Relatório da caminhada nos municípios de Monte Alto ( inclusive Distrito de Aparecida do Monte Alto) e Fernando Prestes

Confira o relatório da caminhada que aconteceu no dia 10 de novembro de 2.012.

O grupo “Peregrinosrp”, além de caminhar, procura conhecer a região, no que ela tem de melhor no aspecto histórico, cultural e paisagístico. O município de Monte Alto-SP, distante 85 Km. de Ribeirão Preto, apresenta,  como particularidade, um relevo relativamente acidentado ( serras), daí o seu nome,  uma agricultura bem desenvolvida no cultivo de frutas, terrenos onde foram encontrados fósseis de animais pré-históricos, e o consequente bem montado Museu de Paleontologia,  e um florescente turismo religioso, principalmente no Distrito de Aparecida de Monte Alto, onde está sendo construído o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Montesina.Poucos quilômetros além desse Santuário, a cidade de Fernando Prestes, com o seu comércio de frutas, e onde nos confraternizamos.

SAÍDA: Aconteceu defronte à UNAERP, ao lado do Estacionamento Mizuno, Av. Costábile Romano, 2228, Ribeirão Preto-SP, às 03:25hs da manhã do SÁBADO – 10 de novembro de 2.012, com destino a Monte Alto-MG, passando pelo Distrito de Aparecida do Monte Alto e chegando em Fernando Prestes-SP,  sendo o grupo transportado pelo ônibus do Sr. Luiz Antônio do Valle, o Paraguai.

PARTICIPANTES: Desta vez foram 29.  Dos peregrinosrp: 1. José Carlos Moreira; 2. Elisângela Oliveira Rodrigues; 3.Otto Orsi Guimarães; 4.Olga Elisabete Pastori Moreira; 5. Octávio Verri Filho; 6. Sérgio Aparecido Leoni; 7. Themis Aidar; 8.Cristina Rufino; 9. José Roberto de Souza; 10. Amélia Ângela Larocca; 11.Antonio Evaldo Alexandre; 12.Sirlei Assis de Almeida Alexandre; 13.José Humberto Lopes; 14. Humberto Augusto Martins Neto; 15.Katsuzo Mizuno; 16.Otávio de Souza Silveira Jr.; 17.Renato Strucki; 18.Luciana Bullamah Stoll; 19. Maria Lúcia Salgado Yoshio; 20. Glalcyara Lançoni; 21.Alfredo Teixeira Muradas e 22. Sônia Regina dos Santos. Completaram a 3ª. caminhada, tornando, pois, “peregrinosrp”:  23. Alzira Barison  Narcizo de Oliveira ; 24. José Carlos Narcizo de Oliveira e 25.Sérgio Coelho .  Pela segunda vez, e certamente se tornarão “peregrinosrp” na próxima, deram-nos o prazer da companhia: 26.Vilma Maria de Faria Locci,  27.Amadeu Antonio Radi Locci e 28. Milena Xavier Giroto. Pela primeira vez prestigiou o grupo, dando-nos a certeza que retornará: 29. Angélica de Assis Silva Coelho.

TRAJETO DO ÔNIBUS: O ônibus saiu defronte à UNAERP em Ribeirão Preto-SP, tendo seguido pela Av. Costábile Romano, Av. 9 de julho, Via Bandeirantes, Rod.SP-333, até Jaboticabal, Rodovia Faria Lima, Rodovia Monte Alto-Vista Alegre do Alto até o cruzamento dessa rodovia com a estrada municipal, de terra, que dá acesso ao Bairro rural Água Limpa, pela esquerda, e o aeroporto, pela direita.. Desse ponto, o coletivo acompanhou o grupo durante toda a caminhada, chegando ao Restaurante “Acácio” em Fernando Prestes-SP. Depois da confraternização e almoço, e feito um giro por Fernando Prestes, guiado por Antonio Osmar Brentan Segura, o “Mazinho”, que foi chefe de gabinete do Prefeito Municipal, rumamos para Monte Alto para uma visita do Museu de Paleontologia, após o que o grupo retornou à UNAERP, Ribeirão Preto-SP.

CAFÉ DA MANHÃ – O desjejum foi realizado no  Auto Posto “Guanabara”, município de Jaboticabal-SP, na rodovia Brigadeiro Faria Lima, onde chegamos por volta das 4,45 horas. Nesse local, de curiosidade, pudemos ver cerca de duas dezenas de vendedores de redes do estado da Paraíba, dormindo na parte externa de um dormitório, em suas próprias redes.

