998, por 1 8 anos, pelos Irmãos Biagi O( Usina da Pedra, de Serrana-SP), que deram a nova denominação de “Ibirá”, que, na língua tupi-guarani, significa “árvore frondosa”. Na primeira safra,  como Usina Ibirá , foram moídas aproximadamente 735 mil toneladas de cana e produzidas 1,06 mihões de sacas de açúcar e 30,6 milhões de litros de etanol. Hoje, há mais de uma década integrada ao grupo, apresenta um novo perfil, resultado de investimentos que ano após ano melhoram sua capacidade produtiva, tendo mais de 4 mil empregados.

FERMENTA ( hoje TATE & LYLE DO BRASIL)- O Complexo Industrial Amália construiu uma fábrica para produzir ácido cítrico. O produto originalmente era obtido do limão. Desde há muito é obtido do açúcar. O ácido cítrico é utilizado na indústria alimentícia e de bebidas como um acidulante,conservante e intensificador de sabor, por causa de seu sabor ácido, alta solubilidade, acidez ecapacidade de tamponamento. É comumente utilizado em bebidas gaseificadas e não -gaseificadas,bebidas na forma de pó seco, vinhos e coolers, refrigerant es à base de vinho, compotas, geléias,conservas, gelatinas, doces, alimentos congelados e conservas de frutas e legumes. O ácido cítrico é usado também em produtos farmacêuticos e cosméticos, bem como em detergentes domésticos para lavar roupa, produtos para dar acabamento em metais, limpadores, produtos para tratamentos têxteis, entre outras aplicações industriais.Em 1.975, o grupo Matarazzo fez uma joint-venture com a Miles Laboratories, dos Estados Unidos, adquirida no ano seguinte pela Bayer, que construiu uma nova fábrica inaugurada em 1.980, tendo inclusive feito a aquisição de 10 ha da área e feito ampliações em 93 e 94. Em junho de 1.998, a fábrica foi adquirida pela Tate & Lyle do Brasil.

FÁBRICA DE PAPEL ARTIVINCO – na esteira das concordatas requeridas pela Agro Industrial Amália, em 1.992, a fábrica de papel do Grupo Matarazzo foi arrendada pela empresa Artivinco, de Itatiba, que passou a ser dona dela, definitivamente em fevereiro de 1.994. É uma grande fábrica, com muitos operários, que produz papel que utiliza fibras de cana-de-açúcar na fabricação. Produz, ainda, papelão ondulado e embalagens de papelão ondulado.

SANTA ROSA DE VITERBO

E 1.835, onde é hoje Santa Rosa de Viterbo, a região, que pertencia a São Simão, denominava-se “”Quarteirão do Ribeirão da Divisa”, onde já estavam estabelecidas as seguintes fazendas: Águas Claras, a fazenda dos filhos de Antonio Ribeiro, Coqueiros ( ou Fazendinha), Várzea-e-Monjolinho, Cachoeirinha, Caçador, dos Pintos, Monte Alto e Lagoa. Foi em terras da Fazenda Lagoa que formou um povoado, que, em 1.911, viria ser município, com o nome de Ibiquara.Alguns condôminos dessa fazenda, dentre eles o casal Feliciano Pinto do Carmo e Francisca de Paula do Espírito Santo, doaram as terras para o patrimônio da capela cujo orago era Santa Rosa de Viterbo. O fabriqueiro desse patrimônio de 50,3 hectares pediu, mais tarde a divisão judicial da fazenda da Lagoa.A paróquia foi criada em 12 de bril de 1.909. E o nome da cidade, de Ibiquara passou a ser Santa Rosa de Viterbo,a partir de 1º de agosto em 1.912. Sobre este casal, algumas histórias. Ele tinha uma pousada, onde surgiu povoação, ficava no meio do caminho entre Franca e Casa Branca e se chamava “Pouso de Sá Chica ou da Lagoa;  Sobre o nome atual da cidade, conta-se que o casal doador do patrimônio, Feliciano e Francisca, ela conhecida por “Sá Chica” organizava,  em sua casa,  a reza do “terço”, com grande afluência dos moradores da redondeza. Como a casa ficou pequena, resolveram os fiéis, capitaneados pelo casal, construírem a capela. Ela seria em louvor a N.S. Aparecida. Ocorreu, no entanto, que foram enganados por um mascate, o qual lhes vendeu uma imagem, a qual, levada a Cajuru para benzer, foi identificada como sendo de Santa Rosa de Viterbo. O padre enalteceu a santa e, depois, Sá Chica, por sua intercessão, alcançou uma graça. Assim, ficou sendo a Padroeira e veio a ser o nome da cidade.