PERCURSO DA CAMINHADA:A distância total foi de 24KM,  Era cerca de  6 horas, ainda não havia amanhecido, quando chegamos ao local do início da caminhada,  em trecho da Rodovia Monte Alto a Vista Alegre do Alto, onde cruza a estrada de terra  municipal que demanda o bairro rural Agua Limpa.  Fizemos a roda e demos início ao percurso, quando se iniciava a primeira claridade da manhã. O chão estava úmido, em razão da chuva do dia anterior, mas firme em razão do bom tráfico de veículos.  Enquanto caminhávamos, observamos, à esquerda,  uma grande plantação de seringueiras, já bastante altas. A estrada era praticamente uma alameda de árvores, que retardava aparecer o claro. Em um cruzamento, adentramos à direita e passamos pela entrada da Comunidade Terapêutica Horto de Deus. Nesse ponto o ônibus que nos acompanhava teve de ir reto, após constatar que um caminhão havia encalhado na serra.Logo à frente, um belíssimo panorama, pois estávamos no alto da serra da Água Limpa e, com o amanhecer, pudemos contemplar toda a parte baixa à distância. Descemos por cerca de 1.000 metros, em estrada sinuosa, cruzando com o caminhão que estava encalhado impedindo a passagem de veículos maiores. No pé da serra, estávamos no bairro rural Água Limpa, onde tem uma venda e uma bem construída capela devotada a Santa Luzia e um espaçoso recinto de festa, que indicava a realização de festa naquele dia. Na venda, foi possível se fazer um “pizzstop” e beber alguma coisa. Observamos um bom movimento de veículos transportando frutas, principalmente manga.Prosseguindo, deparamo-nos com uma lagoa à direita e,  subindo,  adiante à esquerda, uma grande plantação de goiabeiras. No topo, um cruzamento, onde pegamos à direita, seguindo uma cerca viva com plantações de carambolas.Prosseguindo, notamos,  nas laterais, plantações de limões, manga  e de cana de açúcar. Mais à frente, notamos que as indicações feitas com fitas vermelhas recomendavam saíssemos da estrada municipal e entrássemos num carreador de mangueiras. Dobrando à esquerda,  vislumbramos um coqueiro isolado. Fomos em frente, dobramos à direita e passamos sob um enorme e antiga  mangueira, estando o chão forrado de mangas maduras e podres. Mais à frente, dobramos à esquerda e iniciamos a descida no meio de um mangueiral, com muitas frutas nos pés, em face de amadurecimento. Ao final da descida, à esquerda era a sede do sítio, por onde caminhávamos, cujo proprietário é o Sr. Natal Vertuan. Seguimos às direita, por entre pés de manga e limões e, logo em seguida à esquerda, descendo até a rodovia asfaltada que demanda à cidade de Cândido Rodrigues.  Já no asfalto, seguimos à esquerda, tendo do outro lado da pista um eucaliptal e um curral com tábuas pretas. Passamos por uma ponte e caminhamos pelo acostamento cerca de 200 metros e adentramos, à direita, em uma estrada de terra que demanda o sítio São Judas Tadeu, trecho em que ainda caminhamos por entre plantações de mangueiras.Mais à frente, deparamo-nos com plantações de cana de açúcar, atravessamos a ponte sobre o córrego do Onça, após o que começamos ver ao longe, à nossa esquerda, a torre do Santuário de Nossa Senhora da Conceição Montesina. Assim que terminou o canavial (as canas haviam sido cortadas), chegamos à ponte da estrada asfaltada ( existe uma lagoa à direita) e logo pegamos uma estradinha de terra coberta por árvores, através da qual chegamos ao Distrito e ao Santuário. Depois de uma visita à Igreja, com explicações dadas pelo padre  Altair Tonon, prosseguimos na caminhada, percorrendo a estrada de terra de 8 Kms entre o Distrito e a cidade de Fernando Prestes. Essa estrada se inicia, descendo-se a rua da lateral esquerda do Santuário, de quem o olha de frente. O percurso é linear e só tem um cruzamento, quando se depara com alguns pés de abacate, devendo se prosseguir à direita.Nesse percurso, a cana de açúcar já está tomando o terreno das frutas. A paisagem é de uma mesmice sem igual, Inclusive nos deparamos com um caminhão que lançava vinhaça na área de cana recém cortada.Chegamos à entrada de Fernando Prestes, logo descendo a rua principal, onde ficava o restaurante “Acácio”, um quarteirão abaixo da praça da Matriz de Santa Luzia.

ALMOÇO/CONFRATERNIZAÇÃO:Por volta das 12,00 horas, o almoço e confraternização aconteceram no Restaurante do Acácio, de Marina Betiol & Cia. Ltda.-ME, situado à rua José Agustoni, 623 ( rua principal, um pouco abaixo da Igreja ), em Fernando Prestes-SP,  onde fomos recepcionados por Rosmari Borgonovi e seus filhos Sabrina, Marina e Júnior. Auxiliando nos trabalhos, estava Antonio Osmar Brentan Segura ( Mazinho) e, na cozinha, Deise e Tatiana.A refeição servida foi, nos frios,  tomate, pepino, beterraba, cenoura, farofa fria, ovo cozido e salada de macarrão  e, nos pratos quentes, arroz, feijão, macarronada, refogado de abóbora carne ponta de peito ao molho e frango recheado. De sobremesa, estavam inclusos doce de maça e doce de banana. O custo por pessoa foi de R$12,00, sem bebidas. Antes do  almoço, tivemos a agradável companhia do historiador e proprietário do jornal local, Saul Martins, que é investigador de Polícia. Durante o almoço, tivemos simpática companhia de Antonio Osmar Brentan Segura, que foi o coordenador do bem elaborado livro de história de Fernando Prestes e, mais, teve a gentileza de nos conduzir para uma visita guiada à cidade, passando-nos interessantes informações.

O RETORNO:  :   Saindo de Fernando Prestes,  por volta das 14 horas, passamos por Aparecida do Monte Alto e atingimos a rodovia que demanda Vista Alegre do Alto, onde tomamos sentido Monte Alto, onde visitamos o Museu de Paleontologia. Dalí, através da Rodovia SP-305, denominada José Pizarro, atingimos a Rodovia Brigadeiro Faria Lima, e logo pegamos o sentido de  Ribeirão Preto,  passando por Pradópolis e Dumont e Pradópolis, para livrarmos do custoso pedágio. A Chegada ao estacionamento Mizuno deu-se por volta das 16,45 horas.

O DISTRITO DE APARECIDA DE MONTE ALTO E O SANTUÁRIO: o proprietário da Fazenda Lagoa, Flávio Antonio de Oliveira, cuja família viera de Portugal em 1808 e trouxera a imagem de Nossa Senhora da Conceição, estando gravemente enfermo, fez uma promessa diante dessa imagem, pedindo sua proteção e, caso fosse salvo da morte, construiria uma Capela em sua honra e, mais daria metade de sua fazenda para que ali se formasse um povoado. Atendido, cumpriu a promessa e ergueu uma capela de pau-a-pique e coberta de sapé. No dia 8 de dezembro de 1.848 ( dia da celebração litúrgica de Nossa Senhora da Conceição) foi celebrada a primeira missa, sendo no mesmo dia a fundação do povoado. O primeiro sino de bronze, com o Brasão de Armas do Império, foi doado por D. Pedro II, em 1.856 quando passou pelo arraial indo para do Forte de Itapura ( Avanhandava), a caminho da Guerra do Paraguai. O local criou fama pela região toda e era conhecido por “Capelinha” ou “Patrimônio” e era procurado para cumprir promessas e para as festas religiosas. O atual Santuário é a quinta igreja construída no local e teve as suas obras iniciadas em 1.994.A festa da padroeira é realizada em 8 de setembro. Aquela fazenda original foi implantada nos “Campos de Jaboticabal”, que, antes,  era parte dos “Campos de Araraquara”. O povoado nasceu 43 anos antes daquele de Monte Alto.De 8/9/1848 até 1872, era denominado de “Capelinha” ou “Capelinha do Patrimônio. De 1872 até 1.889, chamou-se “Montezina”, com “z”. Com a proclamação da República, passou a ser chamado de “Aparecida”, nome que perdurou até 1.945, quando voltou a se chamar “Montesina”, com “s”, até 1.950, quando, definitivamente, passou a ter o nome de “Aparecida do Monte Alto”.