PRESTAÇÃO DE CONTAS:

Receitas

=Passageiros do ônibus ida/volta (41XR$30,00) =                            R$1.230,00;

=José Carlos Moreira ficou isento do pagamento do transporte;

Total/Receitas                                                                                        R$1.230,00

 

Despesas

Ônibus (240Kms X R$2,00)                                        R$ 480,00

Refeição motorista                                                       R$  25,00

Despesa para reconhecimento do trajeto:                    R$ 102,00

Organização da Caminhada (Zeca)                             R$ 200,00

Despesas Água e Gelo                                                R$    35,00

Telefonemas                                                               R$    48,00

Blog                                                                            R$ 100,00

Pedágio                                                                       R$   17,00

Total/Despesas                                                        = R$1007,00       R$ 1.007,00

 

Total/Receitas(R) – Despesas(D)                                                                                            (R$1.230,00 – R$1.007,00)                                                                                                                Total/ R-D                                                                                       +  R$   223,00

 

 

SALDO DO CAIXA DOS PEREGRINOSRP EM 17 de março/2012 = R$ R$ 3.830,85  + R$ 223,00 =  R$  4.053,85 ( QUATRO MIL, CINCOENTA E TRÊS REAIS E  OITENTA E CINCO REAIS E OITENTA E CINCO CENTAVOS), depositados na conta de José Carlos Moreira ( Zeca).

 

CONTRIBUIÇÃO  PARA  O PAGAMENTO DO ESTOFAMENTO DO ÔNIBUS E AJUDA PARA CONSERTAR MOTORES FUNDIDOS.

 

Como já havíamos adiantado em relatório anterior, verificaríamos a possibilidade de ajudar o “Paraguai” de alguma forma, em razão do prejuízo que sofrera durante a viagem empreendida no dia 10 de dezembro de 2.011, ocasião em que fundiram os motores do ônibus e da camioneta Strada-Fiat. Como havíamos adiantado para ele, valores para pagamento do estofamento do ônibus e outras despesas, no montante de R$ 1.600,00 ( hum mil e seiscentos reais) resolvemos isentá-lo do pagamento dessa despesa, abatendo-a do “ fundo de reserva”. O “Paraguai”, desde o início dos “Peregrinosrp” tem nos prestado relevantes serviços, não poupando o seu veículo nos mais difíceis caminhos e, portanto, o valor se não cobre o seu prejuízo pelo menos o ameniza.

FUNDO DE RESERVA EM  20/MARÇO/2012

R$ 4.053,85 ( Quatro mil, cincoenta e três reais e oitenta e cinco centavos)  menos  R$ 1.600,00 ( hum mil e seiscentos reais) =  SALDO DE  R$  2.453,85 ( DOIS MIL, QUATROCENTOS E CINCOENTA E TRÊS REAIS E OITENTA E CINCO CENTAVOS) , depositados na conta de JOSE CARLOS MOREIRA ( ZECA).

 

PRÓXIMA CAMINHADA: 

Será em 14/04/2012. O local será entre as regiões de Fortaleza de Minas, Pratápolis e, São Sebastião do Paraíso-MG.

Zeca e Pero Vaz Que Caminha

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