COMO EXPLICAR ESSE FENÔMENO RELIGIOSO: Durante a caminhada, passamos por sítios, na sua maior parte, com plantações de frutas. São propriedades relativamente pequenas. Por enquanto, ( mas não se sabe até quando, em face da invasão da cana) manejados por membros de uma família de origem portuguesa ou italiana, que são extremamente religiosos. Este é o perfil desta ampla região de Monte Alto, Fernando Prestes, Pirangi, Vista Alegre do Alto, Cândido Rodrigues, etc. O predomínio é, sem dúvida, da fé católica, que procura agregar e manter sob o seu manto o rebanho, com a liturgia, com símbolos, com a adoração de Jesus Cristo e a Virgem Maria e devoção a santos e, principalmente, com a realização de festas. Em Monte Alto, ainda existe a devoção à Menina Izildinha.  Neste caso de Aparecida do Monte Alto, para se tentar explicar a vinda de cerca de 400 mil pessoas anualmente, cumpre recordar o encadeamento de fatos, tais como o de ser comum no catolicismo o pagamento de promessas, romarias e ex-votos, a propagação da cura do fundador do povoado, a doação do sino por D. Pedro II, o fenômeno do “aporte religioso” da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que não queria ficar na igreja nova e que sempre voltava para a igreja velha, ainda mantida, a exigir a presença do Padre Quevedo, que recomendou a demolição da igreja velha e, principalmente, a ousadia da construção desse monumental templo, que aumenta a sensibilidade mística.

HISTÓRIA DE FERNANDO PRESTES-SP  -Leonel José Ferraz, vindo da cidade de São Carlos, estado de São Paulo, fixou-se em Aparecida do Monte Alto atraído pela grande quantidade de madeira existente em nossa região, adquiriu terras à margem do Ribeirão dos Mendes, construiu então, neste local a primeira habitação de madeira. Leonel denominou estas plagas de “Matão”, devido à exuberância de verde. Seduzidas pela atividade da madeira, as pessoas que para cá se dirigiam referiam-se à região como “Matão do Leonel”.A partir de então, atraídos por motivos econômicos, desbravadores adquiriram propriedades aqui se estabeleceram. Com árduo trabalho de suas famílias, arrotearam a terra bruta, fazendo brotar as primeiras lavouras.O povoado que deu origem ao atual município de Fernando Prestes foi fundado em 1899 e recebeu este nome em homenagem ao senador e presidente do estado Fernando Prestes de Albuquerque.A agricultura foi a grande responsável pelo desenvolvimento da região, levando a cidade ao apogeu na década de 1920, mas, com a economia voltada basicamente para a cultura do café, o município entrou em crise no final dos anos 20 e só ganhou novo impulso, posteriormente, com a plantação de cítricos.Administrativamente, Fernando Prestes foi distrito do município de Monte Alto a partir de 29 de dezembro de 1914, adquirindo autonomia política em 5 de julho de 1935.Fundadores: Leonel José Ferraz, Francisco Salles de Almeida Leite, José Agustoni, Julio Freitas da Silva, Joaquim Gorgulho e Giácomo Pedrassoli.No ano de 1909, com a construção da ferrovia pela Companhia Estrada de Ferro Araraquara, passou a chamar-se Fernando Prestes, em homenagem ao Coronel Fernando Prestes de Albuquerque, então governador do estado de São Paulo.Data de Emancipação: 5 de julho de 1935 – Decreto Número 7.354 do Governador Doutor Armando de Salles Oliveira.O município possui um distrito como o nome de Agulha.

PRESTAÇÃO DE CONTAS:

Receitas

28 pessoas pagaram transporte (55,00) (28XR$ 55

,00) = R$ 1.540,00;

=José Carlos Moreira ficou isento do pagamento do transporte; Total/Receitas R$ 1.540,00

Despesas

Ônibus (350 Kms X R$2,00)           R$ 700,00

Pedágio                                            R$   42,00

Refeição motorista                          R$   35,00

Organização da Caminhada (Zeca) R$ 200,00

Água e Gelo                                     R$  50,00

Telefonemas                                    R$  60,00

Blog                                                 R$ 100,00

Total/Despesas                             R$ 1.187,00

Total/Receitas(R) – Despesas(D)

R$ 1.540,00 – R$ 1.187,00

Total/(R-D)= + R$ 353,00

SALDO DO CAIXA “PEREGRINOSRP” EM  10/novembro/2012 =

R$ 1.816,85+R$ 353,00 = 2.169,85 ( DOIS MIL, CENTO E SESSENTA E NOVE REAIS E OITENTA E CINCO CENTAVOS), depositados na conta de José Carlos Moreira ( Zeca).

PRÓXIMA CAMINHADA:

DEZEMBRO 08 Do Posto Castelo, Município de São Carlos-SP a Analândia-SP, com almoço nas dependências da Cachoeira do Escorrega.

Pero Vaz Que Caminha e seu fiel escudeiro Zecandança

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